quarta-feira, 30 de junho de 2010

Assim falou Berlusconi

"Com uma certa idade, começo a esquecer as coisas(…)Esta manhã, por exemplo, eu queria fazer sexo com a camareira do hotel e ela me respondeu: 'mas, presidente, nós já fizemos uma hora atrás"!

Essa frase ele disse ontem durante uma recepção de empresários italianos, em São Paulo, após encontro na FIESP.

Mais tarde, segundo edição eletrônica da Folha de S.Paulo, ele afirmou que há uma fila de meninas querendo casar-se com ele.

"E acredite: são simpáticas, são ricas, algumas são mais velhas. Todas têm a esperança de eu morrer logo e, então, herdarem tudo! Mas estou trabalhando com Don Verzé para prolongar a vida até os 120 anos. Para isso, financiei um centro de pesquisas do coração na Amazônia, e estou indo para lá inaugurá-lo em breve."

Esse é o homem que quer extraditar Battisti...

E aqui, você assiste a uma cena, na Itália.


terça-feira, 29 de junho de 2010

Do Portal Vermelho:Folha de S.Paulo publica anúncio errado e "elimina" o Brasil da Copa

O jornal Folha de S.Paulo publicou, nesta terça-feira (29), no caderno especial Copa 2010, um anúncio da rede de supermercados Extra, em que a empresa dá adeus à seleção brasileira no Mundial. Vale lembrar que o Extra é patrocinador oficial da equipe comandada por Dunga — que ainda não foi eliminada da competição.A publicidade estampava a seguinte frase: "A Seleção sai do Mundial. Não do coração da gente. Valeu Brasil. Nos vemos em 2014". O Brasil jogou contra o Chile nesta segunda-feira (28) e ganhou por 3 x 0, classificando-se para as quartas de final da Copa do Mundo.

A assessoria do Grupo Pão de Açúcar — do qual o Extra faz parte — informou que a gafe foi causada por um "erro operacional da
Folha, que já assumiu e irá se retratar". A rede de supermercados ficou sabendo do engano assim como todo leitor: abrindo o jornal e vendo o anúncio.

Definitivamente não dá nem pra comentar. Se com a publicidade eles erram assim, imaginem então com a informação...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

EUA e Israel a caminho do Irã


O governo egípcio teve a gentileza de proibir a navegação civil para não causar transtornos à frota da morte.

Por sua vez, a Arábia Saudita, em nome de Allah, convidou americanos e israelenses a utilizarem o seu espaço aéreo para atacar o Irã, um país muçulmano.

Tudo isso acontece sem qualquer repercussão na mídia que tem sua atenção voltada exclusivamente para a Copa do Mundo.

Quem conhece História sabe que nessas ocasiões é que os ratos saem do esgoto em busca de vitimas.

E quem imagina que a próxima vitima é o Irã engana-se redondamente.

A próxima vítima somos nós, que sempre pagamos a conta.

Sempre foi assim e assim continuará enquanto esse sistema putrefato permanecer respirando.

domingo, 27 de junho de 2010

Com vocês a dança do filme Zorba, o grego, com o mesmo Anthony Quinn que no final dança com Mikis Theodorakis, autor da música

E eles não se emendam


A Casa Grande insiste em ditar regras e insultar a inteligência da humanidade.

Agora sob a sigla G8 lança, desde o Canadá, um comunicado condenando a Coréia do Norte e o Irã.

O Irã por causa de seu programa nuclear.

A Coréia do Norte em razão do suposto ataque a um navio militar que teria invadido suas águas.

Nenhuma condenação contra os piratas israelenses que atacaram os barcos da Flotilha da Liberdade em águas internacionais e o assassinato de pacifistas a sangue frio.

Nenhuma condenação a invasão e ocupação do Iraque.

Nenhuma condenação a invasão e ocupação do Afeganistão.

Nenhuma condenação sobre o massacre diário de palestinos pelo seu algoz israel.

Condenam o Irã porque desenvolve energia nuclear, mas não abrem mão de seu arsenal atômico.

Condenam a Coréia do Norte, mas não se comovem com o brutal assassinato de pacifistas que transportavam ajuda humanitária aos palestinos de Gaza.

Convenhamos, alguém pode esperar algo desse tipo de gente?

sábado, 26 de junho de 2010

É preciso higienizar o planeta


Enquanto em Israel o agente da Folha de S.Paulo tenta de todas as maneiras livrar a barra dos genocidas e criminosos de guerra israelenses( na edição de hoje ele levanta a bola para um “filosofo judeu” só para justificar o assalto à flotilha de ajuda humanitária), por aqui os senhores da Casa Grande tentam de todas as maneiras desqualificar a ajuda do governo aos flagelados do Nordeste.

Acusam o presidente Lula de demagogia só porque ele antecipou ajuda financeira aos Estados de Alagoas e Pernambuco.

Não consigo imaginar tamanha insensibilidade.

Não consigo imaginar tanto rancor contra os nordestinos.

Afinal, em séculos passados, a Casa Grande sempre se preocupou com a sorte de seus escravos. Não porque os considerasse humanos, mas mercadoria de alto custo.

E agora, em pleno século 21, seus herdeiros não perdem oportunidade para desqualificar qualquer tipo de apoio aos necessitados.

