Antes de mais nada vamos esclarecer um fato.Não existe nenhum conflito na Palestina como insiste a mídia sicofanta. O que há é uma ocupação e, portanto onde se lê conflito leia-se resistência. Resistência dos semitas palestinos contra o ocupante euro-israelense. Se os israelianos (governantes arianos de Israel), não entenderem isso, e entender isso significa abandonar os territórios ocupados, não haverá a mínima possibilidade de paz.
O que é lamentável.
Sou daqueles que entendem que o diálogo é sempre o melhor caminho. E o melhor caminho, se me permitem, tanto para israelenses como palestinos é a criação de um Estado único, laico e democrático onde todos possam conviver sejam eles ateus, cristãos, judeus, muçulmanos ou quem mais.
Nada de Estado teocrático.
Não generalizando, mas a religião só tem servido para o usufruto dos canalhas.
Basta consultar a História.
Na impossibilidade momentânea de um Estado único, ficam valendo as propostas do artigo anterior.
Há três mil anos que a Palestina sofre ocupações. E há três mil anos que os palestinos resistem.
Foi invadida por Persas, gregos, egípcios, hebreus, romanos, bizantinos, cruzados e finalmente turcos, para ficarmos apenas nos mais conhecidos. E no século 20 a Palestina foi novamente invadida, desta vez pela Inglaterra que abriu a porta para europeus de quase todas as etnias, seguidos de norte americanos, latinos americanos e por todos aqueles que se intitulavam e se intitulam descendentes dos antigos hebreus, que teriam herdado a terra diretamente de Deus.
E citam a Bíblia por testemunho.
É verdade que de acordo com a Bíblia Deus teria dito algo nesse sentido ao iraquiano Abraão e ao egípcio Moisés. Mas isso já faz mais de três mil anos. Aliás, utilizar o texto bíblico como contexto para a usurpação é crer que o cérebro humano é feito de excremento. E a se considerar esse tipo de argumento, muito mais direito têm os denominados índios das Américas, que foram massacrados e tiveram suas terras usurpadas pelos europeus que por aqui aportaram a partir do século XV.
O povo palestino resiste há três mil anos e com certeza continuará resistindo. Só quem não entende a natureza humana pode acreditar na vitória da opressão.
Por isso, o melhor caminho para os israelenses é o caminho da negociação e da paz.
A humanidade agradece.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
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5 comentários:
Com todo respeito, amigo, a proposta anterior é utópica, porquanto depende de que o sionismo reconheça o estado palestino, o que eles não fazem nem da boca pra fora. O cercos a Cisjordânia e à Gaza é a prova disto.
A ANP perdeu toda a sua credibilidade, ao menos para mim, exatamente por defender essa política suicida de dois estados.
Fazendo minhas suas palavras, o melhor caminho para israelenses e palestinos é a criação de um Estado único, laico e democrático onde todos possam conviver, sejam eles ateus, cristãos, judeus, muçulmanos ou quem mais. Nada de Estado teocrático
Abraços,
Adriano Espíndola
Blog Defesa do Trabalhador
http://defesadotrabalhador.blogspot.com/
o estado catolico croata (Ustasha) foi 1 dos mais brutais regime teocraticos da historia!
Prezado Bourdoukan,
Meu nome é Heleno e desejo lhe fazer uma consulta sobre uma notícia que circula pela Internet com conteúdo difamatório implícito. Eu gostaria de obter orientação sua sobre o assunto. Se desejar lhe envio cópia. helenocf@unicamp.br (12nov2009)
Prezado Heleno
Pode enviar para o seguinte endereço
georgesbourdoukan@carosamigos.com.br
Um abraço
Bourdoukan,
Olha só o que está circulando na internet. Veja em http://candidoneto.blogspot.com/2009/11/por-que-difamam-o-hamas.html
(Por que difamam o Hamas?)
Abraço
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