sexta-feira, 30 de julho de 2010




Tomo aqui a liberdade de reapresentar a proposta com 10 pontos que, creio eu, poderá ajudar na resolução do “conflito” entre israelenses e palestinos.

1-Demolir o muro erguido para segregar os palestinos, atitude que envergonha qualquer nação civilizada;

2-Devolver todos os territórios ocupados a partir de 1967;

3-Reconhecer o direito dos palestinos ao retorno;

4-Respeitar e acatar as Resoluções da ONU para a região.

5-Definir suas fronteiras porque até agora Israel é o único país do mundo sem fronteiras definidas, ocupando três países (Palestina, Síria e Líbano);

6-Seguir o exemplo dos palestinos e criar uma Constituição;

7-Abolir de vez o crime hediondo de tortura, legitimado por sua Corte Suprema;

8-Punir os militares que assassinam adolescentes palestinos para a extração de órgãos, pratica essa denunciada por Hanna Friedman, dirigente do Comitê Público Contra a Tortura em Israel.

9-Abolir as barreiras e os postos de vigilância que impedem os palestinos de ir e vir;

10-Punir exemplarmente seus soldados que utilizam crianças palestinas como escudos humanos.

Feito isso, os israelenses terão os palestinos como principais aliados e parceiros, colocando um ponto final nesse conflito que já dura mais de 60 anos. Em seguida, os israelenses completarão esse acordo, sempre em parceria com os palestinos, com a reconstrução dos hospitais, escolas, estradas, além, naturalmente, de dividir eqüitativamente a água, tão importante para os dois países. Poderão ajudar também na reconstrução das casas demolidas por seus buldozers e abolir o castigo coletivo.

Como se vê, a aplicação desses pontos é simples, basta vontade.

As novas gerações agradecem.
Assim falou Noam Chomsky


“Os EUA são os maiores terroristas do mundo. Não consigo pensar em qualquer país que tenha feito mais mal do que eles. Para os EUA, terrorismo é o que você faz contra nós e não o que nós fazemos a você”.

“A guerra no Iraque foi tão agressiva e terrível que se assemelha ao que os nazistas fizeram. Se aplicarmos essa mesma regra, Bush, Blair e Aznar teriam de ser enforcados, mas a força é aplicada aos mais fracos”.

Leia   AQUI  em português, a integra da entrevista.

quinta-feira, 29 de julho de 2010




Israelenses destroem aldeia beduína


Israel continua fazendo aquilo que mais gosta. Destruir casas de palestinos e promover limpeza étnica.

Desta vez as vitimas foram beduínos que vivem no deserto de Negev.

Mais de 50 casas da aldeia de Al-Arakib foram arrasadas por buldozers e em seguida queimadas, deixando ao desabrigo mais de 300 pessoas, 200 das quais crianças.

Bem que os beduínos tentaram dialogar, inutilmente.

Os soldados não quiseram conversa.

Depois de destruir e queimar as casas, retiraram-se, deixando um rastro de dor e lágrimas.

Abaixo, vocês vêm as imagens.

O último suspiro da abelha


Said Hillis, 60 anos está inconsolável. Palestino, dos arredores de Gaza, não se conforma com a brutalidade dos israelenses.

Said  vivia da venda de mel. Não vive mais porque seus apiários foram destruídos pelo exército de Israel.

“Gostaria de entender que mal minhas abelhas causaram”, fala pausadamente enquanto observa  as desesperadas tentativas de algumas abelhas buscando a vida.

“ Eu ainda implorei para que poupassem as abelhas, murmura diante do apiário totalmente destruído, mas não me ouviram. Alias ouviram sim. Disseram que estavam explodindo o apiário porque uma abelha teria picado um soldado” ...

“Nem adiantou eu dizer que as abelhas só atacam quando ameaçadas, mas não quiseram saber...

“Um dos soldados até argumentou com o comandante que ele conhecia as abelhas e que elas nunca atacaram ninguém. Mas o comandante foi irredutível”.

Explodiram tudo. Até as oliveiras centenárias, que resistiram até hoje, eles destruíram, alegando que poderiam abrigar terroristas”...

Vizinhos se aproximam para consolá-lo, mas não conseguem evitar suas lágrimas.

Said segura uma das abelhas moribundas e carinhosamente sopra sobre o seu frágil corpinho.

Ela expira olhando para ele.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Barco somente com mulheres vai levar ajuda humanitária a Gaza

Nas próximas semanas mais um barco com ajuda humanitária para a população de Gaza deverá partir do porto libanês de Trípoli.

A bordo irão apenas mulheres, 50 para ser exato, de várias partes do mundo.

O barco estampa o nome singelo de Máriam, nome da mãe de Jesus de Nazaré.

Por conta disso, e para evitar represálias das autoridades israelenses,  todas as mulheres serão identificadas com o nome de máriam.

Serão Mariam 1, Mariam, 2 , Mariam 3 e assim por diante.

Uma das organizadoras, Samar Al Haj explicou que o nomeMáriam  é uma homenagem merecida já que a Virgem Maria é reconhecida por todas as religiões”.