Sinceramente, não consigo entender tanto ódio.

Não gostar de um governante é direito de qualquer um, mas destilar veneno contra ajuda humanitária, aí já é patológico.

E dizer que essa gente ainda controla a mídia...

Com certeza, eles vão se sufocar com o próprio veneno.

Ensina a inteligência que quem não conhece História corre o risco de repeti-la.

Como farsa, naturalmente, como farsa.

Mas esse risco os atuais senhores da Casa Grande não correm, não porque lhes falta inteligência, mas porque estão mortos e não encontram nenhuma coveiro piedoso que os enterre.

Nem a eles e nem a seus vassalos das letras, das imagens e das falas.

Seus corpos empesteiam o ar, poluem a água e conspurcam a terra.

É preciso higienizar o planeta o quanto antes.

Quem se habilita?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

ATÉ QUANDO?

Eduardo Galeano (*)

Um país bombardeia dois países. A impunidade poderia ser assombrosa, se não fosse costumeira. Alguns tímidos protestos dizem que houve erros. Até quanto os horrores continuarão sendo chamados de erros?

Esta carnificina de civis começou a partir do seqüestro de um soldado. Até quando o seqüestro de um soldado israelense poderá justificar o seqüestro da soberania palestina?

Até quando o seqüestro de dois soldados israelenses poderá justificar o seqüestro de todo o Líbano?

E os 700 soldados libaneses que, desde que Israel foi expulso do Líbano em 2000, foram levados prisioneiros para Israel? Porque Israel nunca aceitou trocar prisioneiros de guerra?

A caça aos judeus foi, durante séculos, o esporte preferido dos europeus. Em Auschwitz desembocou um antigo rio de espantos, que havia atravessado toda a Europa. Até quando palestinos e outros árabes continuarão pagando por crimes que não cometeram?

O Hezbollah não existia quando Israel arrasou o Líbano em suas invasões anteriores. Até quando continuaremos acreditando no conto do agressor agredido, que pratica o terrorismo profissional de Estado porque tem direito de se defender do "terrorismo" civil amador?

Iraque, Afeganistão, Palestina, Líbano...

Até quando se poderá continuar exterminando países impunemente?

As torturas de Abu Ghraib, que despertaram certo mal-estar universal, nada têm de novo para nós, os latino-americanos. Nossos militares aprenderam essas técnicas de interrogatório na Escola das Américas, que agora perdeu o nome, mas não as manhas.

Até quando continuaremos aceitando que a tortura continue legitimando, como fez o Supremo Tribunal de Israel, em nome da legítima defesa da pátria?

Israel deixou de ouvir 46 recomendações da Assembléia Geral e de outros organismos das Nações Unidas.

Até quando o governo israelense continuará exercendo o privilégio de ser surdo?

As Nações Unidas recomendam, mas não decidem. Quando decidem, a Casa Branca impede que decidam, porque tem direito de veto. A Casa Branca vetou, no Conselho de Segurança, 40 resoluções que condenavam Israel.

Até quando as Nações Unidas continuarão atuando como se fossem outro nome dos Estados Unidos?

Desde que os palestinos foram desalojados de suas casas e despojados de suas terras, muito sangue correu.

Até quando continuará correndo sangue para que a força justifique o que o direito nega?

A história se repete, dia após dia, ano após ano, e um israelense morre para cada 10 árabes que morrem.

Até quando a vida de cada israelense continuará valendo 10 vezes mais?

Em proporção à população, os 50 mil civis, em sua maioria mulheres e crianças, mortos no Iraque equivalem a 800 mil norte-americanos.

Até quando continuaremos aceitando, como se fosse costume, a matança de iraquianos, em uma guerra cega que esqueceu seus pretextos?

Até quando continuará sendo normal que os vivos e os mortos sejam de primeira, segunda, terceira ou quarta categoria?

O Irã está desenvolvendo a energia nuclear? Bem, se está, é um direito seu, como de qualquer país que deseje acesso à modernidade científica. Argentina, Brasil, México e mais 60 países, no mínimo, estão tentando isso - sob boicote da meia dúzia de potências que não aceitam perder esse monopólio.

O Irã está também tentando desenvolver energia nuclear para uso militar, como fizeram há mais de meio século os EUA, Inglaterra, França, Rússia, China, Índia, Paquistão e Israel? Ninguém sabe ao certo, pairam no ar somente acusações veiculadas pelos EUA, nenhuma prova, ao menos até agora.

Mas até quando continuaremos acreditando que isso basta para provar que um país é um perigo para a humanidade? Pois a chamada comunidade internacional não se angustia em nada com o fato, reconhecido unanimente por todos os institutos ocidentais de estratégia militar, de que Israel já produziu e tem estocadas 250 bombas atômicas, embora seja um país que vive à beira de um ataque de nervos.

Quem maneja o perigosímetro universal? Terá sido o Irã o país que lançou as bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki?

Na era da globalização, o direito de pressão pode mais do que o direito de expressão.

Para justificar a ocupação ilegal de terras palestinas, a guerra se chama paz. Os israelenses são patriotas e os palestinos são terroristas, e os terroristas semeiam o alarme universal.

