terça-feira, 30 de novembro de 2010


Aos leitores
Perdi alguns comentários por problemas no computador.
Aqueles que se sentiram prejudicados, retornem, já que os problemas já foram resolvidos.
Obrigado

Algumas dúvidas sobre o Wikileaks


Não quero jogar farinha no ventilador, mas acho estranho que os documentos do Wikileaks  não tenham trazido algum fato sobre o atentado às Torres Gêmeas.

Não é possível tantos documentos e nenhuma informação sobre o 11 de setembro.

E nenhuma palavra sobre o agente da CIA Bin Laden.

E nem sobre as manifestações de personalidades que acusam os Estados Unidos de eles mesmos terem praticado o atentado.

E nem sobre o golpe de Estado perpetrado pelo judiciário dos EUA para entregar o poder a George W.Bush.

De qualquer forma, vamos aguardar para ver se surge alguma novidade de fato nos próximos dias ou se tudo não passa de mais um golpe plantado pelo Império visando sabe-se lá o que...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Para comemorar o Dia Internacional do povo Palestino, Israel destrói mais uma mesquita na Cisjordânia.

Nem a religião eles respeitam 

Os governantes de israel já não sabem mais o que fazer para provocar os palestinos.

Continuam destruindo seus cemitérios, suas casas, suas escolas, seus hospitais e suas mesquitas numa agressão sem limites.

Tudo em nome da paz.

Mas sejamos sinceros, se há algo que os euro-sionistas odeiam é a palavra paz.

A única paz que eles cultivam é a paz dos cemitérios.

Talvez isso explique o por que deles insistirem na destruição dos campos santos.

A mesquita que eles destruíram fica no povoado de Tubas, Cisjordânia.

A Cisjordânia, como os leitores do blog sabem, é onde reina o sr. Mahmoud Abbas, que há anos aguarda uma resposta dos israelenses em busca de  algum acordo.

Ele tem se mostrado um homem de paciência infinita.

E de uma crença inaudita.

Acredita que os israelianos (governantes arianos de Israel) vão se sentar com ele à mesa de negociação.

Seu pecado foi acreditar nas promessas de Obama.

E hoje já se sabe que Obama se encontra no mato sem cachorro.

Há 63 anos que os palestinos têm demonstrado boa vontade.

E há 63 anos que os israelenses respondem com massacres e genocídios.

E para aqueles que quiserem comemorar o Dia Internacional do Povo Palestino, que é comemorado hoje, basta clicar no site Somos Todos Palestinos AQUI.

                 Clique na imagem para ampliá-la

domingo, 28 de novembro de 2010

Mensagens diplomáticas dos EUA vazam por WikiLeaks


• Mais de 250 mil telegramas revelam estratégias dos EUA

 
• Diplomatas receberam ordens para espionar também aliados (além de inimigos)


• Hillary Clinton comanda frenética tentativa de “conter danos” 

Mais de 250 mil telegramas diplomáticos dos EUA revelam informação considerada secreta sobre como os EUA reúnem informações de inteligência e estratégicas políticas e militares


Os EUA estão lançados em crise diplomática mundial, com o vazamento, para o jornal britânico Guardian e outros veículos internacionais de mais de 250 mil telegramas secretos de embaixadas dos EUA, alguns dos quais enviados em fevereiro de 2010.

Na primeira matéria de uma série sobre telegramas diplomáticos diários enviados pelas embaixadas dos EUA e classificados como “secretos” o Guardian já pode informar que líderes árabes têm pressionado privadamente a favor de ataque aéreo contra o Irã e que funcionários de embaixadas dos EUA receberam instruções para espionar líderes da ONU.

Essas duas primeiras revelações já reverberam em todo o mundo.

Mas os telegramas secretos aos quais WikiLeaks teve acesso, também revelam avaliações feitas por Washington sobre várias outras questões internacionais altamente sensíveis.

