domingo, 28 de fevereiro de 2010

Miniara, minha aldeia


Hoje vou falar de um tema que me toca profundamente. Vou falar de minha aldeia, Miniara-Akkar, que fica no topo de uma montanha e tem o Mediterrâneo a seus pés. Miniara é uma daquelas aldeias milenares que ornam o Líbano. Foi ali que nasceu o imperador romano Alexandre Severo.E Israel destruiu minha infância. 

Vivi em Miniara até os 10 anos de idade, filho de pai libanês e mãe baiana. Miniara é uma aldeia cristã e resistiu ao cerco dos cruzados durante três meses, até que os escorraçamos em maio de 1099. Dirão, mas, se a aldeia era cristã, por que enfrentou os cruzados? Simples. Entender que os cruzados defendiam o cristianismo é o mesmo que entender que os israelenses defendem o judaísmo. A exemplo dos cruzados, os israelenses entendem mais de saques, massacres e genocídio do que de fé.

(Dez anos mais tarde, os cruzados avançarão sobre a cidade de Trípoli, a 15 quilômetros de Miniara, massacrarão a população e queimarão os 100.000 volumes de sua Biblioteca Dar-Al-Ilm. Israel fará o mesmo passados mil anos, mas, ao contrário dos cruzados, suas tropas jamais tiveram coragem de lutar corpo-a-corpo).

Da neve, vou falar da neve que cobria a aldeia no inverno, dos lobos que rondavam a nossa casa em busca de alimentos e de seus uivos que cortavam as noites de lua cheia; das flores e perfumes da primavera que arrebatavam os rouxinóis cujo canto atravessava a alvorada e cessava somente ao pôr-do-sol; do outono, quando as folhas se despediam das árvores e forravam o chão de ouro; do verão, ah!, o tão esperado verão cujo sol abrasante amadurecia os frutos. Quem experimentou subir numa figueira e colheu um delicioso figo terá um sabor permanente a lembrá-lo daquele momento. Dos pessegueiros e das macieiras, das ameixeiras e amoreiras com seus bichos-da-seda, das nogueiras, amendoeiras e pereiras. Das parreiras nem quero falar, porque em nosso quintal, além da sombra que nos propiciavam, mais felizes ainda ficávamos quando colhíamos seus cachos maduros. Minha lembrança me remete a uma em especial, de imensos cachos de uva fina comprida e sem sementes que atendia pelo nome de dedo-de-noiva.

Entre a aldeia e o mar há uma pequena planície, a planície de Akkar, cujos trigais de espigas douradas balançavam ao sabor do vento, dando a sensação de movimento, um enorme tapete mágico.

As aulas eram em período integral, mas havia dias em que preferíamos explorar as gigantescas cavernas recheadas de morcegos e de extensão quilométrica, a ouvir o professor fazendo explanações sobre a nossa história milenar. Com certeza essas cavernas serviram de modelo para a construção do labirinto de Creta onde Teseu enfrentou o minotauro. Incrustados nas cavernas, túmulos fenícios que jamais foram abertos. E o que dizer das moedas romanas que encontrávamos sob os escombros de Arca Caesarea para trocar por doce? Arca, nome que revela sua origem romana, foi soterrada por um terremoto em 1157 e nunca mais se recuperou.

Está escrito na Bíblia que Deus descansou no sétimo dia. Almas piedosas juram que foi em Miniara que Ele encostou a cabeça para tirar uma soneca até ser acordado pelos mísseis israelenses. Imaginem o sobressalto ao notar o estado em que se encontravam os milenares cedros onde Adão e Eva viram a luz pela primeira vez.

Sem exagero, verdade que não há comprovação histórica, diz-se que foi em Miniara que Gilgamesh procurou a planta da imortalidade; que Hamurabi se inspirou para criar o primeiro código da humanidade; que Sargão teve idéia de sua pequenez; que Nabucodonosor, depois de experimentar os frutos, o clima e a beleza de Miniara, preferiu passar o resto de seus dias pastando. Em Miniara, a Lei de Talião jamais vingou e, dizem os entendidos que, se Abel vivesse ali, jamais seria assassinado por Caím, que hoje usa mísseis para praticar os seus crimes.

Havia em nosso quintal e seus arredores inúmeras oliveiras que faziam da colheita da azeitona festa. Uma era especial, que meu avô disse ter sido plantada havia mais de trezentos anos e cujas azeitonas e azeite produziam um sabor todo especial. Especial como as parreiras, as ameixeiras e todas as plantas citadas e não citadas.

Foram pulverizadas em segundos e com elas a minha infância. Mísseis cruzaram os céus contra alvos indistintos. E aí se incluem seres humanos.