Máriam 1 é uma advogada hindu, casada com um almirante: “sou  seguidora dos ensinamentos de Mahatma Gandhi, que lutou pacificamente contra todas as formas de opressão ao longo da vida. Ele também se opôs à ocupação da Palestina ", afirmou.

Máriam 2 é uma bióloga de descendência armênio-libanesa: “fiquei indignada com os israelenses  que assaltaram o barco turco de ajuda humanitária Mavi Marmaris”. 

Além de mantimentos, o barco transportará medicamentos, principalmente remédio contra o câncer, proibido de entrar em Gaza por Israel.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pedofilia e assassinato em massa


Os Estados Unidos estão indignados. Em menos de duas semanas vieram a público documentos secretos, alias altamente secretos, acusando os militares do país de pedofilia e de assassinatos em massa de civis.

Que o digam as populações do Iraque, Paquistão, Afeganistão e por que não, Palestina.

O governo quer saber quem foi ou foram os responsáveis.

E a mídia repercute.

Bobagem.

Claro que o governo mostra indignação.

E claro que todos sabemos que os documentos secretos foram divulgados pelo próprio governo.

Essa é uma das formas que Obama encontrou para deixar de ser refém das empresas privadas que hoje controlam todo o serviço de informação do país.

Se vai dar certo, ou não, o tempo dirá.

Obama sabe que ele pode ser a próxima vítima.

Não porque seja muito diferente dos Bush( há sim uma pequena diferença), mas porque, ao contrario de seus antecessores, ele  se recusa a dar carta branca aos criminosos que dizem defender os Estados Unidos.

Pedofilia e assassinato em massa.

É a  democracia Ocidental  e Cristã em sua plenitude.

Frase mágica que os Estados Unidos sempre utilizaram para ocupar e saquear países.

Inclusive nas maltratadas Américas.

Nós, mais velhos, nem precisamos recorrer à História.

Todos conhecemos o sabor da Democracia Ocidental e Cristã.

Era a época do prendo e arrebento.

Ditaduras eram semeadas em nome da Democracia Ocidental e Cristã.

E com apoio da mídia.

Lembram?

Quando o cheiro de cavalo era preferível ao do povo.

Esse povo estúpido que não sabe votar, que prefere iletrados a doutores.

Ah, esses doutores que já esgotaram seu estoque de sais e de rapés.

Que não podem ver um macacão que se arrepiam todos.

Mas a História é implacável e caminha sempre para a frente.

O Império treme.

Já dizia alguém que ele não passava de um tigre de papel.

E essa previsão está se confirmando.

E acreditem, seus dentes atômicos serão a sua ruína.

Já era mais do que hora.

Os oprimidos e explorados agradecem.

segunda-feira, 26 de julho de 2010


A favor do diálogo


Antes de mais nada vamos esclarecer um fato. Não existe nenhum conflito na Palestina como insiste a mídia sicofanta. O que há é uma ocupação e, portanto onde se lê conflito leia-se resistência. Resistência dos semitas palestinos contra o ocupante euro-israelense. Se os israelenses não entenderem isso, e entender isso significa abandonar os territórios ocupados, não haverá a mínima possibilidade de paz.

O que é lamentável.

Sou daqueles que entendem que o diálogo é sempre o melhor caminho. E o melhor caminho, se me permitem, tanto para israelenses como palestinos é a criação de um Estado único, laico e democrático onde todos possam conviver sejam eles ateus, cristãos, judeus, muçulmanos ou quem mais.

Há três mil anos que a Palestina sofre ocupações. E há três mil anos que os palestinos resistem.

Foi invadida por Persas, gregos, egípcios, hebreus, romanos, bizantinos, cruzados e finalmente turcos, para ficarmos apenas nos mais conhecidos. E no século 20 a Palestina foi novamente invadida, desta vez pela Inglaterra que abriu a porta para europeus de quase todas as etnias, seguidos de norte americanos, latinos americanos e por todos aqueles que se intitulavam e se intitulam descendentes dos antigos hebreus, que teriam herdado a terra diretamente de Deus.

E citam a Bíblia por testemunho.

É verdade que de acordo com a bíblia deus teria dito algo nesse sentido ao iraquiano Abraão e ao egípcio Moisés. Mas isso já faz mais de três mil anos. Aliás, utilizar o texto bíblico como contexto para a usurpação é crer que o cérebro humano é feito de excremento. E a se considerar esse tipo de argumento, muito mais direito têm os denominados índios das Américas, que foram massacrados e tiveram suas terras usurpadas pelos europeus que por aqui aportaram a partir do século XV.

O povo palestino resiste há três mil anos e com certeza continuará resistindo. Só quem não entende a natureza humana pode acreditar na vitória da opressão.

Por isso, o melhor caminho para os israelenses é o caminho da negociação e da paz.

A humanidade agradece.

sábado, 24 de julho de 2010

Cloaca Máxima


A invasão e ocupação do Iraque, Afeganistão e Palestina estão servindo para desmascarar os ditadores que sempre governaram aquela região.