Até quando os meios de comunicação continuarão sendo medos de comunicação?

Esta matança de agora, que não é a primeira nem será - temo - a última, ocorre em silêncio? O mundo está mudo, está surdo?

Até quando seguirão soando em sinos de madeira as vozes da indignação?

Até quanto nos conformaremos com essa linguagem infame da grande mídia que, simulando "objetividade" jornalística, nos informa sobre um combate nesta linguagem: tantos "terroristas" do Hisbollah foram aniquilados pelas forças "de defesa" de Israel.

Teremos todos nós nos transformados em estúpidos, a ponto de não percebermos que a forma da linguagem determina o conteúdo da "notícia”?

Estes bombardeios matam crianças: mais de um terço das vítimas, não menos da metade. Os que se atrevem a denunciar isto são acusados de anti-semitismo.

Até quando continuarão sendo anti-semitas os críticos dos crimes do terrorismo de Estado?

Até quando aceitaremos esta extorsão?

São anti-semitas os judeus horrorizados pelo que se faz em seu nome?

São anti-semitas os árabes, tão semitas como os judeus? Por acaso não há vozes árabes que defendem a pátria palestina e repudiam o manicômio fundamentalista?

Todos agem em nome de Deus, seja o Deus cristão, o Alá muçulmano ou o vingativo e momentaneamente triunfante Jeová judeu.

Como radical humanista que sou, nada quero com qualquer desses deuses nacionalistas e odiosos. O que não me impede de discernir que, em cada momento há um "deus" dos oprimidos e outro dos opressores.

Somos a única espécie animal especializada no extermínio mútuo. Destinamos US$ 2,5 bilhões, a cada dia, para os gastos militares, uma atividade econômica extremamente lucrativa aos capitalistas que a ela se dedicam.

A miséria e a guerra são filhas do mesmo pai: como todos os deuses cruéis, come os vivos e os mortos.

Até quanto continuaremos aceitando que este mundo enamorado da morte é nosso único mundo possível?

Até quando prolongaremos nossa postura cínica de "neutralidade", de não "tomar partido" ?

É o oprimido, malgrado seja um idiota fundamentalista religioso, igual ao fundamentalista opressor? São moralmente o mesmo? Que se matem entre si, é isso? Não temos mesmo de tomar partido?

(*) Eduardo Galeano, escritor e jornalista uruguaio, autor de As veias abertas da América Latina e Memórias do Fogo.

Michel Collon, periodista e escritor: mentiras midiáticas e israel


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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um exemplo contagiante


A comunidade internacional, aquela que conseguiu escapar da senzala, está exultante.

O Irã já conseguiu produzir mais de 17 quilos de urânio enriquecido.

E a boa notícia não para aí.

Ali Akbar Salehi, chefe do programa atômico do pais, informou que os cientista podem produzir, a partir de agora, pelo menos cinco quilos por mês.

É claro que isso está deixando os senhores da Casa Grande preocupados. Tanto que já instruíram seus vassalos a utilizarem de todos os meios para acabar com esse despropósito.

Um Irã atômico será um exemplo contagiante para os amantes da liberdade.

Os senhores da Casa Grande não querem correr o risco de ver as portas das senzalas escancaradas.

Tanto, que já instruíram o seu anão atômico, que atende pelo vulgo de Israel, a preparar futura ofensiva.

Ano eleitoral

Pensei que a campanha política iria ter início somente após a copa. Mas não é o que sucede aqui em Santos, na avenida da praia.

Veículos com decalques começam a se manifestar:

DILMA É O CAMINHO, SERRA O PEDÁGIO

Ansiedade causada pela Copa

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Serra seria eleito em Israel

Sinceramente, fosse eu o Serra me candidataria em Israel.

Ali ganharia no primeiro turno.

Foi o que aconteceu com Geraldo Alckmin na eleição passada.

O tucano teve 82% dos votos enquanto o presidente Lula apenas 10,2%.

Ao contrario do que ocorreu na Palestina, onde o presidente Lula teve 79,5% dos votos e Geraldo Alckmin míseros 6,4%.

Como se vê, não se deve perder a esperança jamais!


terça-feira, 22 de junho de 2010

Discurso de um veterano de guerra

"Trabalhadores pobres desse país são enviados para matar trabalhadores pobres de outros países, a fim de tornar os ricos mais ricos."

Os crimes de Guerra de Israel: 
Do USS Liberty à Flotilha Humanitária

Este texto é dedicado aos bravos mártires turcos do Mavi Marmara, em 31 de maio de 2010, e aos 34 marinheiros americanos do USS Liberty, em 8 de junho de 1967 – todos vítimas de um impenitente estado criminoso: Israel.

por James Petras

continue lendo AQUI

Ex-militar israelense acusa

"Son los soldados y marineros de la fuerza que se jacta de ser "Fuerza de Defensa de Israel" quienes ahora son los perseguidores y asesinos. No hay límites a la desgracia, la crueldad y la hipocresía que envuelven nuestros actos criminales con palabras de mentira y maldad".

Continue lendo AQUI o desabafo de Dov Yirmiya

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Nazi-sionismo


Fiquem atentos os que torcem pelo Brasil.