Estou cansado das análises de gente honesta e outras nem tanto sobre o comportamento dos Estados Unidos e de seu posto militar que atende pelo vulgo de Israel. Sinto informar que há muito passei da fase de visualizar alguma solução para a paz nesse mundo em que vivemos, enquanto prevalecer o atual sistema. É um sistema que vive da crueldade e se alimenta da exploração do homem pelo homem. O seu combustível é a miséria e a exclusão, seja qual for a geografia ou a língua. O problema da humanidade é a memória. Uma pequena análise resultará na morte violenta de centenas de milhões, vítimas de duas guerras mundiais e de centenas de outras nem tanto, mas tão letais quanto. A falta de memória nos faz esquecer até das bombas atômicas sobre Hiroxima e Nagasaki.

Por isso, faça-se a análise que se fizer, mas, enquanto houver fronteiras físicas (as outras não existem mais), haverá guerra; enquanto houver um explorado, um oprimido e um excluído, haverá guerra. A mensagem é clara e a solução é simples. O resto é malabarismo de quem não entendeu nada ou não quer abrir mão de seus privilégios.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

PRIMOS(Histórias da Herança Árabe e Judaica)

Amigos

Haverá um pequeno atraso no lançamento do livro Primos(Histórias da Herança Árabe e Judaica). Para ser exato, o atraso será de duas semanas.

O titulo do meu conto é O Homem que Libertou a Morte.

Quem me informa são as escritoras e autoras Tatiana Salem Levy e Adriana Armony.

Confirmado, explicam, “temos o evento no Midrash no Rio de Janeiro, no dia 8 de  abril. Mas já temos as prováveis datas: 30/03 - Livraria Argumento, Rio 08/04 -Midrash, Rio 13/04 - Livraria da Vila, São Paulo 14/04 – Instituto da Cultura Árabe, São Paulo 15/04 - Livraria Cultura, Porto Alegre.

  A idéia é fazer leitura dos contos em cada um desses lugares. 

No Midrash, para ser diferente do evento da Argumento, pensamos em fazer  uma espécie de jogral, em que os autores presentes leriam trechos de todos os contos da antologia, que dialogariam entre si, sem mencionar as respectivas  autorias. Uma espécie de brincadeira que resgata a tradição oral, em que o texto  não tem um dono, mas circula por todos.

No Instituto de Cultura Árabe, podemos repetir essa idéia, ou criar  outra, como trazer atores para lerem os textos.

 Em Porto Alegre, como só ocorrerá um evento, pensamos que o ideal seria  cada autor ler trecho do seu conto (ou o conto inteiro, se for curto)” .  

Voltarei ao tema assim que receber novas informações.
Um abraço a todos e esperamos por vocês.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Israel quer calar Lula

O governo de Israel está irritado com o presidente Lula.

Quer que ele fique de boca fechada.

A razão?

A intenção  do presidente em servir de mediador entre israelenses e palestinos durante sua viagem ao Oriente Médio em março.

O recado foi dado pelo vice-diretor da chancelaria israelense, embaixador Rafael Barak, ao Itamaraty e ao Palácio do Planalto.

Ou seja, assim que desembarcar em Israel, Lula está proibido de se manifestar a favor da paz.

Mas os israelenses o liberaram  para criticar o Iran.

 Realmente, a arrogância dos israelenses não tem limite.

Querer decidir o que um chefe de Estado pode ou não  falar.

Muito melhor fariam se respondessem sobre o envenenamento de água que eles fornecem aos palestinos.

Ou sobre o bombardeio de aldeias palestinas por agrotóxicos, o que, segundo os cientistas, está vitimando os palestinos com o Mal de Parkinson.

E essa acusação não é de nenhum inimigo de Israel, mas de um dos mais importantes jornais de país, o Haaretz.

Mais estranho ainda é o comportamento da mídia sobre esse envenenamento de palestinos.

Nenhuma palavra.

Como se os palestinos não fizessem parte da humanidade.

