Por um mundo sem fronteiras
Definitivamente é preciso acabar com as fronteiras geográficas. Elas, e somente elas, resistem a separar a humanidade.
O fim das fronteiras é o início da evolução humana.
Nada, absolutamente nada, justifica a existência desses currais. Não fossem as fronteiras e não haveria a invasão de nações.
Fronteiras são a confirmação da segregação, do preconceito e da incompreensão.
Fronteiras remetem ao medo do outro.
Alguém conhece algo mais contagioso do que o medo?
Fronteiras interessam apenas à indústria bélica, que faz do sangue humano o seu combustível.
Fronteiras servem apenas para as guerras.
E quem é a principal vítima das guerras? Generais? Banqueiros? Empresários? Nenhum deles.
Guerras servem para acabar com o “excedente humano”, os excluídos, os trabalhadores e todos aqueles que vivem de sua força de trabalho.
Este maltratado planeta é muito pequeno para ser dividido em fronteiras.
Está tudo errado, a começar pela educação. É nos bancos escolares que começamos a “amar” nosso país.
E o que representa esse “amor” senão o “ódio” contra o vizinho? Subliminar, é verdade, mas implantado desde a mais tenra idade e lapidado com o passar dos anos.
Não podemos esquecer que o ser humano é o ponto de partida e de chegada.
O ser humano é criador, não pode ser produto e vítima da própria cultura.
Viver neste planeta é viver num eterno círculo. Alguém pode imaginar um círculo com fronteiras?
Somos escravos de nossos hábitos.
Até quando?
Ou aprendemos a conviver ou o Universo não derramará uma lágrima pelo nosso fim.

Acertou em cheio quando fala em fronteiras, medo e educação, enfim belíssima postagem e importante como são tantas outras do seu blog.
ResponderExcluirParabéns e um novo ano com esperanças numa vida melhor.
Abraços
Feliz 2011, Bourdoukan. Seu blog é um dos poucos que são imprescindíveis.
ResponderExcluirCaro Bourdoukan
ResponderExcluirUm ano abençoado para si e para sua família. Que sua visão e esperança possam continuar a contagiar muitos mais.
E a inquietar, tal com este post e esta foto(tão conhecida e sempre inquietante...)
E desassossegados possamos ter um pouco da qualidade do 'ser imprescindível'* como quis Brecht, mudando o nosso mundo.
Abraço,
ana cristina
* Obrigada ao Joel pela 'deixa' da palavra
Caro George [sempre tenho dificuldade em escrever seu sobrenome],
ResponderExcluirFeliz 2011! PAX ET BENE SEMPER!
Perfeito.
ResponderExcluirFeliz novo!
Um ótimo texto que deveria ser estampado na primeira página de todos os jornais do mundo.
ResponderExcluirPerfeito em cada palavra.
Abraços, saúde e anarquia.