Cuidado!
Cultivar livros faz mal à ignorância!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Veterano da invasão do Iraque denuncia:
“Nosso verdadeiro inimigo é o sistema”
O soldado estadunidense Mike Prysner, veterano da invasão e ocupação do Iraque, relata quem são os verdadeiros inimigos de seu país.
"Nosso verdadeiro inimigo não é aquele que vive em terras longínquas, cujo nome e política não entendemos. O verdadeiro inimigo é o sistema que faz guerra quando é rentável, os empresários que nos demitem quando isto é lhes rentável, as companhias de seguro que nos negam assistência médica quando isto é lhes rentável, os bancos que tomam nossas casas quando isto é lhes rentável. Nossos inimigos não estão a centenas de milhas de distância. Eles estão aqui, diante de nós".
"O racismo que faz parte da ideologia militar tem sido utilizado há muito tempo para justificar a destruição e ocupação de outro país.Durante muito tempo tem sido utilizado para justificar matanças, a subjugação e torturas de outras gentes. O racismo é uma arma fundamental utilizada por este governo".
Assistam abaixo esse surpreendente vídeo (com legendas em espanhol) onde o veterano da guerra do Iraque diz as verdades que muitos sabem que existem, mas temem dizer publicamente.
“Nosso verdadeiro inimigo é o sistema”
O soldado estadunidense Mike Prysner, veterano da invasão e ocupação do Iraque, relata quem são os verdadeiros inimigos de seu país.
"Nosso verdadeiro inimigo não é aquele que vive em terras longínquas, cujo nome e política não entendemos. O verdadeiro inimigo é o sistema que faz guerra quando é rentável, os empresários que nos demitem quando isto é lhes rentável, as companhias de seguro que nos negam assistência médica quando isto é lhes rentável, os bancos que tomam nossas casas quando isto é lhes rentável. Nossos inimigos não estão a centenas de milhas de distância. Eles estão aqui, diante de nós".
"O racismo que faz parte da ideologia militar tem sido utilizado há muito tempo para justificar a destruição e ocupação de outro país.Durante muito tempo tem sido utilizado para justificar matanças, a subjugação e torturas de outras gentes. O racismo é uma arma fundamental utilizada por este governo".
Assistam abaixo esse surpreendente vídeo (com legendas em espanhol) onde o veterano da guerra do Iraque diz as verdades que muitos sabem que existem, mas temem dizer publicamente.
domingo, 27 de dezembro de 2009
A Rosa de Gaza
Você sobreviveu ao genocídio
Você sobreviveu aos massacres
Você sobreviveu à humilhação.
Mas não conseguiram fazê-la odiar!
Destruíram sua casa
Destruíram sua escola
Destruíram sua infância
Mas não conseguiram fazê-la odiar!
Bela menina de Gaza
Tens muito a ensinar
Teu gesto redime a humanidade
Pois até os brutos podem se comover
Bela menina de Gaza
Bela rosa de Gaza
Teu gesto é a glória de seu povo
Bela menina-rosa de Gaza
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Vírus para todos os gostos...
Nesse dia de natal o blog sofreu um bombardeio virótico de fazer inveja a qualquer Bush. É impressionante como tem gente intolerante e só consegue viver a base da agressão e da violência. E quem imagina que os bombardeios vieram de Israel, engana-se. A maioria deles chegou de países europeus, berço do sionismo, do nazismo e do antissemitismo...
Nesse dia de natal o blog sofreu um bombardeio virótico de fazer inveja a qualquer Bush. É impressionante como tem gente intolerante e só consegue viver a base da agressão e da violência. E quem imagina que os bombardeios vieram de Israel, engana-se. A maioria deles chegou de países europeus, berço do sionismo, do nazismo e do antissemitismo...
Alguém pode levar essa gente a sério?
A informação é do jornal israelense "Ha'aretz.
O ministro israelense de Assuntos Exteriores, Avigdor Lieberman assegurou que a colonização da Cisjordânia seguirá depois que conclua a moratória de dez meses decretada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
Lieberman, que qualificou a moratória de "passagem tática" e "temporária", disse que "está claro para todo o mundo que em dez meses voltaremos a construir com toda força".
Convenhamos, alguém pode levar os governantes israelenses a sério?
A informação é do jornal israelense "Ha'aretz.
O ministro israelense de Assuntos Exteriores, Avigdor Lieberman assegurou que a colonização da Cisjordânia seguirá depois que conclua a moratória de dez meses decretada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
Lieberman, que qualificou a moratória de "passagem tática" e "temporária", disse que "está claro para todo o mundo que em dez meses voltaremos a construir com toda força".
Convenhamos, alguém pode levar os governantes israelenses a sério?
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
E la nave vá...
Vivemos num mundo onde o Ter não tem limite e o Ser é ignorado;
Onde a sociedade agoniza vítima do parasita que produz o emergente;
Onde a educação é obstáculo à inteligência e à liberdade;
Onde a lógica imbecilizante torna a humanidade descartável;
Onde não se busca felicidade ou virtude, mas sucesso.
Onde medo e ódio não permitem pensar no amanhã.
Onde ser e divindade são apenas uma questão de semântica;
Onde Impossível e nunca se anulam;
Onde a natureza humana não suporta limites.
Vivemos num mundo onde a morte é apenas uma ruptura;
Onde nenhuma coisa pode ser vista se você não souber como vê-la;
Onde a verdade está no relâmpago;
Onde você pode atingir o eterno e superar o tempo;
Vivemos num mundo onde a humanidade jamais terá fim, pois Deus precisa do homem para existir; mas o hábito anula a vida.
Onde o além a todos observa impassível.
Somos meros registros que se extinguem quando nossa missão termina.
Vivemos num mundo onde o Ter não tem limite e o Ser é ignorado;
Onde a sociedade agoniza vítima do parasita que produz o emergente;
Onde a educação é obstáculo à inteligência e à liberdade;
Onde a lógica imbecilizante torna a humanidade descartável;
Onde não se busca felicidade ou virtude, mas sucesso.
Onde medo e ódio não permitem pensar no amanhã.
Onde ser e divindade são apenas uma questão de semântica;
Onde Impossível e nunca se anulam;
Onde a natureza humana não suporta limites.
Vivemos num mundo onde a morte é apenas uma ruptura;
Onde nenhuma coisa pode ser vista se você não souber como vê-la;
Onde a verdade está no relâmpago;
Onde você pode atingir o eterno e superar o tempo;
Vivemos num mundo onde a humanidade jamais terá fim, pois Deus precisa do homem para existir; mas o hábito anula a vida.
Onde o além a todos observa impassível.
Somos meros registros que se extinguem quando nossa missão termina.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Um registro para a História
Pouca gente entendeu quando a Justiça britânica emitiu mandado de prisão contra a israelense Tzipi Livni.
A razão é a falta de informações que a mídia ocidental, sempre omissa, oculta toda vez que algum israelense é considerado criminoso de guerra.
A Justiça britânica acusa Tzipi de crimes de guerra em conseqüência da invasão e dos massacres contra a população de Gaza.
A ex-ministra da justiça, de Relações Exteriores e Primeira-Ministra em exercício de Israel, só não foi presa porque foi informada por espiões israelenses sobre o mandado de prisão e acabou cancelando a viagem que faria a Londres.
Assistam abaixo ao vídeo dos massacres de palestinos de Gaza, vídeo este que jamais foi mostrado pela mídia ocidental.
WebIslam
Pouca gente entendeu quando a Justiça britânica emitiu mandado de prisão contra a israelense Tzipi Livni.
A razão é a falta de informações que a mídia ocidental, sempre omissa, oculta toda vez que algum israelense é considerado criminoso de guerra.
A Justiça britânica acusa Tzipi de crimes de guerra em conseqüência da invasão e dos massacres contra a população de Gaza.
A ex-ministra da justiça, de Relações Exteriores e Primeira-Ministra em exercício de Israel, só não foi presa porque foi informada por espiões israelenses sobre o mandado de prisão e acabou cancelando a viagem que faria a Londres.