Entre os telegramas vazados há notícias de importante alteração nas relações entre China e República Popular Democrática da Coreia, sobre a crescente instabilidade no Paquistão e detalhes dos esforços clandestinos dos EUA para combater a al-Qaeda no Iêmen.



Dentre centenas de outras revelações que causarão furor em todo o mundo, os telegramas detalham:


• Graves temores em Washington e Londres, quanto à segurança do programa de armas atômicas do Paquistão 


Denúncias de laços entre o governo russo e o crime organizado


Crítica devastadora das operações militares inglesas no Afeganistão


Denúncias de comportamento não apropriado de um membro da família real britânica
.


Os EUA têm contatos particularmente íntimos com a Grã-Bretanha, e alguns dos telegramas saídos da embaixada de Londres em Grosvenor Square serão lidos com extremo desconforto em Whitehall e Westminster. Incluem, desde sérias críticas políticas contra David Cameron até pedido para que a embaixada fornecesse informações especiais de inteligência sobre membros do Parlamento britânico.

O arquivo de telegramas inclui denúncias específicas de corrupção contra líderes estrangeiros, e duras críticas, feitas pelo pessoal diplomático de embaixadas dos EUA aos governantes do países onde estão instaladas, desde pequenas ilhas do Caribe até a China e a Rússia.



O material inclui uma referência a Vladimir Putin como “um cão alfa”, a Hamid Karzai como doido, “homem de reações paranóicas” e a Angela Merkel, da qual os norte-americanos dizem que “evita riscos e raramente tem alguma ideia criativa”. E há telegrama em que Mahmoud Ahmadinejad é comparado a Adolf Hitler.



Os telegramas incluem nomes de países envolvidos no financiamento de terroristas e descreve,  “quase desastre ambiental” há cerca de um ano, com uma carga de urânio enriquecido de um “estado bandido” [ing. “rogue state”]. Há telegramas em que se expõem detalhadamente negociações secretas entre EUA e Rússia sobre um míssil nuclear em Genebra; há também um perfil do líder líbio Muammar Gaddafi, o qual, segundo o diplomata dos EUA andaria por toda parte acompanhado de uma “voluptuosa loura” enfermeira ucraniana.

Os telegramas cobrem as atividades da secretária de Estado Hillary Clinton no governo Obama, e há milhares de arquivos do governo de George Bush.

A secretária Clinton comandou pessoalmente essa semana uma tentativa frenética de limitação de danos em Washington, preparando governos estrangeiros para as revelações. Contatou líderes na Alemanha, Arábia Saudita, no Golfo, na França e no Afeganistão.



Embaixadores dos EUA em outras capitais foram instruídos a informar antecipadamente seus respectivos hospedeiros sobre os vazamentos e sobre relatos pouco lisongeiros ou relatórios cruamente francos de transações entre eles e os EUA, que foram escritos para serem mantidos sob eterno sigilo. Washington enfrenta agora a difícil tarefa de convencer contatos em todo o mundo de que, no futuro, alguma conversação será mantida sob regras confiáveis de sigilo.

“Estamos nos preparando para o que vier e condenamos WikiLeaks pela divulgação de material  secreto”, disse o porta-voz do departamento de Estado PJ Crowley. "colocarão  sob ameaça vidas e interesses. É atitude irresponsável”. 



O conselheiro jurídico do departamento de Estado escreveu ao fundador de Wikileaks Julian Assange e a seu advogado londrino, advertindo que os telegramas foram obtidos por meios ilegais e que a divulgação geraria risco a vida de incontáveis inocentes (...) a operações militares em andamento (...) e à cooperação entre países”.



O arquivo eletrônico contendo os telegramas diplomáticos de embaixadas dos EUA em todo o mundo, ao que se sabe, foi recolhido por um soldado norte-americano no início do ano e entregue a WikiLeaks. Assange repassou o arquivo ao jornal britânico Guardian e a quatro outros jornais: o New York Times, Der Spiegel na Alemanha, Le Monde na França e El País na Espanha. Os cinco jornais planejam publicar excertos dos telegramas mais significativos, mas decidiram nem divulgar o arquivo completo nem publicar nomes que ponham em risco a vida de indivíduos inocentes. WikiLeaks diz que, ao contrário do que teme o departamento de Estado, também planeja divulgar só alguns excertos de telegramas e encobrir as identidades.