Não será porque eles são semitas?...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Para que serve o jornalismo?
Discurso proferido por Fernando Evangelista, paraninfo da turma de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, em fevereiro de 2010.
 Queridos alunos,
 Conheço cada um de vocês e sei quanto empenho intelectual, físico e financeiro foi necessário para estarem participando desta cerimônia.  É o coroamento de uma etapa, superada com dedicação, criatividade e talento. Vocês conseguiram.
 Parabéns.
 Hoje, porém, gostaria de falar de outra etapa, daquela que começará a partir desta  formatura. Qual o significado de ser jornalista nos dias atuais? Para que serve o jornalismo no país em que vivemos? Qual é, afinal de contas, a missão que temos como jornalistas?
 Que me desculpem os profissionais das outras áreas, mas o escritor Gabriel Garcia Marques tem razão: “o jornalismo é a melhor profissão do mundo”. Para quem é curioso, inquieto, para quem gosta de ouvir e contar boas histórias, para quem se interessa pelas coisas da vida, não existe profissão mais fascinante. 
 Mais do que um diploma, hoje vocês recebem um  passaporte para o mundo.
 O passaporte para revelar histórias não contadas, para contar histórias esquecidas, para investigar, para descobrir aquilo que à primeira vista ou à vista da maioria parece banal, mas que pode ser algo extraordinário. O jornalismo, não se esqueçam disto, nos dá a possibilidade de denunciar o que está errado e de anunciar o que pode ser.
 E não é possível fazer isso sem ética – palavra tantas vezes usada sem distinção e sem critério,  tão citada em discursos e tão esquecida  na prática do cotidiano. Lembrem-se: a ética não é apenas um conceito filosófico, mas uma postura de vida. Ela exige que, desde já, vocês estejam dispostos a não abrir mão, em hipótese nenhuma, daquilo que Carl Bernstein, um dos repórteres do Caso Watergate, chamou de “a melhor versão possível da verdade”.
 Como vocês sabem, esta busca pela melhor versão possível da verdade pressupõe  persistência e coragem. É, obviamente, um percurso complicado, com obstáculos dos mais diversos, mas também muito gratificante.
 Se me permitem algumas dicas: Não sigam pelo caminho mais fácil ou mais cômodo.  Sigam o caminho que considerarem ser o mais justo, sempre. Não se deixem seduzir pelo poder, não se deixem contaminar pela arrogância. Não confundam equilíbrio com indiferença, nem ceticismo com cinismo. Ser ético é  tomar posição.
 Tomar posição não significa ver o mundo entre bons e maus, de forma maniqueísta. Pelo contrário, significa ir à raiz, saber contextualizar cada história e explicá-la de forma coerente e clara. Tomar posição é conhecer bem o chão que estamos pisando, para que as falsas aparências não nos enganem ou nos confundam. Tomar posição é estar encharcado de realidade.
 E o nosso mundo, onde quase dois bilhões  de seres humanos vivem privados dos direitos mais elementares, não deixa espaço para ilusões. O Brasil, apesar de alguns avanços nas últimas décadas, ainda é a terra da desigualdade, fruto da indecente concentração de riqueza e de renda. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, 10% dos brasileiros mais ricos detêm 43% da riqueza nacional, enquanto os 10% mais pobres, apenas 1%.  
 Tomar posição é, entre outras coisas, revelar essa realidade, quase sempre mascarada por números e estatísticas, às vezes equivocados, às vezes precisos, mas sempre frios e distantes. Essa realidade tem nome e sobrenome, tem história. E não é natural.  Essa é a missão do jornalista, este é o grande desafio: Mostrar aquilo que as vozes oficiais tentam camuflar, fiscalizando o poder, seja ele qual for.
 Infelizmente, há muito tempo, a mídia deixou de ser o quarto poder para, em muitos casos, se tornar um quarto no poder. Hoje, como vocês sabem, os principais poderes são o econômico, o político e o midiático – cada vez mais enredados um no outro.  Santa  Catarina é um exemplo emblemático, onde os principais veículos de comunicação estão nas mãos de uma única empresa, o que fere a Constituição, elimina a pluralidade de ideias e enfraquece a democracia.
 Gostaria de contar para vocês, caros formandos, uma história  que nunca contei em sala de aula e provavelmente nenhum de vocês conheça. É uma história que aconteceu com a minha família e está diretamente relacionada ao jornalismo.
 Na virada do século, um magistrado conhecido por  seu idealismo e por sua integridade, assumiu a presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.  Este mesmo magistrado, anos antes, havia implementado e coordenado a primeira eleição computadorizada da América Latina.
 Como presidente do Tribunal de Justiça, este magistrado, entre outros tantos projetos, criou 50 Casas da Cidadania, projeto arrojado e inovador – buscando a conciliação e prevenindo litígios.
 Este homem sempre soube que seria mais fácil fazer o jogo dos arrivistas, dar de ombros, ser indiferente. Porém, ele havia escolhido essa profissão para lutar por justiça, para seguir pelo caminho que considerava ser justo e nunca abriu mão disso. Agiu assim durante os 40 anos de sua carreira, incansavelmente.
 Tempos depois de deixar a presidência do Tribunal, já aposentado, foi acusado de algo que não tinha feito, que jamais faria.
 Este magistrado, Francisco Xavier Medeiros Vieira, é meu pai.
 O mais dolorido dessa história, para mim, foi perceber que alguns jornalistas, alguns colegas, sem nenhum pudor, compraram e divulgaram a acusação infundada. O que valia era o espetáculo – mesmo que este espetáculo estivesse destruindo a reputação de uma pessoa honesta.  
 Então, como professor, como repórter, como  alguém que já vivenciou uma injustiça por parte da imprensa, eu digo a vocês: jornalismo é a melhor profissão do mundo, mas não sejam ingênuos, investiguem sempre, não briguem com os fatos, duvidem, chequem as informações várias vezes e tenham sempre, sempre em mente, que vocês estão lidando com a vida e a história de outras pessoas.  
 Caros formandos, caros colegas: usem esta profissão  - seja como repórteres, editores, blogueiros, assessores de imprensa, diagramadores, fotógrafos, pesquisadores, seja em que área do jornalismo for,  para fazer luz sobre o nosso mundo. Façam que o jornalismo seja sempre um caminho para que se contem as histórias que precisam ser contadas.
 E, mais importante de tudo, façam isso com paixão porque é este o segredo dos trabalhos bem feitos e dos profissionais bem-sucedidos. É a paixão que faz com que a gente ouse, desafie as probabilidades, surpreenda o mundo.  É a paixão que fará, um dia, quando vocês estiverem bem velhinhos, dizer que tudo isso, a escolha desta profissão, esta vida inteira, valeu a pena
 Muito obrigado.
 Fernando Evangelista é  jornalista. Entre outros eventos internacionais, cobriu a Operação Escudo Defensivo na Palestina em 2002; a guerra no Iraque em 2003; a guerra no Líbano em 2006 e o conflito entre curdos e turcos em 2007. É diretor da Doc Dois, produtora de documentários.
Outro texto do autor sobre o jornalismo: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=413FDS004