Assistam abaixo ao vídeo dos massacres de palestinos de Gaza, vídeo este que jamais foi mostrado pela mídia ocidental.
WebIslam
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Diogo, 86 anos
Ainda não são cinco horas da manhã em Santos e lá vai ele atravessando os 100 metros que separam seu apartamento da praia para a pescaria, ritual que ele realiza diariamente, menos aos domingos.
Diogo, 86 anos, é viúvo e vive só.
Já “apagou” três vezes. Isso ele disse quando lhe perguntei sobre o braço enfaixado. E foi numa desses “apagões” que ele fraturou o braço.
-Estava retornando para casa quando “apaguei” no calçadão. Não me lembro como foi, mas as pessoas que me socorreram disseram que o tombo foi feio. Acordei dentro de um carro a caminho do pronto socorro.
Diogo, 86 anos, seu único filho trabalha e vive nos Estados Unidos.
Mirando as ondas do mar, ele relata com tristeza o acontecido no pronto socorro.
-Depois de esperar meia hora, uma atendente me perguntou se estava sentindo dores... Respondi que sim já que o meu braço estava fraturado, mas dor maior foi a pergunta dela. Imagine você que chega num pronto socorro com o braço fraturado e te perguntam se dói. Fico até assustado com a falta de preparo dessa gente...
Diogo tem 86 anos e incontáveis amigos que se aproximam para ouvir o seu relato.
- Mesmo informada da dor, a atendente ainda me fez esperar outra meia hora, até me encaminhar à sala de raio X. Um médico que passava por ali (diga-se, o único médico que estava atendendo aquele dia) perguntou porque estavam me encaminhando para o raio X.
O rapaz que ali trabalhava informou que eu havia caído e dito que fraturara o braço. O médico me olhou com desdém e perguntou como eu tinha certeza que havia fraturado o braço. E que se eu tinha certeza que havia fraturado o braço não precisava de raio X.
Educadamente lhe disse que o raio X era necessário para verificar se houve mais de uma fratura devido ao avançado de minha idade. O médico simplesmente virou as costas e falou ao funcionário que de nada adiantava o raio X porque ele, o médico, não era ortopedista e portanto não conseguiria realizar a leitura.
Eu lhe disse para não se preocupar, pois eu poderia interpretar a leitura..
Irritado, o médico nem me deixou lhe explicar porque eu poderia realizar a leitura. Me puxou pelo ombro e enquanto me arrastava para fora resmungava:
-Nossa! O homem é um gênio. Com um simples toque localizou uma fratura e ainda por cima sabe fazer leitura de raio X...
Quando chegamos à portaria disse ao segurança que me colocasse num táxi e me encaminhasse à Santa Casa. Que ele estava com saco cheio de todo mundo achar que é médico. E olhando para mim com desprezo finalizou:- Então o senhor sabe interpretar um raio x... Virou as costas e foi pra dentro do pronto socorro.
Diogo, 86 anos, foi um dos diretores do Hospital das Clínicas de São Paulo por mais de 30 anos. Sua especialidade, ORTOPEDIA...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Publico hoje um pequeno trecho da Tese de Doutorado, da Professora Mônica Kalil Pires, da UFRGS, sobre o CAPITÃO MOURO e LÉON, L´AFRICAIN
Aos leitores peço um pouco mais de paciência, pois já devem ter percebido que o blog continua com problemas em conseqüência do ataque de vírus. Já estou providenciando um novo computador quando então os leitores poderão entrar novamente no blog para opinar.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE LETRAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS
Área de Concentração – LITERATURA COMPARADA
MÔNICA KALIL PIRES
A TRADUÇÃO CULTURAL EM ROMANCES HISTÓRICOS:
ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE LÉON, L´AFRICAIN, DE AMIN MAALOUF,
E A INCRÍVEL E FASCINANTE HISTÓRIA DO CAPITÃO MOURO, DE GEORGES BOURDOUKAN
Tese apresentada ao
Programa de Pós-graduação
em Letras como requisito
para obtenção do título de
Doutor em Letras.
Orientadora: Márcia Ivana de Lima e Silva
PORTO ALEGRE, 2009.
Resumo
A tradução cultural, fundamental para a comunicação entre os povos, é uma tarefa complexa, devido à subjetividade dos agentes envolvidos e aos vários aspectos que interferem na apresentação da cultura de origem para a cultura de recepção.
A literatura é uma forma privilegiada de fazer esta mediação entre culturas. Léon, l´africain e A incrível e fascinante história do Capitão Mouro, de Amin Maalouf e Georges Bourdoukan, respectivamente, são romances históricos que apresentam a cultura árabe-muçulmana ao leitor ocidental. Exploram a História, a linguagem, a construção espacial, o relacionamento interpessoal, os costumes e os rituais, dando voz a uma cultura tradicionalmente sufocada no Ocidente, e com isso contribuindo para a mediação de conflitos.
(...)Para a seleção dos autores e das obras literárias que iriam compor a tese, foram usados os seguintes critérios:
-a qualidade literária dos textos, que não seriam vistos apenas como
“depoimentos”, mas como obras artísticas, capazes de despertar a emoção estética no leitor (no caso, na autora da tese);
_ a intimidade dos autores com a cultura árabe-muçulmana e a opção de
para o público ocidental;
_ a origem libanesa dos autores e sua contemporaneidade, para que, de forma direta ou indireta, tivessem vivido a guerra civil (1975-1990);
_ o distanciamento físico dos escritores em relação a sua cultura de origem;
_ a época tratada nos romances históricos, que deveria ser anterior ao conflito entre muçulmanos e judeus (portanto, anterior ao século XIX, época do surgimento do sionismo);
_ a convivência, no interior das narrativas, de personagens muçulmanos, cristãos e judeus, visto que a identidade religiosa era elemento fundamental da guerra civil
de 1975-1990.
Com base nesses critérios, escolhi duas obras, de autores diferentes, para analisar: Léon,l´africain, de Amin Maalouf, libanês que adotou a França, e A incrível e fascinante história do Capitão Mouro, de Georges Bourdoukan, imigrante libanês no Brasil.
Nascidos em uma sociedade que é uma encruzilhada de civilizações, esses autores são, no mínimo, bilíngues; além do árabe, dominam uma língua ocidental (francês ou português), o que lhes garantiu livre trânsito por duas tradições literárias e visões de mundo. Escolhendo-os, procuro “ouvir” uma voz que elimine certos estereótipos criados por “orientalistas” – muito bem descritos por E. Said – ou pela indústria cultural ocidental, especialmente a americana.
Por outro lado, os autores em questão moram em países ocidentais, em que os
muçulmanos – normalmente imigrantes ou descendentes deles - são minoria. A relação dos moradores do país em relação a esse grupo religioso é de tensão ou de desconhecimento fascinado e desconfiado. Ao mesmo tempo, os países que receberam esses intelectuais são democráticos e garantem a livre expressão, coisa rara nos países de maioria muçulmana, mergulhados em guerras civis, como no caso do Líbano à época da produção dos romances, ou em ditaduras.
A língua escolhida por Maalouf e Bourdoukan é ocidental, o que demonstra a orientação da tradução cultural pretendida: do mundo árabe para o público ocidental. Essa escolha determina os aspectos selecionados, na medida em que as obras dialogam com o tempo e o espaço dos autores, isto é, com a sociedade de recepção.
O percurso metodológico feito pela tese inicia traçando, no capítulo 1, os diferentes conceitos, elementos e agentes envolvidos no processo de tradução cultural; também há o entrecruzamento da tradução cultural com os estudos sobre cultura de paz. Depois, é feita a análise de uma tradução em especial, aquela dos romances históricos Léon, l´africain e A incrível e fascinante história do Capitão Mouro, de Amin Maalouf e Georges Bourdoukan, respectivamente.
No segundo e no terceiro capítulo, são apresentadas as duas culturas que estão envolvidas, os autores e seu contexto, e o leitor previsto para as obras no Ocidente.