Nazi-sionistas pagos regiamente pelo governo israelense estão se misturando aos torcedores brasileiros com a bandeira de Israel.

E o típico oportunismo que conspurca qualquer imagem.

Robinho e mais 10


Leitores querem saber a minha opinião sobre a seleção brasileira.

Correndo o risco de não agradar, diria que a seleção brasileira é Robinho mais 10.

Explico: sou da geração Pelé e portanto não consigo imaginar o futebol brasileiro sem a graça, alegria e molecagem.

Afinal, foi isso que colocou ( e continua colocando) o Brasil no topo.

Goste ou não essa nova geração de comentaristas esportivos que, lamentavelmente, não consegue sair da senzala.

Sou de uma época em que, no cenário de guerra, bastava apresentar uma camisa da seleção brasileira para transitar por todos os caminhos e entrar em todas as portas.

E no Oriente Médio ficou tão famosa e querida essa camisa que, desgraçadamente, os invasores do Iraque a utilizaram para enganar.

Brasileiro com muito orgulho dizia.

Cheguei a ser convidado a dar ponta-pé inicial em partidas. Até convite para jogar recebi só pelo fato de ser jornalista brasileiro.

Talvez agora os leitores entendam porque sempre privilegiarei não a brutalidade, mas a alegria.

Robinho e mais 10.

E não se fala mais nisso.

Notícias que flutuam no esgoto midiático


"O Irã proibiu a entrada de dois inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica".

"Ministro alemão de Desenvolvimento, Dirk Niebel foi proibido por Israel de entrar na Faixa de Gaza".

"Israel publica versão diferente de alívio a Gaza em hebraico, diz "Haaretz"

"Palestinos: ou há bloqueio ou não há. Não aceitamos meias medidas e exigimos o final completo do bloqueio".

"Brasil desiste de papel de interlocutor entre Irã e potências".

"Netanyahu vai se encontrar com Obama".

Vocês repararam que os mortos da Flotilha da Liberdade sumiram do noticiário?

Vocês repararam que até agora ninguém informou o numero exato desses libertários?

Afinal foram 9, 19 ou 50?

Por que a mídia se cala?

Eis um bom momento para reflexão...

sábado, 19 de junho de 2010

Homenagem do blog ao escritor portugues José Saramago, falecido ontem aos 87 anos

Israel e os seus derivados

Por José Saramago

O processo de extorsão violenta dos direitos básicos do povo palestino e do seu território por parte de Israel tem prosseguido imparável perante a cumplicidade ou a indiferença da mal chamada comunidade internacional. O escritor israelita David Grossmann, cujas críticas, em todo o caso sempre cautelosas, ao governo do seu país têm vindo a subir de tom, escreveu num artigo publicado há algum tempo que Israel não conhece a compaixão. Já o sabíamos. Com a Tora como pano de fundo, ganha pleno significado aquela terrível e inesquecível imagem de um militar judeu partindo à martelada os ossos da mão a um jovem palestino capturado na primeira intifada por atirar pedras aos tanques israelitas. Menos mal que não a cortou. Nada nem ninguém, nem sequer organizações internacionais que teriam essa obrigação, como é o caso da ONU, conseguiram, até hoje, travar as acções mais do que repressivas, criminosas, dos sucessivos governos de Israel e das suas forças armadas contra o povo palestino. Visto o que se passou em Gaza, não parece que a situação tenda a melhorar. Pelo contrário. Enfrentados à heróica resistência palestina, os governos israelitas modificaram certas estratégias iniciais suas, passando a considerar que todos os meios podem e devem ser utilizados, mesmo os mais cruéis, mesmo os mais arbitrários, desde os assassinatos selectivos aos bombardeamentos indiscriminados, para dobrar e humilhar a já lendária coragem do povo palestino, que todos os dias vai juntando parcelas à interminável soma dos seus mortos e todos os dias os ressuscita na pronta resposta dos que continuam vivos.

Esta entrada foi publicada em Janeiro 22, 2009 às 10:46 pm e está arquivada em O Caderno de Saramago.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Judeus contra judeus…


judeus euro-sionistas vestidos de preto contrários à assimilação

Nada como um dia depois de outro.

Não foram poucas as vezes em que este blog denunciou o racismo latente na sociedade israelense.

É verdade que antes o racismo escancarado era contra os semitas palestinos.

E a mídia jamais se preocupou com isto, insistindo na mentira de que Israel era uma democracia.

Pois bem, agora não é mais possível tapar o sol com a peneira.

Mais de 200 mil judeus asquenazis (euro-sionistas) saíram as ruas para deixar bem claro que não querem que seus filhos freqüentem as mesmas escolas dos judeus sefaraditas (ibero-arabes, ou seja, os autênticos semitas).

São esses mesmos euro-sionistas que sempre governaram Israel e jamais aceitaram qualquer assimilação.

São filhos deles os neonazistas e colonos os que hoje se divertem espancando rabinos e palestinos.

É essa gente que tem por hábito invadir igrejas e mesquitas para agredir os fieis, com o silêncio cúmplice da mídia.