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Só falta o céu desabar sobre 
a cabeça dos palestinos



Isso mesmo. Só falta o céu desabar.

Desta feita a ameaça vem do  mal de Parkinson.

Principalmente contra os habitantes da cidade de al-Baqa Gharbiyeh.

O alerta  é de pesquisadores do Centro Médico Soroka, da Universidade Ben-Gurion, em Beer Sheva.

Os cientistas ficaram alarmados com o número de acometidos com o mal de Parkinson.

Eles dizem que a culpa é dos agrotoxicos.

"Baqa é cercada por muitos campos e seus moradores são regularmente expostos a pesticidas que são despejados por aviões de pequeno porte", dizem os pesquisadores.

Eles denunciam também que a água que os palestinos recebem está contaminada com pesticidas.

Baqa al-Gharbiyeh tem o impressionante número de 73,39 casos por 100.000 habitantes.

Caso único no mundo.

O alerta dos pesquisadores foi repercutido  pelo jornal Haaretz.

Agrotóxicos e água contaminada.

Israel se supera cada vez mais.

Pobre humanidade...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


Argélia acusa frança de crimes contra a humanidade

Aí você fica sabendo, através da agência de notícias Associated Press, que a Argélia “exige que a França reconheça que o ocorrido foi um "crime contra a humanidade".

Mas que ocorrido foi esse?

Simples. Teste nucleares. Vocês conseguem imaginar? Testes nucleares nos arredores da Argélia em 1960, quando o país era uma colônia francesa.

Além de ocupar e saquear o país, eles o transformaram num campo de testes nucleares.

Acreditem, muito piores do que esses testes nucleares, as invasões e ocupações de nações soberanas;

Muito pior do que arrumar pretextos para invadir e assassinar, é o comportamento dessa mídia pilantra que em nome da liberdade de imprensa não repercute devidamente esse tipo de informação;

Em nome da liberdade de imprensa, censura;

Em nome da liberdade de imprensa publica mentiras;

De acordo o mediador Abderrahmane Lagsassi os argelinos serviram como "cobaias e continuam sofrendo com  problemas respiratórios, câncer de pele e outras doenças”.

Além disso, os argelinos querem  que a área seja descontaminada e que seja construído um hospital.

Sabem qual foi a resposta da França?

Não deu a mínima. E por que iria se preocupar? A Argélia não possui armas nucleares...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Apenas para lembrar...


O presidente Lula vai visitar o Oriente Médio.
A visita será entre os dias 10 e 16 de março.
Israel e a Palestina fazem parte do roteiro.
Apenas para lembrar, entre os brasileiros com direito e voto em Israel, o presidente teve apenas 10,2% dos votos para o seu segundo mandato.
Geraldo Alckimin teve 82% dos votos.
Na Palestina, entre os brasileiros com direito a voto, o presidente teve 79,5% dos votos.
Alckmin teve apenas 6,4% dos votos.
Apenas para lembrar...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

     Alguém pode informar por
     onde anda o senhor da foto?