Os aspectos selecionados para compreender como é feita a tradução cultural nesses romances dizem respeito a diferentes áreas do conhecimento, envolvidas no processo de seleção e decifração de um texto literário, especificamente de romances históricos.
O estudo do paratexto, feito no capítulo 4, permitirá ver estratégias usadas pelos autores e editores para aproximar o público-leitor ocidental da obra. No capítulo seguinte, é visto como os autores recuperam alguns fatos da História para fazer a tradução cultural por um viés diferente do tradicionalmente conhecido no Ocidente.
No capítulo 6, outros elementos que os autores usaram para apresentar uma cultura para a outra serão analisados: a presença de diferentes vozes no interior das narrativas, a escolha dos personagens-tradutores, os aspectos linguísticos, os costumes e os rituais apresentados para a sociedade cristã, e a configuração do
espaço físico nas narrativas. Finalmente, no capítulo 7, investigarei o porquê da tradução cultural feita por Maalouf e Bourdoukan, o que explicará determinadas escolhas dos autores.
Aos leitores peço um pouco mais de paciência, pois já devem ter percebido que o blog continua com problemas em conseqüência do ataque de vírus. Já estou providenciando um novo computador quando então os leitores poderão entrar novamente no blog para opinar.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE LETRAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS
Área de Concentração – LITERATURA COMPARADA
MÔNICA KALIL PIRES
A TRADUÇÃO CULTURAL EM ROMANCES HISTÓRICOS:
ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE LÉON, L´AFRICAIN, DE AMIN MAALOUF,
E A INCRÍVEL E FASCINANTE HISTÓRIA DO CAPITÃO MOURO, DE GEORGES BOURDOUKAN
Tese apresentada ao
Programa de Pós-graduação
em Letras como requisito
para obtenção do título de
Doutor em Letras.
Orientadora: Márcia Ivana de Lima e Silva
PORTO ALEGRE, 2009.
Resumo
A tradução cultural, fundamental para a comunicação entre os povos, é uma tarefa complexa, devido à subjetividade dos agentes envolvidos e aos vários aspectos que interferem na apresentação da cultura de origem para a cultura de recepção.
A literatura é uma forma privilegiada de fazer esta mediação entre culturas. Léon, l´africain e A incrível e fascinante história do Capitão Mouro, de Amin Maalouf e Georges Bourdoukan, respectivamente, são romances históricos que apresentam a cultura árabe-muçulmana ao leitor ocidental. Exploram a História, a linguagem, a construção espacial, o relacionamento interpessoal, os costumes e os rituais, dando voz a uma cultura tradicionalmente sufocada no Ocidente, e com isso contribuindo para a mediação de conflitos.
(...)Para a seleção dos autores e das obras literárias que iriam compor a tese, foram usados os seguintes critérios:
-a qualidade literária dos textos, que não seriam vistos apenas como
“depoimentos”, mas como obras artísticas, capazes de despertar a emoção estética no leitor (no caso, na autora da tese);
_ a intimidade dos autores com a cultura árabe-muçulmana e a opção de
para o público ocidental;
_ a origem libanesa dos autores e sua contemporaneidade, para que, de forma direta ou indireta, tivessem vivido a guerra civil (1975-1990);
_ o distanciamento físico dos escritores em relação a sua cultura de origem;
_ a época tratada nos romances históricos, que deveria ser anterior ao conflito entre muçulmanos e judeus (portanto, anterior ao século XIX, época do surgimento do sionismo);
_ a convivência, no interior das narrativas, de personagens muçulmanos, cristãos e judeus, visto que a identidade religiosa era elemento fundamental da guerra civil
de 1975-1990.
Com base nesses critérios, escolhi duas obras, de autores diferentes, para analisar: Léon,l´africain, de Amin Maalouf, libanês que adotou a França, e A incrível e fascinante história do Capitão Mouro, de Georges Bourdoukan, imigrante libanês no Brasil.
Nascidos em uma sociedade que é uma encruzilhada de civilizações, esses autores são, no mínimo, bilíngues; além do árabe, dominam uma língua ocidental (francês ou português), o que lhes garantiu livre trânsito por duas tradições literárias e visões de mundo. Escolhendo-os, procuro “ouvir” uma voz que elimine certos estereótipos criados por “orientalistas” – muito bem descritos por E. Said – ou pela indústria cultural ocidental, especialmente a americana.
Por outro lado, os autores em questão moram em países ocidentais, em que os
muçulmanos – normalmente imigrantes ou descendentes deles - são minoria. A relação dos moradores do país em relação a esse grupo religioso é de tensão ou de desconhecimento fascinado e desconfiado. Ao mesmo tempo, os países que receberam esses intelectuais são democráticos e garantem a livre expressão, coisa rara nos países de maioria muçulmana, mergulhados em guerras civis, como no caso do Líbano à época da produção dos romances, ou em ditaduras.
A língua escolhida por Maalouf e Bourdoukan é ocidental, o que demonstra a orientação da tradução cultural pretendida: do mundo árabe para o público ocidental. Essa escolha determina os aspectos selecionados, na medida em que as obras dialogam com o tempo e o espaço dos autores, isto é, com a sociedade de recepção.
O percurso metodológico feito pela tese inicia traçando, no capítulo 1, os diferentes conceitos, elementos e agentes envolvidos no processo de tradução cultural; também há o entrecruzamento da tradução cultural com os estudos sobre cultura de paz. Depois, é feita a análise de uma tradução em especial, aquela dos romances históricos Léon, l´africain e A incrível e fascinante história do Capitão Mouro, de Amin Maalouf e Georges Bourdoukan, respectivamente.
No segundo e no terceiro capítulo, são apresentadas as duas culturas que estão envolvidas, os autores e seu contexto, e o leitor previsto para as obras no Ocidente.
Os aspectos selecionados para compreender como é feita a tradução cultural nesses romances dizem respeito a diferentes áreas do conhecimento, envolvidas no processo de seleção e decifração de um texto literário, especificamente de romances históricos.
O estudo do paratexto, feito no capítulo 4, permitirá ver estratégias usadas pelos autores e editores para aproximar o público-leitor ocidental da obra. No capítulo seguinte, é visto como os autores recuperam alguns fatos da História para fazer a tradução cultural por um viés diferente do tradicionalmente conhecido no Ocidente.
No capítulo 6, outros elementos que os autores usaram para apresentar uma cultura para a outra serão analisados: a presença de diferentes vozes no interior das narrativas, a escolha dos personagens-tradutores, os aspectos linguísticos, os costumes e os rituais apresentados para a sociedade cristã, e a configuração do
espaço físico nas narrativas. Finalmente, no capítulo 7, investigarei o porquê da tradução cultural feita por Maalouf e Bourdoukan, o que explicará determinadas escolhas dos autores.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Amigos
Continuo enfrentando problemas no blog. Virus e mais virus. Um engenheiro eletrônico está me ajudando a resolver parte do problema. Por isso, peço mais uma vez a tolerância de vocês. E mil desculpas aos que entraram no blog e não tiveram os seus e-mails publicados.
Acabo de receber também um e-mail da Professora Doutora Mônica Kalil Pires informando que ela apresentou uma Tese de Doutorado sobre o Capitão Mouro na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Agradeço à professora e na primeira oportunidade publicarei a sua tese.
Continuo enfrentando problemas no blog. Virus e mais virus. Um engenheiro eletrônico está me ajudando a resolver parte do problema. Por isso, peço mais uma vez a tolerância de vocês. E mil desculpas aos que entraram no blog e não tiveram os seus e-mails publicados.
Acabo de receber também um e-mail da Professora Doutora Mônica Kalil Pires informando que ela apresentou uma Tese de Doutorado sobre o Capitão Mouro na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Agradeço à professora e na primeira oportunidade publicarei a sua tese.
Roberto Marras
XXIV ciclo (2009-11)
17/18 dicembre 2009
Giornata di studi promossa dalla
Scuola di dottorato in Letterature comparate euro-americane
Capitan Moro
di Georges Bourdoukan
Il romanzo storico al servizio dell’impegno civile nel Brasile contemporaneo
(...)Nel caso di Capitão Mouro Saifudin, la barbarie e l’ignoranza relativa furono (e sono) quelle del colonialismo europeo e occidentale nel cosiddetto Nuovo Mondo.