Reis ou presidentes são na verdade senhores feudais com o hábito de transformar a brutalidade em ciência e o assassínio de inocentes em sua razão de ser.

Tudo em nome de uma pátria que eles não titubeiam em vender ou abandonar assim que ouvem o primeiro disparo.

Talvez agora as coisas comecem a mudar de fato, pois o povo está aprendendo que só pode contar consigo. Fato, aliás, que os palestinos aprenderam depois de décadas de sofrimento e humilhação.

Por isso eles incomodam tanto e por isso são tão temidos pelos governantes árabes e seus protetores israelenses e americanos.

Vítima da cloaca máxima denominada ONU, cuja existência serviu apenas para a criação do Estado de Israel, o povo palestino continua só em sua luta para recuperar a dignidade, sua e da humanidade.

Essa humanidade omissa e passiva que não consegue enxergar dois passos à frente.

O que querem os palestinos? Justiça, apenas justiça.

E disso a ONU não pode se omitir já que ela foi a responsável pela partilha da Palestina em dois Estados.

Apesar de serem os habitantes milenares da região com um número infinitamente superior aos europeus que ali desembarcaram, coube aos palestinos pela Resolução 181 da ONU apenas 47% do país. Mas eles jamais conseguiram isso nem mesmo quando aceitaram os Acordos de Oslo, que lhes ofereciam apenas 22%.

Mais tarde os palestinos foram acusados de intransigentes porque se recusaram a aceitar o Plano Barak, que lhes oferecia apenas 17% do território.


                 Mapa da Palestina: antes e depois da divisão

E agora, o governo israelo-estadunidense quer que eles aceitem apenas 7% do território a que têm direito.

Israel oferece essa excrescência e depois os acusa de não quererem negociar.

E o que a cloaca máxima denominada ONU diz disso tudo?

Só dando descarga para ouvir.

sexta-feira, 23 de julho de 2010


Rio Jordão virou esgoto a céu aberto


O rio Jordão, o rio bíblico onde João Batista batizou Jesus Cristo está altamente poluído e contaminado.

Suas águas antes azuis e cristalinas, hoje são barrentas e fedorentas.

Fedem mais que o Tietê e o Pinheiros que cortam São Paulo.

O rio é controlado pelo exército de Israel, que não entende a questão ecológica como algo prioritário.

Já que nem mesmo o Ministério do Meio Ambiente do estado judaico mostrou-se sensível com esse rio que se encontra em estado terminal.

Embora tenha sido procurado por cristãos palestinos em busca de uma solução, o ministério sequer se dignou em responder.

Apesar disso, e do perigo de doenças, muitos fieis acorrem ali para o batismo, sem que sejam alertados da gravidade pelas autoridades.

O rio Jordão tornou-se um esgoto a céu aberto transportando em suas águas todo tipo de moléstias.

Lamentável.

Rio Jordão, de sagrado a poluído

quinta-feira, 22 de julho de 2010


O muro israelense do apartheid
 Um fato que não necessita de texto, as  imagens falam por si...

terça-feira, 20 de julho de 2010

    Israel em busca da pureza racial

                 A verdadeira face do Império

Israel está se tornando uma ilha ariana cercada de semitas por todos os lados.

Que o digam seus governantes, que não satisfeitos com a execução diária de palestinos, resolveram diversificar construindo um paredão de sangue, que a mídia subserviente e racista repercute com o nome de "Barreira de Segurança".

Ao custo de dois bilhões e meio de dólares, o paredão teria a finalidade de proteger os uniformizados discípulos de Hitler das pedras de crianças semitas que protestam contra a ocupação, o que não impedirá que mísseis e helicópteros sionistas atinjam a população palestina.

No fundo, o que esses governantes querem mesmo, como bons arianos, é preservar a pureza racial nem que para isso transformem todos os cidadãos israelenses em carcereiros.

Azar dos palestinos que, como bons semitas, nunca deram a mínima para esse negócio de pureza racial por entender que todos fazemos parte de apenas uma raça: a raça humana.

A continuarem os massacres diários contra os palestinos, em Israel não haverá mais soldados, mas cúmplices.

Aos abismados e perplexos com essa espiral da violência fica o recado. Enquanto esse mísero planeta for dividido por fronteiras físicas e sociais essa espiral não terá fim.

É preciso humanizar a humanidade.


Assim falou Leonardo da Vinci

"Eu sei bem que alguns arrogantes acreditam poder me criticar, porque não sou erudito. E, se não posso citar, como eles, todos os autores, considero mais digno ler na experiência, na mestra de seus mestres."
 