Definitivamente, é preciso libertar os judeus de Israel

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Futebol dos filósofos

Agora que a atenção da humanidade está voltada para a copa do mundo, aproveito para publicar, novamente, esse vídeo inteligente da turma do Monty Python

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mais uma do estado terrorista de israel

Agora a denúncia é de Cecília Goin, da Cruz Vermelha em Jerusalém:

“O bloqueio tem de ser completamente levantado. É o único meio possível para que os gazenses consigam reconstruir a vida normal”.

“A energia elétrica é cortada durante sete horas, todos os dias. Sem energia elétrica, até o atendimento a pacientes internados é posto sob risco grave”.

“Depois que a energia elétrica é religada, os reatores ainda demoram de dois a três minutos para começar a funcionar. Nessas condições, os aparelhos eletrônicos não funcionam normalmente. Os respiradores artificiais têm de ser religados manualmente; as diálises são interrompidas; as cirurgias são suspensas ou adiadas, porque os centros cirúrgicos mergulham em total escuridão”.

“Demoramos cinco meses para obter permissão para trazer um aparelho para exames de mamografia para o Shifa Hospital, principal hospital em Gaza. E mais cinco meses, até Israel autorizar a entrada de um equipamento para diálise. Para trazermos peças de reposição para ambulância, foram oito meses”.

“Faltam remédios essenciais, como drogas antiepiléticas; faltam tubos para os ventiladores pulmonares. De cerca de 700 itens hospitalares descartáveis, há falta absoluta de cerca de 110 itens".

"A situação da saúde em Gaza é absolutamente crítica.”

Lembre-se dos palestinos

todas as vezes que se

sentir injustiçado

seu país

ocupado

dividido

lares demolidos

hospitais destruídos

escolas fechadas

alunos, professores

perseguidos, assassinados

lembre-se dos palestinos

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ópera

Sugestão do leitor JC M

Imaginem mais de 30 membros da Companhia de Opera da Filadelfia misturados em meio ao povo em um mercado dentro da Itália como transeuntes comuns e de repente começam a cantar La Traviata. Vejam a reação das pessoas. Simplesmente, incrível.
 Aproveitem e se emocionem.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

NINGUÉM


A morte é um ponto final ou é o início de uma longa jornada ao desconhecido?

Quem poderá responder?

Conseguirá um dia a humanidade libertar Deus das religiões e o homem de Deus?

Estava divagando quando a inscrição sobre a campa do túmulo me chamou a atenção. Refeito do susto tentei descobrir se havia alguma outra inscrição. Nada. Não havia mais nada escrito além da palavra NINGUÉM e a data “26 de 10bro.1886” . Como assim “ninguém”, pensei comigo... Quem seria esse “ninguém”, que jazia ali há mais de um século?

No cemitério da Paz, que fica na parte elevada da cidade de São Roque, não consegui nenhuma resposta. Pergunto aos passantes a quem pertence o túmulo, ninguém sabe informar. Vou conseguir a resposta dias depois. O NINGUÉM é ninguém mais ninguém menos que Antonio Joaquim da Rosa, o Barão de Piratininga. Era grande comerciante, senhor de terras e amigo de D. Pedro II que, em sua visita a São Paulo, resolveu desviar-se do caminho para pernoitar em sua casa em 26 de fevereiro de 1846.

O Barão de Piratininga(1821-1886) era um intelectual e autor de três livros: A Assassina, A Feiticeira, A Cruz de Cedro.

Apesar de possuir um busto de bronze na Praça da cidade, poucos o conhecem e absolutamente ninguém conseguiu explicar a razão do NINGUÉM em seu túmulo. Dizem que ele teria sido excomungado pela igreja em razão de seus livros. No entanto, não existe nenhum registro sobre a excomunhão, mas isso não tem a menor importância, já que numa cidade com 100 mil habitantes, o importante não é o fato, mas a versão.

O Barão jamais se casou, mas narra a lenda que teria homenageado a cidade com dezenas de filhos, produto de encontros amorosos com suas escravas. Se isso tem alguma importância, não sei, já que não deixou descendentes legais, diga-se. Mas o NINGUÉM continua ali, mais vivo do que nunca, mais de um século depois de sua viagem final.

sábado, 12 de junho de 2010

Reflexões

Vivemos num mundo onde o Ter não tem limite e o Ser é ignorado.

Onde a sociedade agoniza vítima do parasita que produz o vírus emergente e o soldado que cozinha e come o coração do inimigo.

Onde a educação é obstáculo à inteligência e à liberdade - que planta a árvore para ocultar o bosque.

É a lógica imbecilizante que torna a humanidade descartável.

Nem felicidade nem virtude - sucesso.

De que vale a beleza do universo para o cego?

E a música para o surdo?

Por que nada é permamente?

Ser e divindade serão apenas uma questão de semântica?

Impossível e nunca são palavras que jamais devem ser utilizadas - a natureza humana não suporta limites.

Apenas o nascimento pode conquistar a morte e a morte é a ruptura do tempo.

Nenhuma coisa pode ser vista se você não souber como vê-la.

A vida é a lâmpada que contém a luz ou a luz de que a lâmpada é o veículo?

Mas o hábito anula a vida.

A verdade está no relâmpago.

Você pode atingir o eterno e superar o tempo. A escolha é sua.

Imortal, a humanidade jamais terá fim pois Deus precisa do homem para existir.