E al riguardo Bourdoukan s’inserisce a buon diritto ovviamente anche nella tradizione degli autori dell’America Latina dediti a rintuzzare la storia ufficiale della “conquista dell’America”, primo fra tutti Eduardo Galeano
(...)Notevole in tal senso, da parte di Bourdoukan, la ricostruzione del sodalizio tra il musulmano Saifudin e il suo amico ebreo Ben Suleiman, entrambi vittime del fanatismo e dell’antisemitismo del mondo cristiano occidentale, ma anche simbolo e riprova dell’indubitabile fatto storico che “ebrei e arabi hanno sempre convissuto armoniosamente, al contrario di quanto molti pensano”, secondo le stesse parole di Bourdoukan tratte da una breve intervista concessami per email. “E continuo a credere che potranno tornare a convivere pacificamente. Il problema è che gli Arabi sono seduti sopra barili di petrolio e Israele sta accettando il triste ruolo di posto militare dell’imperialismo”.
(...)Del resto Bourdoukan ha svolto il ruolo di “viaggiatore del tempo”, alla ricerca del suo Capitan Moro, e, come ha scritto Italo Calvino, “il passato del viaggiatore cambia a seconda dell’itinerario compiuto, non diciamo il passato prossimo cui ogni giorno che passa aggiunge un giorno, ma il passato più remoto” . La riflessione matura di Bourdoukan sul passato del proprio Paese e sulle conseguenze di tale passato nel presente ha conosciuto nel Capitan Moro solo una tappa, in perfetta continuità con la sua carriera di giornalista impegnato, come abbiamo visto.
(...)Nella primavera del 2000, su World Literature Today, Malcolm Silverman, titolare della cattedra di Spanish and Portuguese Languages and Literatures presso la San Diego State University dal 1975 al 2004, ha dedicato la seguente recensione a questo romanzo di Bourdoukan: “Molto simile a quelle cronache del XVI secolo sfocianti nel fantastico e così comuni nella letteratura portoghese, O Peregrino (Il Pellegrino) inizia con un dettagliato sottotitolo , sovraimposto sulla copertina dove spicca un'immagine trascendentale dell'Uomo che da solo cammina simbolicamente su mutevoli dune di sabbia. Ma quanto segue è più simile a effetti speciali cinematografici piuttosto che alle ispirazioni essenzialmente filosofiche, teologiche, mistiche, persino cabalistiche che permeano la seducente, variegata parabola di Georges Bourdoukan
(...)Se colleghiamo il giudizio di Silverman, “un eloquente appello alla ragione”, riferito a O Peregrino, a dette citazioni, potremmo pensare a un Bourdoukan neoilluminista – e potremmo di nuovo paragonarlo a buon diritto a Leonardo Sciascia – carattere che in effetti non stona con il suo curriculum, laddove è noto peraltro come la cultura francese abbia influenzato non poco la cultura brasiliana sin dalle sue origini, dopo l'indipendenza . Ma credo che sia chiaro ormai come in Bourdoukan sia vero questo, ma anche tanto altro.
XXIV ciclo (2009-11)
17/18 dicembre 2009
Giornata di studi promossa dalla
Scuola di dottorato in Letterature comparate euro-americane
Capitan Moro
di Georges Bourdoukan
Il romanzo storico al servizio dell’impegno civile nel Brasile contemporaneo
(...)Nel caso di Capitão Mouro Saifudin, la barbarie e l’ignoranza relativa furono (e sono) quelle del colonialismo europeo e occidentale nel cosiddetto Nuovo Mondo.
E al riguardo Bourdoukan s’inserisce a buon diritto ovviamente anche nella tradizione degli autori dell’America Latina dediti a rintuzzare la storia ufficiale della “conquista dell’America”, primo fra tutti Eduardo Galeano
(...)Notevole in tal senso, da parte di Bourdoukan, la ricostruzione del sodalizio tra il musulmano Saifudin e il suo amico ebreo Ben Suleiman, entrambi vittime del fanatismo e dell’antisemitismo del mondo cristiano occidentale, ma anche simbolo e riprova dell’indubitabile fatto storico che “ebrei e arabi hanno sempre convissuto armoniosamente, al contrario di quanto molti pensano”, secondo le stesse parole di Bourdoukan tratte da una breve intervista concessami per email. “E continuo a credere che potranno tornare a convivere pacificamente. Il problema è che gli Arabi sono seduti sopra barili di petrolio e Israele sta accettando il triste ruolo di posto militare dell’imperialismo”.
(...)Del resto Bourdoukan ha svolto il ruolo di “viaggiatore del tempo”, alla ricerca del suo Capitan Moro, e, come ha scritto Italo Calvino, “il passato del viaggiatore cambia a seconda dell’itinerario compiuto, non diciamo il passato prossimo cui ogni giorno che passa aggiunge un giorno, ma il passato più remoto” . La riflessione matura di Bourdoukan sul passato del proprio Paese e sulle conseguenze di tale passato nel presente ha conosciuto nel Capitan Moro solo una tappa, in perfetta continuità con la sua carriera di giornalista impegnato, come abbiamo visto.
(...)Nella primavera del 2000, su World Literature Today, Malcolm Silverman, titolare della cattedra di Spanish and Portuguese Languages and Literatures presso la San Diego State University dal 1975 al 2004, ha dedicato la seguente recensione a questo romanzo di Bourdoukan: “Molto simile a quelle cronache del XVI secolo sfocianti nel fantastico e così comuni nella letteratura portoghese, O Peregrino (Il Pellegrino) inizia con un dettagliato sottotitolo , sovraimposto sulla copertina dove spicca un'immagine trascendentale dell'Uomo che da solo cammina simbolicamente su mutevoli dune di sabbia. Ma quanto segue è più simile a effetti speciali cinematografici piuttosto che alle ispirazioni essenzialmente filosofiche, teologiche, mistiche, persino cabalistiche che permeano la seducente, variegata parabola di Georges Bourdoukan
(...)Se colleghiamo il giudizio di Silverman, “un eloquente appello alla ragione”, riferito a O Peregrino, a dette citazioni, potremmo pensare a un Bourdoukan neoilluminista – e potremmo di nuovo paragonarlo a buon diritto a Leonardo Sciascia – carattere che in effetti non stona con il suo curriculum, laddove è noto peraltro come la cultura francese abbia influenzato non poco la cultura brasiliana sin dalle sue origini, dopo l'indipendenza . Ma credo che sia chiaro ormai come in Bourdoukan sia vero questo, ma anche tanto altro.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Napoleão era muçulmano
Quem me chamou a atenção para este fato foi um embaixador de país amigo. Esclareço que ele não é muçulmano.
Eu não o conhecia e ele me contatou para dizer que acabara de ler um de meus livros ( O Apocalipse) sobre a guerra no Líbano e arredores. Sei que é cabotinismo falar em causa própria, mas ele elogiou, e muito, o livro, que na verdade é uma peça de teatro.
Pois esse embaixador, que já havia lido outro de meus livros, Capitão Mouro, achou que eu me interessaria por um fato histórico inusitado.
O de que Napoleão teria sido muçulmano. E esse fato está registrado em Extratos da correspondência de Napoleão (17-7-1799, tomo V, nº 4287, París 1914:
“Eu sou muçulmano unitário e glorifico o Profeta”.
“Espero num futuro próximo reunir sábios e pessoas cultas de todo o mundo para estabelecer um governo que dirigirei com base nos textos do Alcorão”.
Nacionalidades
Os leitores do blog sabem que não dou a
mínima para as denominadas nacionalidades.
Para mim a humanidade é uma só.
E se volto a tratar do assunto, é apenas para demonstrar
como a mídia Ocidental é racista.
Três exemplos:
1-Quem nasce na Argélia é argelino, certo?
Errado!