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Calendário Insano






            Segunda-feira – Helicópteros israelenses explodem um carro que circulava em Gaza, Palestina ocupada. Todos os seus ocupantes morreram.O governo de Israel afirma que valeu a matança porque no veículo viajava o chefe do Hamas.
Terça-feira – Tanques israelenses explodem mais um carro que circulava pelas ruas de Gaza, Palestina ocupada, matando todos os passageiros. O governo de Israel assevera que valeu a hecatombe porque no veículo viajava o chefe do Hamas.
Quarta-feira – Helicópteros israelenses explodem outro carro que circulava em Gaza, Palestina ocupada. Não houve sobreviventes. O governo de Israel insiste que valeu o derramamento de sangue porque no veículo viajava o chefe do Hamas.
Quinta-feira – Tanques de Israel explodem uma casa de palestinos, em Gaza, Palestina ocupada, matando todos os moradores. O governo de Israel repete que valeu o massacre porque na casa vivia o chefe do Hamas.
Sexta-feira – Aviação israelense destrói dezenas de casas em Gaza, Palestina ocupada, vitimando um número desconhecido de palestinos. O governo de Israel garante que ali vivia o chefe do Hamas e que sua morte valeu o holocausto.
Sábado – Soldados israelenses assassinam Sâmia, de oito anos, diante da escola da ONU, em Gaza, Palestina ocupada. O governo de Israel não informou se ela era a chefe do Hamas.
Domingo – “Colonos” israelenses, apoiados por aviões, helicópteros, tanques e infantaria, perseguem crianças palestinas que atiravam pedras contra os ocupantes de sua terra. O governo de Israel afirma que as crianças obedeciam ordens do chefe do Hamas. Mas não explicou como era possível que alguém que eles disseram ter executado na segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira agora liderava uma manifestação de crianças.
E a mídia  repercute essas “informações” das tropas de ocupação, sem ao menos se preocupar em ouvir o outro lado, as vítimas palestinas.
Lamentável.

sábado, 17 de julho de 2010

Que dor...



Recebi de um grande amigo, procurador do Estado, o seguinte e-mail, que repasso aos leitores. Esclareço que omiti o seu nome por razões que todos entenderão.

“Amigo Georges

Puxa, como a vida pode ser uma merda, uma merda!

Um colega meu de trabalho, um bom colega, sem nenhuma posição política definida, mas uma pessoa boa, honesta e sensível, me relatou hoje uma dessas merdas completamente desnecessárias da vida.

A filha dele, uma menina de 17 anos (que eu não conheço) se apaixonou por um menino da idade dela, um menino um ou dois anos mais velho do que ela. Parece que o menino é boa gente, ele foi bem recebido pelos pais da menina, foi recebido com um amável jantar em casa, coisas assim.

Pois o inacreditável é que os pais do rapaz, ao descobrirem o namoro, PROIBIRAM o namoro dele com a menina, porque ele é de família judia e a menina é filha de mãe síria, casada com um brasileiro. 

Pior: o rapaz OBEDECEU os pais e acabou de romper o namoro com a menina, o rapaz repetiu para ela o inacreditável argumento de “raças inimigas”.

Georges, imagine só, um JOVEM se submeter a um argumento besta e desumano desse...

Que tempos horríveis estamos vivendo!

A menina está em prantos, sem entender nada, e os pais dela não sabem o que dizer para consolá-la.

E eu, completamente incompetente, não soube o que dizer para me solidarizar com o meu colega de trabalho!

Só fiquei estarrecido e idiotamente mudo.

 Senti uma tristeza sem limites.

Acabo de chegar em casa com uma vontade besta de chorar...

Que merda este nosso mundo, Georges”!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Amigos

Estou viajando e  o blog deve retornar à normalidade na próxima terça feira. Domingo e segunda feira estarei participando do Festival de Cinema de Paulínia, para acompanhar o debate e  a leitura do roteiro A Ultima Estação( falarei desse filme proximamente).

Por isso o blog poderá sofrer alguns atrasos em sua atualização.

Agradeço a compreensão de todos,  um grande abraço e fiquem com a notícia do jornal Correio da Manhã de Portugal

Família judaica causa polêmica com vídeo no YouTube
Dançar em campos de concentração

Jane Korman, filha de um sobrevivente dos campos de concentração nazis, colocou um vídeo no YouTube que está a suscitar acesa polêmica.
As imagens mostram Adolf Korman, de 89 anos, e os seus três filhos a dançarem ao som do sucesso ‘I Will Survive’, de Gloria Gaynor, nos ex-campos de concentração de Auschwitz (Polónia), Dachau (Alemanha) e Theresienstadt (República Checa).
Vários sobreviventes do Holocausto manifestaram a sua indignação, considerando o vídeo de mau gosto. Mas Jane Korman rejeita as críticas e diz que o vídeo deve ser visto como uma "celebração da vida".
E em http://www.informationclearinghouse.info/article25926.htm você assiste a devastação que a BPcontinua causando.


terça-feira, 13 de julho de 2010


Desde quando Gaza é território israelense?