Medo e ódio não permitem pensar no amanhã.

E o muro a todos observa impassível.

O que o governo e os militares

israelenses tentam esconder?

Uri Avnery, Arabic Midia Internet

Network
http://amin.org/articles.php?t=ENews&id=3305

Se houvesse Comissão de Investigação séria em Israel (em vez de pretextos patéticos para impedir qualquer investigação), eis algumas das questões que teriam de ser respondidas:

1. Qual o verdadeiro objetivo do bloqueio da Faixa de Gaza?

2. Se o bloqueio visa a evitar que entrem armas na Faixa, por que só são autorizados a entrar em Gaza 100 itens (contra os mais de 12 mil que se encontram à venda em qualquer supermercado de porte médio em Israel)?

3. Por que não podem entrar em Gaza chocolate, brinquedos, lápis, canetas e papel, vários tipos de frutas e legumes (e por que canela entra, e coentro não entra)?

4. Que relação há entre (i) a decisão de proibir a importação de materiais de construção, para reparos e reconstrução dos milhares de prédios destruídos ou danificados na Operação Chumbo Derretido, e (ii) o argumento de que os materiais poderiam ser usados para construir abrigos para o Hamás –, se todos sabem que material mais do que suficiente para essa finalidade chega regularmente à Faixa de Gaza, pelos túneis?

5. O verdadeiro objetivo do bloqueio é transformar em inferno a vida de 1,5 milhão de seres humanos, na esperança de que se levantem e deponham o governo do Hamás?

6. Dado que isso ainda não aconteceu, e – ao contrário – o Hamás vem-se fortalecendo ao longo dos três anos do bloqueio, o governo israelense nunca considerou a possibilidade de alterar a política do bloqueio?

7. O bloqueio foi imposto para forçar a libertação do soldado Gilad Shalit, capturado pelo Hamás?

8. O bloqueio contribuiu de algum modo, para esse objetivo? Ou tem sido contraproducente?

9. Por que o governo israelense recusa-se a trocar Shalit por centenas de prisioneiros presos em Israel, dado que o Hamás aceita a troca?

10. É verdade que o governo dos EUA vetou completamente a troca de prisioneiros, sob ao argumento de que isso fortaleceria o Hamás?

11. Há qualquer tipo de discussão, no governo de Israel, que autorize a esperar que Israel algum dia cumpra os compromissos que assumiu em Oslo – de permitir e estimular o desenvolvimento do porto de Gaza –, de modo que se impeça o contrabando de armas?

12. Por que o governo israelense declara repetidas vezes que as águas territoriais da Faixa de Gaza seriam parte das águas territoriais de Israel, e que navios que por ali naveguem estariam “agredindo a soberania de Israel”, se se sabe que isso não é verdade, uma vez que a Faixa de Gaza não foi nunca anexada a Israel e que Israel, sim, anunciou oficialmente, em 2006, que “se separara” da Faixa?

13. Por que os ativistas pacifistas sequestrados em alto mar, e que jamais tiveram qualquer intenção ou desejo de aportar em Israel, foram acusados, pelo Procurador Geral de Israel, “tentar entrar ilegalmente em Israel”? Por que o Estado de Israel pediu que recebessem penas mais longas, por “tentativa de entrar ilegalmente em Israel”?

14. Quem é responsável por essas acusações ilegais e contraditórias, se, num momento, o governo de Israel diz que “se separou oficialmente da Faixa de Gaza” e que “a ocupação terminou” – e, no momento seguinte, alega ter direito de defender a “soberania do Estado de Israel” sobre as águas do litoral da Faixa?

Sobre a decisão de atacar a Flotilha

15. Quando os serviços de inteligência israelenses ouviram falar, pela primeira vez, dos preparativos para organizar a Flotilha? (Há evidências filmadas.)

16. Quando esses informes chegaram ao gabinete do primeiro-ministro, do ministro da Defesa, do Gabinete de governo, do “Comitê dos Sete” (encarregado das questões de defesa) e do comandante geral do Exército?

17. O que decidiram esses funcionários e essas instituições?

18. Que tipo de informação dos serviços de inteligência chegou a cada um deles?

19. Quando, quem tomou e como foi tomada a decisão de deter a flotilha por ataque militar armado?

20. É verdade que a secretária do Gabinete de governo Tzvi Hauser alertou para as graves consequências daquela ação e aconselhou a deixar que a flotilha atracasse em Gaza?

21. Houve outras vozes que tenham aconselhado nessa mesma direção?

22. O ministro dos Negócios Exteriores participou de todas as discussões?

23. Se participou, o ministro alertou sobre o impacto daquela ação nas relações entre Israel e Turquia e outros países?

24. À luz da evidência de que, antes do incidente, o governo turco informara ao ministério de Negócios Estrangeiros de Israel que a flotilha fora organizada por entidade privada não controlada pelo governo e não violava qualquer lei turca – o ministro Lieberman considerou a possibilidade de fazer contato com a organização da Flotilha, para tentar algum acordo e evitar a violência?

25. Deu-se a devida consideração à possibilidade de deter a Flotilha em águas territoriais, inspecionar a carga e deixá-la passar?