De acordo com a mídia, quem nasce na Argélia é francês!
É o caso de Yves Saint Laurent…
2-Quem nasce na Tunísia é tunisino, certo?
Errado!
De acordo com a mídia,quem nasce na Tunísia é italiano!
É o caso da atriz Cláudia Cardinale…
3-Quem nasce no Líbano é libanês, certo?
Errado!
De acordo com a mídia, quem nasce no Líbano é estadunidense!
É o caso do ator Keanu Reeves…
Entenderam? Para a mídia ocidental, no
Oriente Médio só nasce terrorista…
Os leitores do blog sabem que não dou a
mínima para as denominadas nacionalidades.
Para mim a humanidade é uma só.
E se volto a tratar do assunto, é apenas para demonstrar
como a mídia Ocidental é racista.
Três exemplos:
1-Quem nasce na Argélia é argelino, certo?
Errado!
De acordo com a mídia, quem nasce na Argélia é francês!
É o caso de Yves Saint Laurent…
2-Quem nasce na Tunísia é tunisino, certo?
Errado!
De acordo com a mídia,quem nasce na Tunísia é italiano!
É o caso da atriz Cláudia Cardinale…
3-Quem nasce no Líbano é libanês, certo?
Errado!
De acordo com a mídia, quem nasce no Líbano é estadunidense!
É o caso do ator Keanu Reeves…
Entenderam? Para a mídia ocidental, no
Oriente Médio só nasce terrorista…
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Salvar o planeta ou salvar a humanidade?
Continua em Copenhague o espetáculo da inutilidade. Governantes e seus patrões, os empresários, querem salvar o planeta.
Como se o planeta precisasse da humanidade para se salvar...
Vocês conseguem imaginar algo mais cínico?
Se os governantes sequer conseguem resolver problemas de saúde, educação, exclusão, alimentação, moradia, etc, etc, como é que vão resolver o problema planetário?
E os empresários, então? A única relação que entendem é explorar o próximo até a última gota de sangue.
Os países ricos falam em oferecer 30 bilhões de dólares de ajuda aos países pobres. Alguém acredita que esse dinheiro vai chegar ao seu destino?
A História ensina que quando os países ricos oferecem ajuda, na verdade eles tiram dinheiro de seus pobres para doá-los aos ricos dos países pobres.
Alguém duvida?
O planeta não está morrendo e nem precisa ser salvo. Quem está morrendo e precisa ser salvo é a humanidade.
Graças a esse sistema putrefato.
Continua em Copenhague o espetáculo da inutilidade. Governantes e seus patrões, os empresários, querem salvar o planeta.
Como se o planeta precisasse da humanidade para se salvar...
Vocês conseguem imaginar algo mais cínico?
Se os governantes sequer conseguem resolver problemas de saúde, educação, exclusão, alimentação, moradia, etc, etc, como é que vão resolver o problema planetário?
E os empresários, então? A única relação que entendem é explorar o próximo até a última gota de sangue.
Os países ricos falam em oferecer 30 bilhões de dólares de ajuda aos países pobres. Alguém acredita que esse dinheiro vai chegar ao seu destino?
A História ensina que quando os países ricos oferecem ajuda, na verdade eles tiram dinheiro de seus pobres para doá-los aos ricos dos países pobres.
Alguém duvida?
O planeta não está morrendo e nem precisa ser salvo. Quem está morrendo e precisa ser salvo é a humanidade.
Graças a esse sistema putrefato.
domingo, 13 de dezembro de 2009
O muçulmano Michael Jackson
A informação já tem mais de um ano, mas como passou em brancas nuvens entre nós, vale a pena transcrevê-la.
O cantor norte-americano se converteu ao islamismo.
A informação é do jornal inglês “The Sun”.
Ainda de acordo com o jornal, Jackson estava devidamente paramentado com roupas islâmicas e a cerimônia aconteceu na residência de um amigo.
Várias testemunhas assistiram à conversão, entre elas o cantor britânico Youssef Islam que, antes de se tornar um muçulmano devoto, era conhecido pelo nome de Cat Stevens.
Jackson adotou o nome de Mikaeel( Miguel) um dos anjos de Alláh (Deus).
Clique em http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/showbiz/bizarre/article1954666.ece#ixzz0ZWahazNZ.
Para ler a informação do The Sun.
A informação já tem mais de um ano, mas como passou em brancas nuvens entre nós, vale a pena transcrevê-la.
O cantor norte-americano se converteu ao islamismo.
A informação é do jornal inglês “The Sun”.
Ainda de acordo com o jornal, Jackson estava devidamente paramentado com roupas islâmicas e a cerimônia aconteceu na residência de um amigo.
Várias testemunhas assistiram à conversão, entre elas o cantor britânico Youssef Islam que, antes de se tornar um muçulmano devoto, era conhecido pelo nome de Cat Stevens.
Jackson adotou o nome de Mikaeel( Miguel) um dos anjos de Alláh (Deus).
Clique em http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/showbiz/bizarre/article1954666.ece#ixzz0ZWahazNZ.
Para ler a informação do The Sun.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Os cínicos
Em nome da paz, Obama diz que não abre mão da guerra.
Em nome da paz, Israel está matando os palestinos de sede.
Tudo em nome da paz.
Em copenhague, insultam a nossa inteleigência em nome da salvação do planeta
Querem salvar o planeta, mas não abrem mão de seus privilégios.
E desde quando o planeta precisa salvo?
Quem precisa ser salvo é a humanidade, mas isso não faz parte do projeto dessa gente.
Tudo em nome do privilégio e que a solidariedade se dane...
Fome, miséria e exclusão, alguém se preocupa?
Em nome da paz, Obama diz que não abre mão da guerra.
Em nome da paz, Israel está matando os palestinos de sede.
Tudo em nome da paz.
Em copenhague, insultam a nossa inteleigência em nome da salvação do planeta
Querem salvar o planeta, mas não abrem mão de seus privilégios.
E desde quando o planeta precisa salvo?
Quem precisa ser salvo é a humanidade, mas isso não faz parte do projeto dessa gente.
Tudo em nome do privilégio e que a solidariedade se dane...
Fome, miséria e exclusão, alguém se preocupa?
É algum aviso?
Apenas um cientista disse que a imagem, em forma de espiral, que passeou pelo céu da Noruega pode ter sido causada pela explosão de um míssil russo.Por via das dúvidas, todos os outro se calaram.
A conferir.
WebIslam
Apenas um cientista disse que a imagem, em forma de espiral, que passeou pelo céu da Noruega pode ter sido causada pela explosão de um míssil russo.Por via das dúvidas, todos os outro se calaram.
A conferir.
WebIslam
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Isso a mídia não publica
Os governantes que se deslocaram para Copenhague para participar da COP 15, alugaram 1.200 limusines, 140 aviões a jato, pagam 700 euros de diária nos hotéis e de acordo com os especialistas, essa turma que diz estar ali para salvar o planeta, gerará tanto dióxido de carbono quanto uma cidade de 200 mil habitantes.
Mas como ninguém é de ferro, o prato mais simples inclui caviar, vieira e foie gras.
E mais: O Sindicato dos Trabalhadores em Sexo da Dinamarca instruiu seus e suas militantes a agraciarem os participantes com sexo grátis, desde que apresentem o passe de delegado da Conferência...
Os governantes que se deslocaram para Copenhague para participar da COP 15, alugaram 1.200 limusines, 140 aviões a jato, pagam 700 euros de diária nos hotéis e de acordo com os especialistas, essa turma que diz estar ali para salvar o planeta, gerará tanto dióxido de carbono quanto uma cidade de 200 mil habitantes.
Mas como ninguém é de ferro, o prato mais simples inclui caviar, vieira e foie gras.
E mais: O Sindicato dos Trabalhadores em Sexo da Dinamarca instruiu seus e suas militantes a agraciarem os participantes com sexo grátis, desde que apresentem o passe de delegado da Conferência...