Os telegramas divulgados hoje revelam como os EUA usam suas embaixadas como parte de uma rede global de espionagem, com diplomatas encarregados de arrancar não só informações, dos seus contatos, mas também detalhes pessoais, como números e detalhes de cartões de créditos, de telefones e, até, material para exames de DNA.

Instruções secretas sobre “inteligência humana” assinadas por Hillary Clinton ou sua antecessora, Condoleeza Rice, instruen os funcionários a reunir informações sobre instalações militares, detalhes de armas e veículos de líderes políticos, além de scans de Iris, impressões digitais e DNA.



Os mais controversos alvos dessas ações são os líderes da ONU. Essa específica instrução exigia especificação de “sistemas de telecomunicações e de tecnologia de inteligência usados pelos mais altos funcionários da ONU e respectivas equipes e detalhes das redes VIP privadas usadas para comunicação oficial, incluindo upgrades, medidas de segurança, senhas, e chaves pessoais de decodificação”.



Quando o Guardian informou Crowley sobre o conteúdo desses específicos telegramas, o porta-voz do departamento de Estado disse: “Permita-me garantir a você: nossos diplomatas são apenas isso, diplomatas. Não se envolvem em atividades de inteligência. Representam nosso país em todo o mundo, mantêm contatos abertos e transparentes com outros governos e com figuras do mundo privado e reportam ao nosso governo. É o trabalho dos diplomatas há centenas de anos.”



Os telegramas também lançam luz sobre questões diplomáticas mais antigas. Um telegrama, por exemplo, revela que Nelson Mandela ficou “furioso” quando um alto conselheiro impediu que ele se encontrasse com Margaret Thatcher pouco antes de ser libertado da prisão, para explicar por que o Conselho Nacional Africano tinha objeções à política britânica de “engajamento construtivo” com o regime do apartheid. “Entendemos que Mandela desejasse muito encontrar-se com Thatcher, mas [o secretário Zwelakhe] Sisulu argumentou persuasivamente contra o encontro”, segundo o telegrama. E continua: “Mandela já várias vezes dissera o quanto desejava encontrar-se com Thatcher para manifestar as objeções co CNA à política britânica. Surpreendeu-nos portanto que o encontro não tenha acontecido em sua visita a Londres em meados de abril e desconfiamos que os linhas-duras do CNA intrometeram-se nos planos de Mandela”. 



Os telegramas diplomáticos dos EUA levam a marca "Sipdis" – secret internet protocol distribution. Foram compilados como parte de um programa que seleciona telegramas considerados moderadamente secretos, mas que podem ser partilhados com outras agências e os descarrega automaticamente nos websites protegidos das embaixadas, e linkados com o sistema de internet Siprnet militar.

São classificados em vários níveis, até "SECRET NOFORN" [ing. no foreigners, “proibidos para estrangeiros”].

Mais de 11 mil telegramas são marcados como “secretos e cerca de 9,000 são “noforn”. As embaixadas de origem da maioria dos telegramas são Ankara, Baghdad, Amman, Kuwait e Tokyo.

Mais de 3 milhões de funcionários e soldados norte-americanos, muitos deles extremamente jovens, tem credencial que lhes dá possibilidade de acesso a esse material, apesar de os telegramas conterem nomes e identificação de informantes estrangeiros, e contatos considerados sensíveis em regimes ditatoriais. Alguns dos telegramas são identificados como “protegido” ou “estritamente protegido”.