26. Alguém, em algum momento, considerou o impacto do ataque à Flotilha, na opinião pública internacional?

27. Alguém, em algum momento, considerou o impacto do ataque à Flotilha, nas relações entre Israel e os EUA?

28. Alguém, em algum momento, considerou a possibilidade de o ataque à Flotilha fortalecer o Hamás?

29. Alguém, em algum momento, considerou a evidência de que o ataque à Flotilha pode vir a tornar ainda mais difícil manter o bloqueio de Israel a Gaza?

Sobre o planejamento do ataque à Flotilha

30. Que tipo de informação de inteligência estava à disposição dos que planejaram o ataque à Flotilha? (Há provas gravadas.)

31. Alguém, em algum momento, considerou a evidência de que o grupo de ativistas que viajava nessa Flotilha é diferente do que viajou em outros barcos de protesto, porque dessa vez havia o componente turco?

32. Alguém, em algum momento, considerou que, diferentes dos pacifistas europeus, que acreditam na resistência pacífica, os ativistas turcos poderiam adotar meios de resistência ativa contra soldados que assaltassem barco turco?

33. Consideraram-se vias alternativas de ação, como bloquear o avanço da Flotilha com barcos não armados?

34. Nesse caso, se outras alternativas foram consideradas, por que foram rejeitadas?

35. Quem realmente coordenou o planejamento do ataque à Flotilha – o comandante geral do Exército ou o comandante geral da Marinha?

36. Se o responsável pela decisão de atacar militarmente a Flotilha foi o comandante da Marinha, a decisão foi aprovada pelo comandante geral do Exército, pelo ministro da Defesa e pelo primeiro-ministro?

37. Como se distribuíam as responsabilidades entre todos esses, no processo de tomada de decisão que levou ao ataque à Flotilha?

38. Por que a ação aconteceu fora das águas territoriais de Israel e da Faixa de Gaza?

39. Por que a ação foi executada em plena noite, na escuridão?

40. Alguém da Marinha israelense fez qualquer objeção à ideia de soldados descerem por cordas, de um helicóptero, sobre o convés do barco “Mavi Marmara”?

41. Durante as discussões, alguém chamou a atenção para a semelhança entre a operação que estava sendo planejada e a ação dos britânicos contra o navio “Exodus 1947” – que terminou em desastre político para os britânicos?

Sobre o ataque ao barco

42. Por que todas as comunicações do barco com o mundo foram cortadas, durante a operação, se nada havia a esconder?

43. Alguém protestou, em defesa dos soldados israelenses, de que poderiam estar sendo mandados para uma armadilha mortal?

44. Alguém, em algum momento, considerou a evidência de que os soldados israelenses permaneceriam, por vários minutos críticos, em perigosa posição de inferioridade e completamente expostos?

45. Quando, exatamente, os soldados israelenses começaram a atirar com munição real?

46. Qual dos soldados atirou primeiro?

47. O tiroteio – todo ou parte dele – pode ser legalmente justificado?

48. É verdade, como disseram os passageiros, que os soldados começaram a atirar ainda de dentro dos helicópteros?

49. É verdade que o tiroteio continuou mesmo depois de o capitão do barco e os ativistas terem repetido pelos altofalantes que o barco rendia-se, e depois, também, de terem levantado bandeiras brancas?

5‫0‬. É verdade que cinco dos nove mortos receberam tiros pelas costas, o que prova que tentavam afastar-se e, portanto, não eram ameaça à vida dos soldados?

51. Por que Ibrahim Bilgen, 61 anos, cinco filhos, candidato a prefeito de sua cidade natal, foi identificado como terrorista e foi morto?

52. Por que Cetin Topcoglu, 54 anos, treinador da equipe nacional de taekwondo da Turquia, que viajava com a esposa, foi identificado como terrorista e foi morto?

53. Por que Cevdet Kiliclar, 38 anos, jornalista, foi identificado como terrorista e foi morto?

54. Por que Ali Haydar Bengi, quatro filhos, professor de literatura formado pela escola al-Azhar do Cairo, foi identificado como terrorista e foi morto?

55. Por que Necdet Yaldirim, 32 anos, uma filha; Fahri Yaldiz, 43 anos, quatro filhos; Cengiz Songur, 47 anos, sete filhos; e Cengiz Akyuz, 41 anos, três filhos, foram identificados como terroristas e foram mortos?

56. É mentira que os ativistas tomaram a pistola de um soldado e atiraram nele, como disse o Exército de Israel? Ou é verdade que os ativistas desarmaram vários soldados e jogaram várias armas ao mar, sem usá-las, como disseram vários ativistas?

57. É verdade, como disse Jamal Elshayyal, jornalista e cidadão britânico, que os soldados negaram socorro a turcos feridos, durante três horas, período em que vários deles morreram?

58. É verdade, como disse o mesmo jornalista, que foi algemado com as mãos às costas e forçado a permanecer ajoelhado por três horas, exposto ao sol escaldante, sem água, e que foi impedido de ir ao banheiro e ouviu “mije nas calças”? É verdade que teve seu passaporte britânico confiscado e jamais devolvido? É verdade que lhe foram roubados e jamais devolvidos um computador laptop, três telefones celulares e 1.500 dólares em dinheiro?