Faça o teste
De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Hasta siempre
Essa musica, em homenagem a Che Guevara, já foi cantada por dezenas de artistas de todo o mundo. Aqui você vai assistir e ouvir o turco Ahmet koç, ao som do baglama.
O baglama é um instrumento do Oriente Médio, muito utilizado por turcos e gregos.
O compositor Carlos Puebla homenageia Che Guevara, procurando em versos traduzir o sentimento dos cubanos em relação ao comandante guerrilheiro. "Hasta siempre" é como uma resposta à carta de despedida de Che, de outubro de 1965, à sua renúncia ao conforto do governo já estabelecido em Cuba em favor da incerteza da luta revolucionária internacional.
O título Hasta siempre, que em português pode ser traduzido como “Até sempre”, revela a fidelidade e o companheirismo entre os guerrilheiros e soa como uma resposta à frase final da famosa carta de despedida de Guevara: “Hasta la victoria siempre! Patria o muerte!”.
Essa musica, em homenagem a Che Guevara, já foi cantada por dezenas de artistas de todo o mundo. Aqui você vai assistir e ouvir o turco Ahmet koç, ao som do baglama.
O baglama é um instrumento do Oriente Médio, muito utilizado por turcos e gregos.
O compositor Carlos Puebla homenageia Che Guevara, procurando em versos traduzir o sentimento dos cubanos em relação ao comandante guerrilheiro. "Hasta siempre" é como uma resposta à carta de despedida de Che, de outubro de 1965, à sua renúncia ao conforto do governo já estabelecido em Cuba em favor da incerteza da luta revolucionária internacional.
O título Hasta siempre, que em português pode ser traduzido como “Até sempre”, revela a fidelidade e o companheirismo entre os guerrilheiros e soa como uma resposta à frase final da famosa carta de despedida de Guevara: “Hasta la victoria siempre! Patria o muerte!”.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Salve-se quem puder
Essa reunião da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15) não vai dar em nada.
Nem pode, já que ninguém vai abrir mão dos privilégios em favor do próximo, ou dessa coisa abstrata denominada planeta.
E vamos acabar com essa baboseira de que o planeta está ameaçado.
Quem está ameaçado é a vida.
O planeta está se lixando se a humanidade, a fauna e a flora vão pro beleléu.
Ele se recupera e tudo volta ao normal assim que o vírus-humano deixe de existir.
Essas reuniões para salvar o planeta servem apenas para a turma do teto espairecer.
Comida e bebida de graça, hotéis estrelados, encontros e desencontros e por aí vai.
O resto é o resto e salve-se quem puder.
Essa reunião da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15) não vai dar em nada.
Nem pode, já que ninguém vai abrir mão dos privilégios em favor do próximo, ou dessa coisa abstrata denominada planeta.
E vamos acabar com essa baboseira de que o planeta está ameaçado.
Quem está ameaçado é a vida.
O planeta está se lixando se a humanidade, a fauna e a flora vão pro beleléu.
Ele se recupera e tudo volta ao normal assim que o vírus-humano deixe de existir.
Essas reuniões para salvar o planeta servem apenas para a turma do teto espairecer.
Comida e bebida de graça, hotéis estrelados, encontros e desencontros e por aí vai.
O resto é o resto e salve-se quem puder.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
clique no mapa para ampliá-lo
Vítima da cloaca máxima denominada ONU, cuja existência serviu apenas para a criação do Estado de Israel, o povo palestino continua só em sua luta para recuperar a dignidade, sua e da humanidade. Essa humanidade omissa e passiva que não consegue enxergar dois passos à frente.
O que querem os palestinos? Justiça, apenas justiça. E disso a ONU não pode se omitir já que ela foi a responsável pela partilha da Palestina em dois Estados.
Apesar de serem os habitantes milenares da região com um número infinitamente superior aos europeus que ali desembarcaram, coube aos palestinos pela Resolução 181 da ONU apenas 47% do país. Mas eles jamais conseguiram isso nem mesmo quando aceitaram os Acordos de Oslo, que lhes ofereciam apenas 22%.
Mais tarde os palestinos foram acusados de intransigentes porque se recusaram a aceitar o Plano Barak, que lhes oferecia apenas 17% do território.
E agora, o “Mapa da Rota” quer que eles aceitem apenas 7% do território a que têm direito. Israel oferece essa excrescência e depois os acusa de não quererem negociar.
E o que a cloaca máxima denominada ONU diz disso tudo?
Só dando descarga para ouvir.
Israel está expulsando os
palestinos de Jerusalém
Da EFE
O número de palestinos que perderam o direito de viver em Jerusalém atingiu o nível mais alto da história, segundo anúncio da ONG pacifista israelense Hamoked.
Pelas cifras da organização, 4.577 palestinos tiveram sua autorização de residência revogada em 2008 -mais da metade do total acumulado em 40 anos. Os números se referem ao governo de Ehud Olmert, tido como mais conciliador que o atual.
A maioria dos palestinos de Jerusalém não tem cidadania israelense e vive na cidade graças a uma permissão que pode ser revogada em função de critérios administrativos tidos como segregacionistas pelos palestinos, que acusam Israel de querer "judaizar" a área.
E abaixo você ouve o rap palestino "QUEM É O TERRORISTA?
Para que serve a ONU?
Vítima da cloaca máxima denominada ONU, cuja existência serviu apenas para a criação do Estado de Israel, o povo palestino continua só em sua luta para recuperar a dignidade, sua e da humanidade. Essa humanidade omissa e passiva que não consegue enxergar dois passos à frente.
O que querem os palestinos? Justiça, apenas justiça. E disso a ONU não pode se omitir já que ela foi a responsável pela partilha da Palestina em dois Estados.
Apesar de serem os habitantes milenares da região com um número infinitamente superior aos europeus que ali desembarcaram, coube aos palestinos pela Resolução 181 da ONU apenas 47% do país. Mas eles jamais conseguiram isso nem mesmo quando aceitaram os Acordos de Oslo, que lhes ofereciam apenas 22%.
Mais tarde os palestinos foram acusados de intransigentes porque se recusaram a aceitar o Plano Barak, que lhes oferecia apenas 17% do território.
E agora, o “Mapa da Rota” quer que eles aceitem apenas 7% do território a que têm direito. Israel oferece essa excrescência e depois os acusa de não quererem negociar.
E o que a cloaca máxima denominada ONU diz disso tudo?
Só dando descarga para ouvir.
Israel está expulsando os
palestinos de Jerusalém
Da EFE
O número de palestinos que perderam o direito de viver em Jerusalém atingiu o nível mais alto da história, segundo anúncio da ONG pacifista israelense Hamoked.
Pelas cifras da organização, 4.577 palestinos tiveram sua autorização de residência revogada em 2008 -mais da metade do total acumulado em 40 anos. Os números se referem ao governo de Ehud Olmert, tido como mais conciliador que o atual.
A maioria dos palestinos de Jerusalém não tem cidadania israelense e vive na cidade graças a uma permissão que pode ser revogada em função de critérios administrativos tidos como segregacionistas pelos palestinos, que acusam Israel de querer "judaizar" a área.
E abaixo você ouve o rap palestino "QUEM É O TERRORISTA?
domingo, 6 de dezembro de 2009
Ecce homo
A humanidade é uma ave de asas partidas
Que vaga no Universo rumo ao desconhecido
Em busca de um sentido para a vida.
Tem o alucinado por guia.
Navega uma rocha movida pela soberba,
Pela arrogância e pela paixão.
O eu é, o ele não é.Um louvor à imperfeição.
A humanidade é um espelho embaçado
Alimentado pelo desespero e pela incerteza.
Fome e ódio não permitem pensar no amanhã.
A natureza não cria indigentes.
O destino, uma profundidade insondável,
Uma porta da qual só você tem a chave.
Do destino, homem algum escapou.
Nada é definitivo, nem a morte.
Vontade de viver, vontade de poder,
Eis a verdadeira dimensão do homem
Para atingir o eterno e superar o infinito.
Maior que o infinito menor que o imenso.
Procure o intermediário entre o
Saber e o ignorar e terá
O invisível sustentando o visível,
A essência superando a existência.