"Eu digo de forma muito clara: nenhum navio chegará a Gaza. Nós não permitiremos que nossa soberania seja prejudicada”, disse Lieberman a uma rádio, referindo-se ao bloqueio naval de Israel ao território Palestino controlado pelo Hamas.
A informação é da agência Reuters e repercutida por toda a mídia.
A pergunta é simples.
Desde quando Gaza é território israelense?
Se Israel reconhece que Gaza é território israelense, por que não concede cidadania a seus habitantes?
A verdade é que Israel não pode conceder cidadania aos palestinos por uma simples razão.
O pais deixará de ser estado judaico e correrá o risco de se tornar uma democracia.
Fato impensável para os dirigentes do país.
O conceito de democracia deles exclui todos os que não professam a religião judaica.
No entanto, o estranho nisso tudo não é a arrogância dos governantes de Israel, mas o silêncio da mídia, que jamais questiona qualquer atitude do estado judaico.
Nem mesmo quando constrói muralhas abomináveis e mantém em campo de concentração mais de um milhão e meio de seres humanos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dustin Hoffman e Meg Ryan boicotam Festival de Cinema de Jerusalém

Definitivamente, admiro cada vez mais o ator Dustin Hoffman.
E também a atriz Meg Ryan.

Os dois recusaram convite para participar do Festival de Cinema de Jerusalém.

Quem disse que não há vida inteligente em Hollywood?

O israelense Molad Rayo, responsável pelo Festival disse ao jornal Jerusalém Post que a recusa dos dois atores provavelmente era um protesto contra o ataque à Flotilha da Liberdade.

O Festival que teve inicio na quinta feira, transformou-se em retumbante fracasso, pois atores, diretores e roteiristas de outros países também se recusaram a comparecer.

E se não publico o nome desses atores, diretores e roteiristas, é porque a mídia, cuja função teórica pressupõe informação, simplesmente silenciou.

Mas não somente pessoas ligadas ao cinema recusaram-se a comparecer.

O príncipe Albert, de Mônaco, também declinou do convite.

Mesmo sabendo que o Festival de Cinema deste ano iria homenagear sua mãe a ex-atriz Grace Kelly.

Nesse aspecto pode-se afirmar que o príncipe Albert foi coerente, já que a sua mãe apoiou os revolucionários argelinos contra a ocupação francesa.


Nada como um dia após outro...
A resposta

Aqui você assiste a resposta de ativistas palestinos, britânicos, italianos, suecos e dinamarqueses à dança realizada pelos soldados israelenses(veja neste blog) na mesma cidade de Hebron(Palestina Ocupada).

Três dos dançarinos fizeram o papel der soldados e “detiveram” três palestinos. Os organizadores disseram que foi o ato  um protesto contra a presença das tropas de Israel.