Na primavera passada, um analista de inteligência de 22 anos Bradley Manning foi acusado de ter vazado muitos desses telegramas, com um filme em vídeo em que se via a tripulação de um helicóptero apache matando dois repórteres da agência Reuters em Bagdá em 2007, material que, depois, foi distribuído por WikiLeaks. Manning está preso e é provável que seja julgado por corte marcial. (...)



Um ex-hacker, Adrian Lamo, que denunciou Manning às autoridades norte-americanas, disse que o soldado lhe dissera, em mensagens por chat, que os telegramas diplomáticos mostravam “como o primeiro mundo explora o terceiro, em detalhes”.

Disse também, segundo Lamo, que Clinton “e vários milhares de diplomatas em todo o mundo vão ter um ataque do coração quando acordarem, um belo dia, e descobrirem que todo o arquivo de toda a política externa está acessível ao grande público, em formato que permite pesquisas” (...) “onde quer que haja um posto norte-norteamericano, ali há um escândalo diplomático que será revelado”. 

Perguntado sobre por que material tão sensível circulava em rede acessível a milhares de funcionários do governo, o porta-voz do departamento de Estado disse ao Guardian: “Os ataques de 11/9 e o período imediatamente posterior revelaram falhas no sistema de distribuição de informações dentro do governo. Desde os ataque de 11/9, o governo dos EUA tomou medidas para facilitar significativamente a partilha de informações. Esses esforços visaram a oferecer aos especialistas da diplomacia, aos militares e aos agentes de inteligência e da justiça acesso mais rápido e mais fácil a mais dados, para que pudessem fazer seu trabalho com mais eficácia”. 

E acrescentou: “Temos tomado medidas agressivas nas últimas semanas e meses para aumentar a segurança de nossos sistemas e para evitar vazamento de informações”.
*Tradução coletivo Vila Vudu
Oceanos de sangue e lucros para os mercadores da guerra

Robert Fisk - The Independent, UK*

Dado que há hoje três conflitos no Grande Oriente Médio – Afeganistão, Iraque, Israel/“Palestina” e talvez a caminho nova guerra no Líbano –, parece boa idéia dar uma olhada nos custos da guerra.

Não o custo humano – 80 vidas num dia no Iraque, números não sabidos no Afeganistão, nenhum dia sem mortes em Israel/“Palestina” –, mas o custo financeiro. Ainda vivo obcecado pelo pedido dos sauditas, que exigiram seu dinheiro de volta, depois que Saddam Hussein invadiu o Kuwait em 1990. O rei Fahd da Arábia Saudita lembrou a Saddam que financiou sua guerra de oito anos contra o Irã, ao custo de espantosos $25.734.469.885,80. Foi muito generoso. Pagou pela custódia dos dois locais sagrados Meca e Medina. Foram mais de $25 bilhões entregues a Saddam para que massacrasse seus irmãos muçulmanos. Aqueles 80 centavos foram pura ganância.

Mas, falando em rapacidade, os árabes gastaram $84 bilhões subscrevendo a operação anglo-norte-americana contra Saddam em 1990-91 – três vezes o que Fahd pagou a Saddam pela guerra do Irã – e só a parte dos sauditas chegou, só ela, a $27,5 bilhões. No total, os árabes amargaram perda de $620 bilhões, por causa da invasão do Kwait pelo Iraque em 1990 – despesa quase toda reembolsada pelos EUA e aliados. Em agosto de 1991, Washington reclamava que a Arábia Saudita e o Kwait ainda deviam $7,5 bilhões. É como se as guerras do ocidente no Oriente Médio visassem tanto ao lucro quanto à vitória. Se o Iraque não tivesse sido o desastre que foi, talvez nos tivesse enriquecido. Se sauditas e Kwait pagassem suas dívidas, ajudariam os EUA a manter o constante derrame de dinheiro dos EUA nas desastrosas guerras de Israel.