Não há limite para o possível.
Saber questionar é viver,
Aceitar o dogma é anular-se.
Quem pode entender a razão humana?
O homem é algo que precisa ser superado.
Brutalidade e ganância movem o planeta.
O homem animal doméstico do homem.
O que é o homem?
Ele é aquele que troca a alma pelo lucro
Ignorando o que a história ensina.
Onde houver opressão haverá Revolução
Eis o Homem.
A humanidade é uma ave de asas partidas
Que vaga no Universo rumo ao desconhecido
Em busca de um sentido para a vida.
Tem o alucinado por guia.
Navega uma rocha movida pela soberba,
Pela arrogância e pela paixão.
O eu é, o ele não é.Um louvor à imperfeição.
A humanidade é um espelho embaçado
Alimentado pelo desespero e pela incerteza.
Fome e ódio não permitem pensar no amanhã.
A natureza não cria indigentes.
O destino, uma profundidade insondável,
Uma porta da qual só você tem a chave.
Do destino, homem algum escapou.
Nada é definitivo, nem a morte.
Vontade de viver, vontade de poder,
Eis a verdadeira dimensão do homem
Para atingir o eterno e superar o infinito.
Maior que o infinito menor que o imenso.
Procure o intermediário entre o
Saber e o ignorar e terá
O invisível sustentando o visível,
A essência superando a existência.
Não há limite para o possível.
Saber questionar é viver,
Aceitar o dogma é anular-se.
Quem pode entender a razão humana?
O homem é algo que precisa ser superado.
Brutalidade e ganância movem o planeta.
O homem animal doméstico do homem.
O que é o homem?
Ele é aquele que troca a alma pelo lucro
Ignorando o que a história ensina.
Onde houver opressão haverá Revolução
Eis o Homem.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Ainda sobre o bebê milagroso
Ali Yakubov o bebê de 10 meses está deixando os médicos perplexos. É que continuam aparecendo em seu corpo versículos do alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos.
A primeira palavra Allah ( Deus )- segundo os pais de Ali - apareceu em seu queixo depois de o bebê ter sido diagnosticado na maternidade com uma doença isquêmica do coração e paralisia cerebral.
No entanto, depois que começaram surgir os versículos do Alcorão nas costas, nos braços e nas pernas da criança, ele foi curado, deixando os médicos intrigados.
Os médicos não conseguem explicar o fenômeno.
“Nós nunca fomos muito religiosos, mas quando as palavras começaram a aparecer e os médicos não nos davam nenhuma explicação, começamos a achar que era algo divino mesmo”, disse Madina, mãe de Ali, em entrevista ao jornal britânico “Daily Mail”.
Os versículos aparecem duas vezes por semana, às segundas e nas noites de quinta para sexta feira.
Quando isso acontece, Ali fica nervoso, chora e tem febre. “É impossível segurá-lo quando as palavras estão aparecendo, então o colocamos no berço. Mas é muito ruim ver o quanto sofre”, disse a mãe.
A história de Ali se espalhou pela Rússia. A casa onde ele mora com a família, em um vilarejo no Daguestão, se transformou em um local de peregrinação.
Ali Yakubov o bebê de 10 meses está deixando os médicos perplexos. É que continuam aparecendo em seu corpo versículos do alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos.
A primeira palavra Allah ( Deus )- segundo os pais de Ali - apareceu em seu queixo depois de o bebê ter sido diagnosticado na maternidade com uma doença isquêmica do coração e paralisia cerebral.
No entanto, depois que começaram surgir os versículos do Alcorão nas costas, nos braços e nas pernas da criança, ele foi curado, deixando os médicos intrigados.
Os médicos não conseguem explicar o fenômeno.
“Nós nunca fomos muito religiosos, mas quando as palavras começaram a aparecer e os médicos não nos davam nenhuma explicação, começamos a achar que era algo divino mesmo”, disse Madina, mãe de Ali, em entrevista ao jornal britânico “Daily Mail”.
Os versículos aparecem duas vezes por semana, às segundas e nas noites de quinta para sexta feira.
Quando isso acontece, Ali fica nervoso, chora e tem febre. “É impossível segurá-lo quando as palavras estão aparecendo, então o colocamos no berço. Mas é muito ruim ver o quanto sofre”, disse a mãe.
A história de Ali se espalhou pela Rússia. A casa onde ele mora com a família, em um vilarejo no Daguestão, se transformou em um local de peregrinação.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Da globalização
Quando escrevi, citando Samuel Johnson, que a pátria é o último refúgio dos velhacos, leitores me escreveram advertindo sobre o exagero da afirmativa. Agora recorro a Bertrand Russell para proclamar que o nacionalismo é um exemplo extremo de crença ardente a respeito de assuntos duvidosos.
Nunca acreditei nessa história de nações pobres e nações ricas. Desde que o primeiro homem passou a lucrar com o trabalho de outro, o que existe de fato são explorados e exploradores. Sejam eles de que nacionalidades forem. Ou alguém acredita que o empresário brasileiro é diferente do empresário americano, chinês ou somali?
Não há a mínima diferença mesmo porque, apesar de idiomas diferentes, eles falam e sempre falarão a mesma língua. Os explorados é que falam línguas diferentes, mesmo sendo de uma mesma nação. Alguém consegue imaginar uma briga entre a Federação das Indústrias com a Federação dos Bancos ou com a Federação da Agricultura?
Já o contrário está sempre acontecendo. Os sindicatos e as centrais sindicais que representam os explorados estão sempre discutindo entre si, quando não, brigando. Não é raro considerarem-se inimigas mortais. Como se o bancário, o metalúrgico e o camponês não fossem vítimas do mesmo sistema.
Por isso, sou um dos defensores incondicionais da globalização. E se hoje ela representa a Internacional Capitalista cabe aos que são contra a exploração do homem pelo homem transformá-la numa Internacional que pense na humanidade como um todo e no indivíduo como ser total.
A globalização é tão importante quanto o ar que respiramos. Falar em países é querer dividir o mundo em fronteiras, é apoiar as guerras onde as vítimas serão sempre os explorados. Ou alguém conhece algum rico que já morreu em combate?
Hoje a humanidade é administrada por um emaranhado que obedece a não mais do que quatro ou cinco corporações. E mesmo estas, têm ramificações entre si. Moldam os gostos de acordo com suas conveniências. Nos ensinam como amar, divertir, o que e como devemos ler, a que programas assistir, que esporte praticar, o que comer, impõem até o padrão de beleza.
É uma ditadura que nos faz crer que somos livres e independentes quando na verdade estamos subjugados. Transforma-nos em seres insensíveis, sem preocupação com o próximo, elimina do vocabulário a palavra solidariedade, nos torna impassíveis diante da fome, da miséria e das epidemias que matam seres humanos como se fossem insetos.
Transforma as guerras, um assassinato em massa, num jogo de videogame, para gozo e felicidade da indústria bélica. Mas como toda tese (globalização) carrega consigo a antítese (corporações exploradoras) cabe a nós lutarmos pela sua síntese (uma humanidade sem fronteiras e sem explorados).
Isso é o que conta. O resto são siglas.
Quando escrevi, citando Samuel Johnson, que a pátria é o último refúgio dos velhacos, leitores me escreveram advertindo sobre o exagero da afirmativa. Agora recorro a Bertrand Russell para proclamar que o nacionalismo é um exemplo extremo de crença ardente a respeito de assuntos duvidosos.
Nunca acreditei nessa história de nações pobres e nações ricas. Desde que o primeiro homem passou a lucrar com o trabalho de outro, o que existe de fato são explorados e exploradores. Sejam eles de que nacionalidades forem. Ou alguém acredita que o empresário brasileiro é diferente do empresário americano, chinês ou somali?
Não há a mínima diferença mesmo porque, apesar de idiomas diferentes, eles falam e sempre falarão a mesma língua. Os explorados é que falam línguas diferentes, mesmo sendo de uma mesma nação. Alguém consegue imaginar uma briga entre a Federação das Indústrias com a Federação dos Bancos ou com a Federação da Agricultura?