domingo, 11 de julho de 2010


A CNN errou tudo sobre o aiatolá Fadlallah
Robert Fisk -  The Independent, UK
Se me consultassem, eu adivinharia. A CNN demitiu um de seus principais editores de Oriente Médio, Octavia Nasr, por ter divulgado pelo Twitter elogio ao Grande Aiatolá Sayyed Mohammed Hussein Fadlallah do Líbano: “é um dos gigantes do Hizbollah que eu respeito muito.”
Bom, não foi homem do Hizbollah, mas isso nada altera. E, sim, foi um gigante, sem dúvida alguma. Foi homem de imenso saber de jurisprudência, defensor dos direitos das mulheres, combatente incansável contra os ‘crimes de honra’, crítico do sistema teocrático de governo do Irã e... OK. OK. Melhor eu parar, antes que me telefone a tal de Parisa Khosravi[1] , que atende pelo título de “primeira vice-presidente da CNN” – e sabe-se lá o que fazem essas figuras e o quanto ganham para desnoticiar e des-decidir. – Parisa foi quem anunciou que tivera “uma conversa” com Nasr (que trabalhava na CNN há mais de 20 anos) e que “decidimos que ela deixará a empresa.”
Oh, santo deus! A pobre velha CNN, cada vez mais acovardada, a cada minuto. Por isso, claro, ninguém mais presta atenção às opiniões da CNN. Exatamente o contrário do que se deve dizer sobre Fadlallah. 
Os EUA divulgaram que Fadlallah teria abençoado o homem-bomba que explodiu a base naval dos EUA em Beirute em 1983, matando 241 homens e mulheres que lá serviam. Fadlallah negou, várias vezes, em vários encontros que tive com ele, e acredito nele. Homens-bomba, por loucos que nos pareçam, não precisam de bênçãos; morrem convencidos de que cumprem seu dever diretamente frente a Deus, sem precisar de ajuda de marja como Fadlallah. Com deus ou sem deus, há provas de que Washington usou dinheiro dos sauditas para preparar o carro-bomba que deveria ter assassinado Fadlallah em 1985. Fadlallah não morreu. Mas os EUA mataram mais de 80 civis inocentes naquele atentado. Não sei o que a Sra. Khosravi pensaria sobre isso. “Sem comentários”, provavelmente.
Fato é que até a embaixadora britânica no Líbano Frances Guy, escreveu em seu blog pessoal que Fadlallah era homem que ela muito respeitava e com quem gostava muito de conversar no Líbano. É mistério impenetrável para mim, o que leva gente importante a ter blogs pessoais. Mas a embaixadora britânica virou alvo da fúria do ministro de Negócios Exteriores de Israel, cujo porta-voz disse que “seria interessante” saber o que Londres pensa das opiniões de sua embaixadora.
Muito mais interessante seria, acho eu, saber o que pensa Liberman sobre os passaportes britânicos que seu governo roubou e adulterou, para infiltrar um assassino israelense em Dubai, faz pouco tempo. 
Tudo isso ajuda a mostrar que Fadlallah – que também foi poeta – continua a perturbar muita gente, mesmo depois de morto. 
Quando meu amigo e colega Terry Anderson foi sequestado em Beirute (16/3/1985) – depois de sete anos seqüestrado, chegou a ser o refém que mais tempo permaneceu em mãos dos sequestradores – fui falar com Fadlallah, que Anderson havia entrevistado há pouco tempo. “Ele esteve em minha casa e está sob minha proteção”, disse-me Fadlallah. “Considero-o meu amigo.” Essa frase muito provavelmente salvou a vida de Terry. Por extraordinária coincidência, Terry esteve em visita a Beirute essa semana com um grupo de alunos, mas não sei se a visita que fez aos subúrbios do sul de Beirute lhe valerá alguma medalha.
Naquele tempo, os jornalistas nos referíamos a Fadlallah como “líder espiritual” do Hizbollah, o que não era verdade. Fadlalah apoiou a resistência libanesa durante a invasão israelense em 1982 e era feroz opositor da política dos EUA para a região – exatamente como todo mundo, inclusive os EUA hoje, me parece – e pôs fim às sangrentas cerimônias dos xiitas na Ashura (quando os xiitas se autoflagelam, na data que marca a morte do filho do Profeta).
Voltei a procurar Fadlallah, outra vez pensando em sequestro. Estava com viagem marcada para Bagdá e queria alguma orientação sobre como não ser sequestrado. Ouviu-me com extrema gentileza e recomendou que eu procurasse um amigo seu, também religioso xiita, na capital do Iraque. Foi o que fiz, e fui escoltado a Najaf e Karbala por um aluno do amigo de Fadlallah, que viajava no banco da frente do carro, em trajes religiosos, o tempo inteiro lendo o Corão. “Fiquei muito preocupado com você”, disse-me o amigo de Fadlallah, quando voltei a Bagdá. E o senhor só me diz agora, respondi.
Mas havia outro motivo pelo qual Fadlallah ajudou-me. A cada momento, enquanto estive nas cidades santas do Iraque, tinha de encontrar-me com algum clérigo xiita, todos ex-alunos de Fadlallah. E cada um deles me entregava enorme pilha de escritos e documentos – seus respectivos sermões, ao longo de 10, 15 anos. A todos prometi que entregaria os sermões a Fadlallah. E foi o que fiz, um mês depois, quando um Fisk que não dava um passo sem olhar em volta, com medo de ser seqüestrado, carregava duas malas cheias de papéis pelos subúrbios do Hizbollah, no sul de Beirute. Fadlallah recebeu-me com um vasto sorriso. Sabia o que havia nas malas. Mr. Fisk carregara mais saber jurisprudencial xiita do que jamais saberá avaliar. E Fadlallah sabia sobre o que andavam falando os seus colegas em Najaf e Karbala.
Francamente, nada, no mundo, me interessa menos do que a opinião da vice-presidente Khosravi da CNN sobre essa história – desde que me poupe de uma de suas “conversas”. – Tampouco me interessam a opiniões do ministro de Negócios Exteriores de Israel. Nem me interessa o que pensem embaixadores britânicos, vale lembrar. 
Não tenho dúvida alguma de que Fadlallah foi homem sério e muito importante, cujos sermões sobre a necessidade de regeneração espiritual e de mais generosidade fez mais bem que o banho de retórica que sempre afogou o Líbano. Seu funeral foi acompanhado por centenas de milhares de pessoas, em Beirute, na 3ª-feira. Para mim, não foi surpresa.
 [1] Sobre ela, em
Aziz Dweik, Deputado do Hamás:

“A Flotilha da Paz fez pela Palestina mais que 10 mil mísseis”

Robert Naiman, The Huffington

Quem ainda duvida de que a ação estratégica não violenta possa transformar a política no conflito entre Israel e os palestinos? Aziz Dweik, deputado do Hamás, já não tem dúvidas disso, como noticia o Wall Street Journal[1]: “Quando usamos violência, ajudamos Israel a conquistar apoio internacional”, disse Aziz Dweik, destacado deputado do Hamás na Cisjordânia. “A Flotilha de Gaza fez mais que 10 mil mísseis”.

Até há poucos meses, o bloqueio de Gaza não era item de destaque na agenda mundial. Hoje, o governo israelense está sendo politicamente obrigado a “aliviar” o bloqueio. Não, ainda, a levantar completamente o bloqueio: continuam proibidos de sair de Gaza produtos de exportação; ainda não podem entrar matérias-primas e peças de reposição para as fábricas de Gaza. Mas mesmos as medidas que “aliviam” o bloqueio e que acabam de ser anunciadas, além de Israel ter substituído a lista de itens proibidos por lista de itens permitidos, são demandas dos palestinos que, antes da Flotilha da Paz, o governo de Israel rejeitara sumariamente.