O senhor da foto com a estrela de David no peito(a mesma que eles usavam sob o domínio nazista) chama-se Josef Charney.

Hoje ele teria ou tem 86 anos de idade. O teria ou tem fica por conta dele estar vivo, ou não, já que não foi possível localizá-lo. Ele vive em Israel e foi fotografado, ao lado de outros idosos que protestavam diante do parlamento israelense.

E qual foi a razão do protesto?

Fome.

Os sobreviventes do Holocausto que escolheram Israel para passar o resto de suas vidas, estão passando por necessidades. 

Cerca de 240 mil sobreviventes vivem em Israel. 



Durante o protesto mais de 500 idosos carregavam cartazes onde se lia “O Holocausto ainda está aqui” e “Perdoem-nos por termos sobrevivido”. 
Muitos dizem passar fome e pedem que o governo lhes forneça uma pensão de US$ 20,00 mensais.


Aos leitores que vivem em Israel com alguma informação que ajude a localizar o senhor Josef, por favor entrem em contato com o blog.

O que eu não entendo é o comportamento do governo de Israel, e por que não dizer, da falta de solidariedade dos israelenses.

Será que é tão difícil arrumar 20 dólares por mês?

Ainda me lembro da  personagem de uma cena do filme do cineasta israelense Amos Gatai recém chegada de um dos países da antiga União Soviética: “Em Israel não há mais judeus, apenas israelenses”.

Os idosos judeus sobreviventes do holocausto que o digam.

Pobre humanidade...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Agronegócio ou agrocídio?

Aí vem a mídia e mancheteia que os sem-terra invadiram fazendas.

Invadiram fazendas?

Mas como invadiram fazendas?

Então para a mídia os sem-terra invadem fazendas e os Estados Unidos que invadem o Iraque e o Afeganistão realizam incursões?

Os sem-terra brasileiros ocupam terras brasileiras  para produzir e são chamados de invasores e os Estados Unidos que atravessam os sete mares para invadir, assassinar e saquear nações soberanas realizam incursões?

E chama de tutela a ocupação  de nações soberanas?

Quem pode confiar numa mídia saudosa das Capitanias hereditárias e das Sesmarias?

Que promove louvações aos empresários que arrasam a terra em nome dos agronegócios?

Denominar de agronegócio isso que os empresários fazem com a terra é um insulto à inteligência. O que os empresários fazem com a terra não é agronegócio, mas agrocídio.

Alias não sei porque continuo perdendo meu tempo e dos leitores nesse tipo de denúncia. Talvez na esperança de alguma dia os sem-terra e os sem-teto realizem incursões nas redações e as mantenham sob tutela...

Quem sabe assim, finalmente, teremos liberdade de imprensa nesse país.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010


PRIMOS (HISTÓRIAS DA HERANÇA ÁRABE E JUDAICA)

Amigos,
Está previsto  para o dia 12 de março o lançamento, pela Editora Record, do livro PRIMOS (HISTÓRIAS DA HERANÇA ÁRABE E JUDAICA).Participam diversos autores. O meu conto tem por título O homem que libertou a morte.
Mais tarde darei maiores informações.
Um abraço

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O que fazer?


Depois de relatar sobre as agruras causadas pelos carrapatos e sobre o aprendizado através da observação, volto ao assunto. A vida no campo, com certeza, é melhor do que a vida na cidade, mas não tem nada de bucólico. A alternância entre os bons e os maus momentos supera em muito a instabilidade climática dos dias atuais. Alguns exemplos: se chove, fica-se sem telefone porque a chuva molha os fios. Ensopados, eles não funcionam. Se o vento é forte, o balanço dos fios não permite ligações. E se o sol atravessa o meridiano sem nuvens, os fios ressecam o que significa, nos três casos, mutismo total.

Telefone celular, nem pensar. Várias tentativas resultaram infrutíferas. Ao que parece, a tecnologia que nos empurraram não está preparada para superar acidentes geográficos. Isto, a uma distância de 30 quilômetros, em linha reta, da cidade de São Paulo. Donde se conclui que a globalização não passa de um conto do vigário. E no terceiro mundo, uma piada de caráter duvidoso.

Aqui abro um parêntese para uma explicação aos cultores da modernidade. Uso a expressão terceiro mundo e não países emergentes, por entender que emergente é o resíduo que emerge das águas do vaso sanitário depois de expelido pelo intestino. Feito o esclarecimento, fecho o parêntese e volto aos bons ares do campo.