59. É verdade que o exército de Israel manteve todos os passageiros sequestrados e presos em local ignorado, por 48 horas; que confiscou todas as câmeras, filmes e telefones celulares dos jornalistas a bordo, para impedir que circulasse qualquer informação que gerasse dúvidas sobre a versão dos fatos divulgada pelo exército de Israel?

60. Esse é procedimento padrão nesses casos, para manter o primeiro-ministro (ou seu representante e porta-voz, Moshe Yaalon, dessa vez) em cena, durante qualquer operação. O mesmo procedimento foi adotado em outros casos, como na operação Entebbe e na abordagem do navio “Karin A”; foi adotado também no caso do ataque à Flotilha?

Sobre o comportamento do porta-voz do exército de Israel

61. É verdade que durante as primeiras horas o porta-voz do exército de Israel distribuiu uma série de informes fictícios, para justificar o iminente ataque à Flotilha aos olhos dos israelenses e do público internacional?

62. Os poucos minutos de filme que têm sido exibidos centenas de vezes pelas televisões em Israel, desde o dia do ataque até hoje, são versões cuidadosamente editadas, para que não se veja o que aconteceu imediatamente antes e imediatamente depois do ataque?

63. O que há de verdade na declaração de que soldados teriam sido presos por ativistas no interior do barco e que estariam sob risco de “linchamento”, quando há fotos que mostram claramente que os soldados permaneceram cercados por tempo considerável por dúzias de ativistas que sequer os tocavam, e que um médico que viajava no barco socorreu vários soldados?

64. Que provas há de que a ONG turca IHH teria conexões com a al-Qaeda?

65. Que bases há para a informação – jamais confirmada até agora – repetida incontáveis vezes de que a ONG turca IHH seria “organização terrorista”?

66. Por que se diz que a ONG IHH estaria agindo sob ordens do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan, se se sabe que essa ONG, de fato, é aliada próxima de um partido da oposição a Erdogan?

67. Se a ONG IHH seria organização terrorista conhecida dos serviços de inteligência de Israel, por que a operação não foi abortada quando ainda estava sendo planejada?

68. Por que o governo de Israel não denunciou o plano da ONG IHH, antes do ataque aos barcos?

69. Por que, na propaganda oficial, a palavra “shahid”, em declarações de um dos ativistas, foi traduzida pelo governo de Israel – com evidente má fé – como se o ativista tivesse dito que desejava “matar e morrer”? (A palavra “shahid”, como todos sabem em Israel, designa alguém que se sacrifica para manifestar sua fé em Deus, exatamente como qualquer mártir cristão ou judeu.)

70. De onde brotou a mentira segundo a qual os turcos teriam gritado “Voltem para Auschwitz”?

71. Por que nenhum médico israelense foi convocado para informar os israelenses, imediatamente, sobre os ferimentos dos soldados feridos, depois dos anúncios oficiais de que pelo menos um soldado fora ferido à bala?

72. Quem inventou a história de que haveria armas nos barcos, e que teriam sido jogadas ao mar?

73. Quem inventou a história de que os ativistas transportariam armas de fogo – quando, na exibição organizada pelo próprio porta-voz do exército de Israel, só se viam objetos encontráveis em todos os barcos do mundo, sobretudo em barco equipado para transportar 1.000 passageiros (binóculos, instrumentos para primeiros socorros, canivetes, pedaços de metal, além de uma adaga iemenita decorativa e facas de cozinha)?

74. Todos aqueles itens – associados à incansável repetição da palavra “terroristas” e à censura de qualquer tipo de informação diferente – não configuram operação de lavagem cerebral?

Sobre a investigação

75. Por que o governo de Israel recusa-se a participar de comissão internacional de investigação composta de investigadores neutros, que o governo de Israel aceite?

76. Por que o primeiro-ministro e o ministro da Defesa de Israel anunciaram que estão dispostos a testemunhar – mas não respondem nossas perguntas?

77. De onde vem o argumento de que soldados não poderiam ser chamados a testemunhar – quando, em outras investigações, sempre houve altos oficiais, oficiais de baixo escalão e recrutas interrogados?

78. Por que o governo de Israel recusa-se a nomear Comissão Oficial de Inquérito, nos termos da lei israelense aprovada pelo Parlamento em 1966 exatamente para esses casos, como, por exemplo, as comissões nomeadas depois da guerra do Yom Kippur, depois do massacre de Sabra e Shatila, depois do atentado à Mesquita al-Aqsa (um australiano louco incendiou o púlpito da mesquita), e também para investigar denúncias de corrupção nos esportes e o assassinato do líder sionista Chaim Arlosoroff (e quase 50 anos depois do crime!)?

79. O governo de Israel terá algo a temer do trabalho de uma Comissão de Inquérito, cujos membros são indicados pelo presidente da Suprema Corte, e que tem poder para convocar e interrogar testemunhas, para exigir que se exibam provas e para determinar responsabilidades pessoais em erros e crimes?

80. Por que, agora, o governo de Israel decidiu nomear um comitê patético, sem poder legal para coisa alguma, sem qualquer credibilidade, nem em Israel nem em lugar algum?

E, afinal, a pergunta mãe de todas as perguntas:

81. O que o governo e os militares israelenses tentam esconder?