E a história ainda não acabou: a imprensa internacional informa sobre o bloqueio mais do que jamais antes; analisa as declarações de Israel, como jamais antes; dá espaço aos argumentos de grupos defensores de direitos humanos israelenses, palestinos e internacionais, como jamais antes. E há mais barcos a caminho de Gaza.[2]

O que se poderá conseguir, se governos e movimentos de massa que se opõem às políticas israelenses para os palestinos jogarem todo seu peso a favor de outras exigências dos palestinos, igualmente irrefutáveis, do ponto de vista moral?

O que acontecerá se, por exemplo, governos e movimentos de massa que se opõem às políticas israelenses para os palestinos exigirem que os EUA parem de subsidiar – pelo uso abusivo do dinheiro dos contribuintes encaminhado para grupos que apóiam as colônias exclusivas para judeus em terra palestina –, a construção de colônias israelenses na Cisjordânia, que até o governo israelense reconhece que são construções ilegais?

Vários grupos, nos EUA, fazem doações, isentas de impostos, para ajudar colonos israelenses a construir nos territórios ocupados, obstruindo, na prática, a criação de um Estado palestino, e contra a política declarada do governo dos EUA e, em alguns casos, contra, também, o governo de Israel, como noticia o New York Times:[3]

O Times anota vários traços extraordinários sobre essa atividade:

               em vários casos de doações, não se pagam impostos devidos;

             algumas das colônias israelenses subsidiadas por grupos norte
americanos são ilegais, sob a lei israelense;

               o governo israelense não isenta de impostos grupos que apóiam a
construção de colônias, enquanto que, nos EUA, esses grupos
acabam por se tornar isentos, dado que não respeitam a lei norte-americana;

               funcionários dos EUA e oficiais militares israelenses, privadamente,
têm reclamado do trabalho desses grupos, em parte porque
alguns dos movimentos de judeus que recebem ajuda desses grupos norte-americanos desafiam abertamente o governo israelense e participam, regularmente, de movimentos violentos contra a lei e a polícia israelenses;

       parte significativa da atividade dos grupos de colonos judeus
radicais é financiada por grupos protestantes de extrema
direita (chamados “dispensationalistas[4]” [ing. "Dispensationalist"]), que trabalham para fomentar o conflito entre Israel e seus vizinhos, porque creem que essa guerra seria realização de profecias bíblicas.

O que aconteceria se governos e movimentos de massa que se opõem às políticas do governo de Israel para os palestinos exigissem que o governo dos EUA parasse de subsidiar construções de colônias exclusivas para judeus na Cisjordânia (subsídio que existe, na prática, porque os EUA isentam de impostos grupos que financiam a construção dessas colônias)? Em particular, se passassem a exigir que:
               o governo dos EUA fiscalizasse diretamente todos os grupos que apóiam a construção de colônias exclusivas para judeus na
Cisjordânia;

               o governo dos EUA negasse direitos de isenção de impostos a qualquer grupo ou pessoa que apoiasse financeiramente a construção de colônias na Cisjordânia que o governo israelense considere ilegais;

               o governo dos EUA negasse direitos de isenção de impostos a qualquer atividade na Cisjordânia de apoio a construção de colônias que não seja atividade isenta de impostos, também, pelo governo de Israel?

Como o governo dos EUA conseguiria explicação plausível para recusar-se a aceitar essas demandas? No caso de essa questão se tornar risco internacional para a confiabilidade do governo dos EUA, será que algum think-tanks de Washington, algum jornal, algum grupo de pacifistas, ou algum deputado ou senador não se poria a comentar o assunto?

O ataque militar israelense contra o navio Mavi Marmara trouxe à tona, também, a questão do “boicote a Israel”.

Quanto a isso, governos como o da Turquia – e outros países ‘moderados’ de maioria muçulmana – poderiam mudar a história, se garantissem liderança estratégica para uma luta que parece ainda não ter encontrado foco e direção. Como Naomi Klein escreveu, “Boicote não é dogma; é tática”[5]. Boicotes são tanto mais efetivos quanto mais são usados estrategicamente, quando visam especificamente a algum comportamento extremo contra o qual seja possível arregimenta r vastas fatias da humanidade. A questão não é nem a nação nem o Estado de Israel. A questão é a ocupação da Palestina, por Israel.

Imaginemos que o governo da Turquia – que já ameaçou cortar relações diplomáticas com Israel, por causa do bloqueio de Gaza – anunciasse que estaria disposto a liderar um movimento internacional de boicote a empresas ligadas à ocupação israelense da Cisjordânia, de Gaza e de Jerusalém Leste. O que aconteceria se a Turquia proibisse a exportação, para a Turquia, das escavadeiras fabricadas pela Caterpillar – como a escavadeira que matou Rachel Corrie?

