quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Uma história de cinema


Palestina descobre que é filha de milionário judeu que lhe deixou toda sua fortuna

A história começa quando uma palestina de nome Loret, que vive na Itália, procurou um médico para uma consulta rotineira.
Apos a consulta de praxe, o médico informou que ela estava acometida de “enfermidades judaicas”.
Surpresa, ela retrucou que o medico havia se enganado quanto à “enfermidades judaicas”, já que ela era árabe palestina, nascida na cidade de Nazaré.
O médico então lhe disse que o melhor a fazer era procurar sua mãe e conversar francamente com ela.
Loret foi então até Nazaré  onde vive sua mãe.
Depois de 3 semanas de insistência, sua mãe acabou por lhe contar que em 1950, na ocasião com 16 anos, se enamorou de um rapaz judeu, de quem conhecia apenas o primeiro nome, Dani.
Tanto a família do rapaz quanto a dela se opunham ao namoro, apesar dela ter ficado grávida.
Seus pais a enviaram então para Itália, onde haviam arrumado um matrimonio com jovem palestino.
Ouvindo isso, Loret saiu em busca do pai e com a ajuda da advogada israelense Galit Biton e após intensa pesquisa, descobriu que seu pai seria de Jerusalém.
Mas mesmo com o auxílio da advogada continuava difícil encontrar o pai.
 A advogada então pediu ajuda a seu marido Lancri,  um investigador particular.
Durante semanas, o investigador seguiu a pista de “Dani” em cemitérios, no exército e diversos organismos governamentais, até que conseguiu localizá-lo.
Descobriu-se que Dani era um riquíssimo empresário de 87 anos, vivendo na cidade de Cesaréia, ao norte de Tel Aviv.
Emocionada com a descoberta, Loret foi até a casa de seu velho pai.  Ele tinha outros dois filhos.
Inicialmente, seu pai mostrou-se receoso e cauteloso com o relato. Mas quando ela lhe revelou detalhes da relação com sua mãe, ele rompeu em lágrimas e pôs-se a chorar.
“Nunca deixei de amar sua mãe”, disse-lhe, “todas as riquezas que consegui acumular nada valem sem ela. Procurei por ela em toda parte até descobrir que a haviam enviado ao exterior”.
 O empresário a reconheceu como filha, mas mesmo assim ela continuou sendo rejeitada pelos seus dois irmãos, que se recusaram a encontrá-la.

Dois meses depois de reconhecer sua filha, Dani decidiu mudar seu testamento deixando todas as suas propriedades a ela.

Ele morreria meses depois.

A advogada, para evitar futuras disputas, gravou um vídeo, diante de várias testemunhas, onde ele confirmava o seu testamento. Alem disso, ela anexou o exame de DNA, que confirmava a paternidade.

Seus dois irmãos, ficaram perplexos quando souberam que seu pai havia deixado toda sua fortuna para ela.

Recorreram e perderam.

2 comentários:

  1. Muito interessante e comovente essa história, Bourdoukan! É mesmo verdadeira? Daria, sim, um belo filme! Só estranho o fato do velho judeu não ter deixado nada para os filhos legítimos. Talvez porque eles já tivessem o próprio (e rico) patrimônio.

    ResponderExcluir
  2. Prezado Miguel
    Inúmeros jornais europeus publicaram essa história, inclusive o Jerusalem Post de Israel. Ao que tudo indica, os filhos já estavam muito bem de vida, daí,talvez, a não necessidade de inclui-los no testamento.
    Mas essa é uma hipótese.
    Um abraço

    ResponderExcluir