Como todos sabem, sítio que se preza tem que ter cachorro, apesar de um velho provérbio árabe afirmar que aqueles que verdadeiramente confiam em Deus não trancam as portas de suas casas. Mas como hoje, graças ao neoliberalismo, nem a casa do Senhor está a salvo, nada impede que reforcemos a nossa fé com o auxílio do melhor amigo do homem. O problema é que não pode ser qualquer um, principalmente se você tem alguma criação.

Pastor alemão, então...

Mas quis o destino, sempre ele, que justamente um belíssimo exemplar dessa raça, uma fêmea para ser mais exato, viesse nos fazer companhia. Com a recomendação de que, bem treinada, Safira, esse é o seu nome, não causaria problemas, pois descendia de uma linhagem de alta estirpe. Pais carinhosos, avós pacíficos, irmãos de boa índole, inteligentíssimos, que gostam de crianças (e que animal não gosta de criança, com os ossinhos ainda tenros?) e por aí vai.

E ela foi.

Mal atingiu a adolescência, ignorou sua nobre estirpe, esqueceu-se das aulas, das recomendações e da boa etiqueta, e numa tarde abateu três patos antes que pudessem se refugiar na águas do lago. De nada adiantaram as reprimendas já que, uma semana depois, cometeu um avecídio contra as galinhas que ciscavam pacificamente no quintal. Sobrou apenas uma e mesmo assim porque estava chocando longe do infausto acontecimento. O recado não podia ser mais explícito: é impossível haver diálogo entre desiguais. A História ensina que o diálogo só pode ser entre iguais. Se você, por exemplo, tem uma bomba atômica e eu não, não há o que dialogar. Você dita as ordens, eu obedeço e ponto final.

Resumindo: da ninhada sobrou apenas a galinha e um franguinho, que, espera-se, cumpram com sua obrigação de preservar a espécie dos garnizés.

Azar dos castores (nútrias) que não conhecem história e imaginavam poder dividir o mesmo espaço com a cadela. Num cinzento dia, ela apareceu arrastando um pelo pescoço. Pesava mais de dez quilos. Isto pela manhã, pois à tarde, resolveu testar seus caninos em um ganso. A tragédia só não se consumou porque os gansos são aves solidárias (ao contrário da fauna humana) e quando um é atacado, todos correm para acudi-lo.

O que fazer?

Choveram palpites. Houve os que recomendaram abater a desobediente com um tiro, outros sugeriram veneno e os mais caridosos, que a abandonássemos num lugar distante, de preferência perto de alguma estrada.

Haverá uma quarta alternativa?

No momento ela está rondando o ninho de uma perua choca.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Avatar contra euro-sionistas




Há mais de um mês comentei que o filme Avatar me lembrava a invasão e ocupação da Palestina pelos euro-sionistas depois da Segunda Guerra Mundial.

E não é que os Palestinos entenderam a mesma coisa? Ontem, sexta feira, eles realizaram diversas manifestações, acompanhados por israelenses e ativistas internacionais vestidos como os figurantes do filme, para protestar contra os colonialistas, principalmente em Bilin e no bairro de Sheikh Jarrah, Jerusalém Oriental.

Alias, nunca é demais lembrar que os palestinos, habitantes milenares de Jerusalém, estão sendo expulsos de suas casas para dar lugar a colonos europeus.

É bem verdade que houve protestos em todo o mundo contra tamanha iniqüidade. Até o governo Obama e a União Européia endossaram os protestos, mas os dirigentes israelenses não deram a mínima.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

       Além dos sobreviventes do Holocausto, 
       centenas  de milhares de crianças 
       israelenses passam fome


Realmente eu queria entender os governantes de Israel. Diria, até, os israelenses.

Assistir passivamente à morte dos sobreviventes do Holocausto por inanição...

Afinal, eles foram ou não indenizados?

Quem ficou com o dinheiro?

Tudo bem, vamos esquecer as indenizações. Mas já não bastou o sofrimento nos campos de concentração?

Os israelenses não acreditam nos campos de concentração ou no Holocausto?

Será que os israelenses estão perdendo sua humanidade?

E o que dizer das crianças?

Vejam a campanha que estão fazendo para evitar que as crianças também morram de fome.



    "783,600 children in Israel went to bed hungry last night!"
    
- Israel National Insurance Institute Poverty Report, November 2009
    783.600 crianças israelenses foram dormir com fome!



A verdade é que Israel está sofrendo cada vez mais com a pobreza. É o preço que se paga quando se prioriza o armamento.

É o preço que se paga em não viver em paz com os vizinhos.