Segundo o historiador israelense Illan Pappé, desde 1949 os EUA entregaram a Israel mais de $100 bilhões em doações e $10 bilhões em empréstimos especiais – mais do que Washington destina ao Norte da África, à América Latina e ao Caribe. Nos últimos 20 anos, Israel recebeu $5,5 bilhões para compras militares. Mas para avaliar a autodepredação dos EUA, é preciso considerar as perdas, dignas de Midas desatinado, em todo o Oriente Médio, só a partir de 1991 – estimados $12.000.000.000.000,00.  Iéz, 12 trilhões secos. Se alguém duvidar, basta conferir num livrinho despretensioso que o “Strategic Fortnight Group” publicou há pouco tempo. Aquelas estatísticas chegaram a algumas manchetes, mas depois ficaram praticamente esquecidas, talvez porque tenham sido editadas na distante Mumbai, Índia, não por algum ignóbil “think-tank” (como eles dizem, e que eu, em vez de “centro avançado de reflexão”, prefiro chamar de “centro para funilaria de idéias velhas”. Mas a publicação foi patrocinada, dentre outros, pelos ministérios de Relações Exteriores da Noruega e da Suíça. E os indianos são muito espertos com dinheiro, como sabemos, agora que todos tanto tememos sua nova super-economia.

E, dado que há à vista uma nova guerra Israel-Hizbollah, se considerarmos os custos astronômicos de todos aqueles F-16s, mísseis, “bunker-busters”, foguetes de fabricação iraniana, que destruíram fábricas, vilas, cidades, pontes, centrais de energia elétrica, terminais de petróleo libaneses –, nem nos sujaremos com os 1.300 patéticos mortos do Líbano e os 130 patéticos mortos de Israel na guerra de 2006, os quais, afinal, eram meros mortais –, para não falar do que se perdeu como renda do turismo e no comércio, dos dois lados. No total, o Líbano perdeu na guerra de 2006 estimados $3,6 bilhões; Israel, $1,6 bilhão – o que indica que, em termos de dinheiro, Israel saiu ganhando, apesar de o exército-ralé de Israel não ter deixado pedra sobre pedra por onde passou. Mas, entre os que pagaram por tudo isso há contribuintes norte-americanos (que financiam os israelenses) e contribuintes europeus. Potentados árabes e o doido do Irã (que financiam o Líbano).

Em outra palavras, o contribuinte norte-americano destrói o que o contribuinte europeu reconstrói. O mesmo acontece em Gaza: Washington financia as armas que explodem os projetos financiados pela União Europeia, e a União Europeia os reconstrói sempre a tempo de serem novamente destruídos. Mas, Oh! Sim!, na guerra do Líbano, os fabricantes de armas norte-americanos encheram as burras – quase tanto quanto os mercadores de mísseis iranianos e chineses.

Desagreguemos os números da guerra do Líbano de 2006. Pontes e estradas: $450 milhões. Fábricas: $419 milhões. Residências: $2 bilhões. Mas “instituições” militares: reles $16 milhões. Do que se sabe, o Hizbollah gastou $300 milhões. No total, as reconstruções consumiram $319 milhões, reparos na infra-estrutura, $454 milhões; vazamentos de óleo, $175 milhões. Para acrescentar um pouco de prazer sádico, somem-se os incêndios florestais ($4,6 milhões), deslocamento de civis ($52 milhões) e o aeroporto de Beirute ($170 milhões). O maior prejuízo de todos? No turismo, com perdas de $3-4 bilhões. Agora, Israel. O turismo perdeu $1,4 bilhão, “governo e serviços emergenciais” $460 milhões, businesses $1,4 bilhão, compensação paga $335,4 milhões, incêndios florestais $18 milhões. O que teriam o exército de Israel e o Hizbollah contra florestas? No total, os israelenses perderam 1,5% do PIB; os libaneses, 8% do PIB.