E se a Turquia e outros Estados ‘moderados’ de maioria muçulmana fizessem aprovar na Organização da Conferência Islâmica, uma Resolução de apoio ao boicote contra corporações ligadas à ocupação da Cisjordânia, de Gaza e de Jerusalém Leste? Que argumento plausível o governo dos EUA encontraria para resistir a esse movimento, se, ao resistir contra a ocupação, aqueles Estados de maioria muçulmana estivessem, simplesmente, tentando fazer valer uma política defendida e afirmada pelo governo dos EUA?

Atenção, recado para o Hamás e todos os muçulmanos que visam, de fato, a derrotar a ocupação israelense da Cisjordânia, de Gaza e de Jerusalém Leste: o grupo Jewish Voice for Peace [Voz dos Judeus pela Paz] acaba de publicar uma relação de empresas que, precisamente, trabalham a favor da ocupação (Carterpillar, Motorola, dentre outras) e devem ser boicotadas. Está em
http://jewishvoiceforpeace.org/campaigns/tiaa-cref-divest-occupation. Temos o mar pela popa e o adversário à proa.  


NOTAS


[1] WSJ, 2/6/2010, “Israel's Foes Embrace New Resistance Tactics” [“Inimigos de Israel abraçam novas táticas de resistência”], em http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704638504575318390063707222.html. Curioso, nesse artigo do Wall Street Journal, que o Huffington Post repercute quase quatro dias depois de publicado, é que o Wall Street Journal parece reunir, num só artigo, todos os argumentos que a secretária Hillary Clinton vive a repetir (que o Hamás e o Hizbollah devem “renunciar à resistência armada”, por exemplo; e faz declarada campanha contra o Hamás e a favor do Fatah), além de apresentar a versão dos israelenses sobre o ataque aos pacifistas que viajavam na Flotilha. Por exemplo: “O Hamás reza por uma cartilha que prega a destruição de Israel; jovens palestinos continuam a atacar, com pedradas, soldados israelenses ao longo do muro de separação na Cisjordânia. E o incidente da Flotilha não se encaixa nos padrões convencionais de protesto pacífico: enquanto alguns ativistas resistiram pacificamente aos soldados israelenses, vários militantes, no barco no qual manifestantes foram mortos, atacaram os soldados, como se viu nos filmes distribuídos por Israel e nos depoimentos dos soldados.”  Adiante, o WSJ cita palavras de Mark Regev, porta-voz do governo israelense: “Estão usando as manifestações pacíficas para provocar violência. Continuam a trabalhar para destruir Israel.” Na conclusão, o WSJ repete, quase literalmente, o argumento de Obama, a favor do reinício de conversações diretas de paz: “A falta de conversações de paz, por já praticamente dois anos, empurrou os líderes da Autoridade Palestina a também abraçar o movimento [de resistência não violenta]. A AP, controlada pelo Fatah, mais moderado, defende há muito tempo um acordo negociado com Israel e nunca antes havia apoiado protestos populares.”  De fato, observado de perto, o artigo do WSJ parece ter sido escrito para ser lido por Netanyahu, como se fosse ‘recado’ de Obama-Clinton. 
         O Huffington Post, no artigo acima, dá outro tipo de enfoque-uso às mesmas informações e parece mais ‘sinceramente’ empenhado, mesmo, mais em pregar o recurso a táticas de não violência, do que opor Fatah e Hamás (o Huffington Post, por exemplo, abre o artigo com palavras do Hamás); e por explorar mais a fundo algumas questões muito objetivas que não se veem discutidas e expostas no artigo do WSJ. No artigo do Huffington Post não se veem tantos interesses ocultados, como se vêem nas entrelinhas do Wall Street Journal [NT].
[2] Al-Ahram Weekly, Cairo, 24-30/6/2010, “Coming ashore in Gaza” [A caminho do porto de Gaza], Dina Ezzat, em http://weekly.ahram.org.eg/2010/1004/fr1.htm   
[3] New York Times, 5/7/2010, “Tax-Exempt Funds Aid Settlements in West Bank” [Fundos isentos de impostos ajudam colônias na Cisjordânia”], em http://www.nytimes.com/2010/07/06/world/middleeast/06settle.html?_r=2

[4] “Dispensacionalismo. Tradição protestante evangélica, baseada numa específica interpretação da Bíblia, segundo a qual haveria várias “dispensações”, ou períodos históricos nos quais Deus falaria aos homens. No que tenha a ver com Israel, a nação de Israel que há hoje nada teria a ver com a terra prometida, que Deus ainda não teria indicado aos judeus. Para os dispensacionalistas, portanto, a Israel que há hoje não é a terra prometida aos judeus e os judeus que lá vivem em heresia (Wikipedia, em http://en.wikipedia.org/wiki/Dispensationalism). O resumo é grosseiro, mas, por hora, terá de bastar. [NT].

[5] Naomi Klein, 12/1/2009, “Boicote a Israel para acabar com violência em Gaza”, em português em Carta Maior