Mais de 24 por cento das famílias israelenses vivem abaixo da linha de pobreza.

Um terço das crianças passa fome.

Talvez esse seja o melhor indicador para o surgimento dos skinheads e neonazistas.

Alguém poderia imaginar que um dia o estado judaico abrigue em seu seio jovens nazistas que ultimamente tem agredido rabinos?.

Não adianta querer tapar o sol com a peneira, mesmo quando a mídia internacional se faz de cega e surda.

A própria mídia israelense, a começar pelo jornal mais importante do país, o Haaretz, denuncia o abandono.

Pobre humanidade.

Pobres israelenses...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quando o censurado censura...

O leitor J.C. Macluf, enviou o texto abaixo ao jornal O Estado de S. Paulo e outros jornais. O Estadão recusou-se a publicar e não deu satisfação. O que não deixa de ser lamentável, já que o próprio jornal acusa a justiça de censurá-lo há 197 dias.

Prezado Editor

Obama diz: “Irã tem que ser punido”! Eu me pergunto: -Por que o Irã? Foi ele que invadiu o Iraque com armas dos EUA e Israel, inclusive químicas e levou a uma guerra de muitos anos que matou quase 1 milhão de pessoas ou foi Saddam que fez isto contra o Irã?

É o Irã que está ameaçando invadir a Síria e derrubar seu governo?

É o Irã que mantém 3,5 milhões de pessoas em uma prisão, que para sobreviver tem que cavar túneis por onde obtém seus alimentos?

É o Irã que não cumpre nenhuma decisão da ONU e não permite inspeções em seu programa nuclear?

Argumentam que o Irã, que não tem bomba atômica hoje, mas que poderia tê-la daqui a alguns anos; e as 200 bombas atômicas que Israel já possui ha vários anos?

Foi o Irã que invadiu o Iraque e provocou a morte de mais 1 milhão de pessoas a procura de armas que nunca existiram?

Realmente, se foi o Irã, que se puna este estado monstruoso, se não que se puna os monstros que foram os responsáveis por isto tudo".

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

            Sobreviventes do Holocausto 
            passam fome em Israel

 

Um espectro ronda Israel, o espectro da fome.

Que o digam os sobreviventes do Holocausto.

Mais 40 por cento desses sobreviventes vive abaixo da linha da pobreza em Israel.

São mais de 400,000.

O problema torna-se mais grave para cerca de 170.000, particularmente os que abandonaram a antiga União Soviética em busca da “Terra prometida”.

Estes estão vivendo na mais completa miséria, sem direito a qualquer tipo de auxilio e nem a pensões fornecidos por Israel e organizações judaicas internacionais.
                      E ninguém se indigna?

Sinceramente continuo encontrando dificuldades para entender o comportamento humano.

Disparar contra ambulâncias?

Disparar contra médicos e enfermeiros cujo crime e salvar vidas?

Pois esse foi o saldo do ano passado em Gaza e Cisjordânia. Nada menos que 455 ataques israelenses sofreram as ambulâncias palestinas.

E por que 455 e não 444 ou 446?

Os únicos que podem responder a isso são os soldados de Israel. Mas é claro que eles nada dirão já que não costumam dar satisfação sobre seus atos.

De qualquer forma fica o alerta do Crescente Vermelho Palestino (equivalente a cruz vermelha), autor do relatório.

Sim! Houve mortos e feridos, mas o blog recusa-se a tratar como meras estatísticas a morte de seres humanos.

O relatório informa também que os soldados bloquearam em 440 vezes as equipes de socorro que transportavam pacientes aos hospitais.

E isso continua ate hoje.

Lamentavelmente, a humanidade esta perdendo a sua capacidade de se indignar.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Escolha

Quando o soldado de Israel dispara contra um palestino, a bala que vai matar faz parte de um estoque de 300 bilhões de dólares que a indústria bélica faturou nas duas últimas décadas com a venda de armas para o Oriente Médio.

Portanto, se alguém realmente quer acabar com a violência, antes de mais nada precisa acabar com a indústria bélica.

Mas, acabando com a indústria bélica, acaba-se também com o narcotráfico, já que um vive umbilicalmente ligado ao outro.

E aí é que surge o problema, pois estimativas dos organismos internacionais informam que o narcotráfico movimenta por ano um trilhão de dólares, como produto ou através de empresas legalmente constituídas.

A pergunta que fica é, existe força suficiente para acabar com uma indústria que movimenta um trilhão de dólares por ano?

E quanto à indústria bélica, o problema que se coloca é outro. Ao acabar com a indústria bélica, acaba-se com as forças armadas, cuja finalidade, aprende-se nos bancos escolares, seria defender as fronteiras. Mas nessa época de globalização, pergunta-se, é possível falar em fronteiras?