Já o contrário está sempre acontecendo. Os sindicatos e as centrais sindicais que representam os explorados estão sempre discutindo entre si, quando não, brigando. Não é raro considerarem-se inimigas mortais. Como se o bancário, o metalúrgico e o camponês não fossem vítimas do mesmo sistema.
Por isso, sou um dos defensores incondicionais da globalização. E se hoje ela representa a Internacional Capitalista cabe aos que são contra a exploração do homem pelo homem transformá-la numa Internacional que pense na humanidade como um todo e no indivíduo como ser total.
A globalização é tão importante quanto o ar que respiramos. Falar em países é querer dividir o mundo em fronteiras, é apoiar as guerras onde as vítimas serão sempre os explorados. Ou alguém conhece algum rico que já morreu em combate?
Hoje a humanidade é administrada por um emaranhado que obedece a não mais do que quatro ou cinco corporações. E mesmo estas, têm ramificações entre si. Moldam os gostos de acordo com suas conveniências. Nos ensinam como amar, divertir, o que e como devemos ler, a que programas assistir, que esporte praticar, o que comer, impõem até o padrão de beleza.
É uma ditadura que nos faz crer que somos livres e independentes quando na verdade estamos subjugados. Transforma-nos em seres insensíveis, sem preocupação com o próximo, elimina do vocabulário a palavra solidariedade, nos torna impassíveis diante da fome, da miséria e das epidemias que matam seres humanos como se fossem insetos.
Transforma as guerras, um assassinato em massa, num jogo de videogame, para gozo e felicidade da indústria bélica. Mas como toda tese (globalização) carrega consigo a antítese (corporações exploradoras) cabe a nós lutarmos pela sua síntese (uma humanidade sem fronteiras e sem explorados).
Isso é o que conta. O resto são siglas.
Sobre Corrupção
Realmente não entendo essa discussão sobre corrupção. Se alguém acha que num sistema que admite a exploração do homem pelo homem pode existir a mínima possibilidade de honestidade, precisa reavaliar seus conceitos. Afinal, onde houve o mínimo de honestidade desde que o primeiro humano resolveu explorar a força de trabalho do próximo?
No sistema escravagista?
No feudalismo?
No colonialismo?
No imperialismo?
Onde?
Nas 726 bases militares americanas distribuídas em 139 países ao custo de 1 trilhão de dólares por ano, para semear morte e destruição, quando milhões de pessoas morrem de fome sem a mínima perspectiva?
Onde?
No sistema financeiro parasitário que transformou o mundo numa imensa lavanderia?
Onde?
No neoliberalismo que entendeu melhor do que ninguém a importância da Revolução Permanente de Lênin e Trotski?
Pois o que é a invasão do Afeganistão, do Iraque, da Palestina e a ocupação dos 139 países senão uma revolução permanente às avessas?
Hoje, o neoliberalismo vive sob a égide do sistema usurário-militar, alimentando-se de sangue e pólvora.
Mas a História é implacável! O atual sistema caminha para o mesmo fim de seus antecessores.
Realmente não entendo essa discussão sobre corrupção. Se alguém acha que num sistema que admite a exploração do homem pelo homem pode existir a mínima possibilidade de honestidade, precisa reavaliar seus conceitos. Afinal, onde houve o mínimo de honestidade desde que o primeiro humano resolveu explorar a força de trabalho do próximo?
No sistema escravagista?
No feudalismo?
No colonialismo?
No imperialismo?
Onde?
Nas 726 bases militares americanas distribuídas em 139 países ao custo de 1 trilhão de dólares por ano, para semear morte e destruição, quando milhões de pessoas morrem de fome sem a mínima perspectiva?
Onde?
No sistema financeiro parasitário que transformou o mundo numa imensa lavanderia?
Onde?
No neoliberalismo que entendeu melhor do que ninguém a importância da Revolução Permanente de Lênin e Trotski?
Pois o que é a invasão do Afeganistão, do Iraque, da Palestina e a ocupação dos 139 países senão uma revolução permanente às avessas?
Hoje, o neoliberalismo vive sob a égide do sistema usurário-militar, alimentando-se de sangue e pólvora.
Mas a História é implacável! O atual sistema caminha para o mesmo fim de seus antecessores.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Assim falou Arnold Toynbee:
“Desde o estabelecimento do Estado de Israel, o colonialismo israelense é um dos casos mais negros da história geral do colonialismo na idade moderna e posto em relevo pela nossa própria época. Os colonialistas da Europa Oriental praticaram o colonialismo na forma extrema de desalojar e expulsar os árabes nativos, no mesmo momento em que os povos da Europa Ocidental renunciavam a sua dominação temporária sobre os povos não europeus. (...) A tragédia da história judaica recente é que, em vez de aprenderem com o sofrimento, os judeus iriam fazer a outrem, os árabes, o mesmo que lhes tinham feito outros, os nazistas”.
Assim falou Erich Fromm:
“Acredito que, politicamente falando, só há uma solução para Israel, isto é, o reconhecimento unilateral do compromisso do Estado para com os árabes - não para ser utilizado como um ponto de negociação, mas para reconhecer o total compromisso moral do Estado israelense para com os antigos habitantes da Palestina. (...) E o direito da cidadania é de fato um direito a que os árabes em Israel têm mais legitimidade que os judeus”.
“Desde o estabelecimento do Estado de Israel, o colonialismo israelense é um dos casos mais negros da história geral do colonialismo na idade moderna e posto em relevo pela nossa própria época. Os colonialistas da Europa Oriental praticaram o colonialismo na forma extrema de desalojar e expulsar os árabes nativos, no mesmo momento em que os povos da Europa Ocidental renunciavam a sua dominação temporária sobre os povos não europeus. (...) A tragédia da história judaica recente é que, em vez de aprenderem com o sofrimento, os judeus iriam fazer a outrem, os árabes, o mesmo que lhes tinham feito outros, os nazistas”.
Assim falou Erich Fromm:
“Acredito que, politicamente falando, só há uma solução para Israel, isto é, o reconhecimento unilateral do compromisso do Estado para com os árabes - não para ser utilizado como um ponto de negociação, mas para reconhecer o total compromisso moral do Estado israelense para com os antigos habitantes da Palestina. (...) E o direito da cidadania é de fato um direito a que os árabes em Israel têm mais legitimidade que os judeus”.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Solidariedade ao povo palestino em sessão solene na Assembléia Legislativa de SP
Por solicitação do deputado Said Mourad (PSC), foi comemorado nesta sexta-feira, 27/11, o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino.
Ao abrir a sessão, logo após a execução dos hinos da Palestina e do Brasil, Mourad falou da importância da data para reflexões profundas sobre as condições em que vive o povo palestino e de promover o debate sobre como alcançar a paz na região.
O deputado Simão Pedro, primeiro orador a ocupar a tribuna, lembrou que, em sua ata de fundação, o PT, partido ao qual Simão Pedro pertence, teve colocado um capítulo de solidariedade ao povo palestino, no sentido de apoiar a sua luta por uma vida melhor. "Passados tantos anos, nós podemos hoje constatar que a luta é tão dramática como há 30 anos, quando da fundação do meu partido".
Em pé, o Sheikh Mohamad Al Buka, sentado o deputado Said Mourad
O próximo orador a ocupar a tribuna, Mohamad Al Buka, leu um texto do jornalista Georges Bourdoukan, "Uma proposta para a paz", escrita às vésperas de Shimon Peres visitar o Brasil, no começo de novembro de 2009, sobre a oportunidade do estadista de mostrar que o povo israelense quer realmente a paz.
O texto faz 10 sugestões, entre elas, a de demolir o muro que Israel vem construindo para isolar os palestinos, devolver os territórios ocupados e acatar as resoluções da ONU para a região, entre outros.
Durante a cerimônia, foi exibido um vídeo que relata o sofrido e violento dia a dia de Sara, uma criança palestina.
Aqui La_Historia_se_vuelve_a_repetir.pps
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