sexta-feira, 31 de dezembro de 2010


    Por um mundo sem fronteiras


Definitivamente é preciso acabar com as fronteiras geográficas. Elas, e somente elas, resistem a separar a humanidade. 

O fim das fronteiras é o início da evolução humana. 

Nada, absolutamente nada, justifica a existência desses currais. Não fossem as fronteiras e não haveria a invasão de nações. 

Fronteiras são a confirmação da segregação, do preconceito e da incompreensão. 

Fronteiras remetem ao medo do outro. 

Alguém conhece algo mais contagioso do que o medo?

Fronteiras interessam apenas à indústria bélica, que faz do sangue humano o seu combustível. 

Fronteiras servem apenas para as guerras. 

E quem é a principal vítima das guerras? Generais? Banqueiros? Empresários? Nenhum deles. 

Guerras servem para acabar com o “excedente humano”, os excluídos, os trabalhadores e todos aqueles que vivem de sua força de trabalho. 

Este maltratado planeta é muito pequeno para ser dividido em fronteiras.

Está tudo errado, a começar pela educação. É nos bancos escolares que começamos a “amar” nosso país. 

E o que representa esse “amor” senão o “ódio” contra o vizinho? Subliminar, é verdade, mas implantado desde a mais tenra idade e lapidado com o passar dos anos. 

Não podemos esquecer que o ser humano é o ponto de partida e de chegada.

O ser humano é criador, não pode ser produto e vítima da própria cultura. 

Viver neste planeta é viver num eterno círculo. Alguém pode imaginar um círculo com fronteiras? 

Somos escravos de nossos hábitos. 

Até quando?

Ou aprendemos a conviver ou o Universo não derramará uma lágrima pelo nosso fim.

6 comentários:

  1. Acertou em cheio quando fala em fronteiras, medo e educação, enfim belíssima postagem e importante como são tantas outras do seu blog.
    Parabéns e um novo ano com esperanças numa vida melhor.
    Abraços

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  2. Feliz 2011, Bourdoukan. Seu blog é um dos poucos que são imprescindíveis.

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  3. Caro Bourdoukan

    Um ano abençoado para si e para sua família. Que sua visão e esperança possam continuar a contagiar muitos mais.
    E a inquietar, tal com este post e esta foto(tão conhecida e sempre inquietante...)
    E desassossegados possamos ter um pouco da qualidade do 'ser imprescindível'* como quis Brecht, mudando o nosso mundo.

    Abraço,
    ana cristina

    * Obrigada ao Joel pela 'deixa' da palavra

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  4. Caro George [sempre tenho dificuldade em escrever seu sobrenome],

    Feliz 2011! PAX ET BENE SEMPER!

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  5. Um ótimo texto que deveria ser estampado na primeira página de todos os jornais do mundo.
    Perfeito em cada palavra.
    Abraços, saúde e anarquia.

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