Num sistema neoliberal, onde tudo é negociável, como fica a soberania?

Por isso, quando a indignação toma conta da humanidade diante dos massacres infindáveis que as forças repressivas israelenses perpetram contra os palestinos, ou mesmo quando a Anistia Internacional e a ONU mencionam crimes contra a humanidade praticadas pelas autoridades do Estado judaico, ou ainda, quando uma Corte Suprema como a do Estado sionista endossa e alega razões de Estado para a prática de torturas contra os prisioneiros políticos semitas, não basta a indignação. É preciso agir.

A humanidade precisa decidir se apoia o narcotráfico e a indústria bélica ou prefere viver num mundo melhor.

Como se vê, é uma questão de escolha.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Papi, o cafajeste

Estava me preparando para analisar a visita de Berlusconi a Israel, mas depois que recebi o vídeo abaixo, creio que não vale a pena. Assistam e vejam se não tenho razão.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Duas imagens que falam por si


Aqui, você assiste a matança de animais no zôo de Gaza pelos soldados de Israel.


E aqui, você assiste ao fair Play do jogador iraniano que podia ter feito gol ( o seu time perdia por 2X1), mas ele jogou a bola fora para que o goleiro fosse atendido.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

             Bispo volta a negar Holocausto

Vocês se lembram do bispo Richard Williamson, aquele que no ano passado negou o Holocausto e colocou o Vaticano em polvorosa?

Pois é. Ele voltou a negar o Holocausto em entrevista a um dos mais importantes semanários da Europa, Der Spiegel, da Alemanha.

Desta vez ele não apenas causou constrangimento ao Vaticano, mas também à Sociedade de São Pio 10º (SSPX) a qual ele pertence.

Williamson vive hoje em Londres e insiste na negação Holocausto por não ter, segundo ele, comprovação histórica.

Particularmente, creio eu, culpa maior cabe aos dirigentes israelenses. E aqueles que reivindicam ter sobrevivido aos campos de concentração para receber vultuosas indenizações.

Norman Finkelstein, escritor e professor USAmericano, filho de sobreviventes dos campos de concentração, é um ferrenho crítico dos governantes de Israel e dos “sobreviventes”. A ponto de escrever em seu livro A Indústria do Holocausto, que sua mãe, indignada com os incontáveis “sobreviventes” disse: “desse jeito as pessoas vão perguntar, então quem morreu no Holocausto”?

Fora isso, as agressões aos palestinos e o fato de Israel ter transformado Gaza em campo de concentração, também tem causado indignação. Pois as pessoas se perguntam se é possível que “sobreviventes” do holocausto possam causar tamanha crueldade.
Eu sempre digo que o pior inimigo do judaísmo são os racistas que governam Israel. Mas que fique claro também que em Israel, a cada dia que passa, mais pessoas de confissão judaica protestam contra o tratamento dado aos palestinos.

Resta saber até quando os governantes israelenses se farão de surdos diante do clamor mundial.

Aqui você pode ler a entrevista do bispo Williamson para Der Spiegel.

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2010/02/02/bispo-williamson-insiste-na-negacao-do-holocausto.jhtm

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O Rio não merece tamanha ignomínia

 

Não sei o que se passa pela cabeça do governador do Rio Sérgio Cabral, mas convidar um terrorista e criminoso de guerra como o mini-poodle Tony Blair para ser “consultor” nos jogos olímpicos de 20016, sinceramente...

Se realmente isso se efetivar, sugiro que o governador contrate também o mascador de fumo George W. Bush, outro criminoso de guerra que por um desses fados do destino continua solto.

E por que não o mestre dos mestres da maldade Ariel Sharon? Tudo bem que ele está em coma, mas isso não deve ser impecilho.

De Sharon sabe-se que a morte deve levá-lo antes de ir a julgamento pelos mesmos crimes acima citados.

E já que o governador não se incomoda em avacalhar a imagem do Rio, muito melhor faria se convidasse o PCC para não apenas realizar “consultoria”, mas cuidar da segurança e por que não, mexer os pauzinhos para conseguirmos algumas medalhas de ouro...

Definitivamente, o Rio não merece tamanha ignomínia.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Falou e Disse!

“Eu(...)  valorizaria muito mais a vida de um lixeiro do que a vida de um executivo(...). Não posso viver sem um lixeiro, mas posso viver sem o executivo”.
Márcia Angell, acadêmica sênior do Departamento de Medicina Social da Universidade de Harvard, autora do livro A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos. Como somos enganados e o que podemos fazer a respeito.