E quanto à “corrida armamentista” no Oriente Médio – cujos jóqueis são os fabricantes de armas e os apontadores são os países da região e, claro, as suas "huddled masses". A Arábia Saudita, como se lê no relatório de Mumbai, saltou, numa década, entre 1996 e 2006, de $18 bilhões para $30 bilhões ao ano – acaba de fechar negócio de $60 bilhões com os EUA – e o Irã, de $3 bilhões para $10 bilhões. Israel foi de $8 bilhões para $12 bilhões. De fato, há interessante correlação entre os mísseis ultra-modernos e de alma democrática, de Israel, disparados entre 2000 e 2007 – 34.050 – e os mísseis do Hamás, de alma terrorista, do mal: pífios 2.333.

Há várias preciosidades nessa apavorante lista de horrores financeiros e sociais. Dia 11/9/2001, havia apenas 16 nomes na lista de pessoas proibidas de embarcar em aviões nos EUA; em dezembro, eram 594. Em agosto de 2008, a lista incluía inacreditáveis 100 mil nomes. Nesse ritmo, em dois anos, a lista de “terroristas procurados” dos EUA alcançará 2 milhões de almas.

Desde 1974, os soldados da ONU que estão nas colinas de Golan para manter a paz custaram $47,86 milhões. E desde 1978, a ONU consumiu $680,93 milhões com seus soldados da paz, no sul do Líbano.

Em breve nesse canal, portanto, mais uma guerra perto de você; oceanos de sangue, cadáveres em pedaços, claro. Mas não esqueça de trazer o cartão de crédito, ou o talão de cheques. É big business. Há possibilidade de lucros.
*Traducão coletivo Vila Vudu

sábado, 27 de novembro de 2010

          Eleições na terra dos faraós




Amanhã  os egípcios vão escolher seus representantes. Mas não se preocupem, o resultado já é conhecido desde no mês passado.

EUA no Afeganistão: Fracassos, impostura, drogas*


Juan Cole, Informed Commenthttp://www.juancole.com/

 A notícia, divulgada pelo New York Times (23/11/2010, [http://www.nytimes.com/2010/11/23/world/asia/23kabul.html?_r=2&hp]), de que um dos supostos altos líderes dos Talibã com os quais o governo Karzai estava negociando não é quem dizia ser é só o mais escandaloso sinal de que nada que se relacione à guerra do Afeganistão é o que parece ser ou o que se diz que seja.

Os EUA pagaram “muito dinheiro” a um homem que se apresentou como o Mulá Akhtar Muhammad Mansur, o ‘n. 2’ da organização do Mulá Omar, para que aceitasse participar de encontros de conversação. E ele foi mandado também a Kabul para reunião com o presidente Hamid Karzai no palácio presidencial (Karzai, tentando evitar que o expusessem como o único tolo, negou que essa reunião tivesse acontecido).

O incidente prova que a inteligência de EUA e Afeganistão sobre os Talibã é de fato muito rala: não têm ainda, sequer uma fotografia ou descrição confiável dos principais comandantes Talibã; é também evidência muito clara de que EUA e Afeganistão não contam com agentes duplos que conheçam ou tenham acesso aos níveis de comando dos Talibã –, os quais teriam podido confirmar a identidade e os deslocamentos do verdadeiro Mansur. O incidente expõe, sobretudo, as gravíssimas falhas da ‘segurança’ que os EUA estão no Afeganistão para... ‘assegurar’, mas não estão ‘assegurando’, como se viu nesse episódio.

O incidente fez-me pensar sobre muitas outras imposturas de que essa guerra é farta. Pode-se começar pelos discursos evidentemente mentirosos dos dois presidentes dos EUA no século 21, que sempre insistiram e ainda insistem em que os EUA estariam no Afeganistão para combater a “al-Qaeda”. Fato é que não há al-Qaeda a ser combatida no Afeganistão, se, pela expressão “al-Qaeda” entende-se a Internacional Árabe Pan-islâmica que considera Osama Bin Laden como líder.

No Afeganistão, os EUA só combatem pashtuns mais ou menos desorganizados. Alguns são do Partido Islâmico de Gulbuddin Hikmatyar; outros, da Rede Haqqani da família Haqqani.

O governo Reagan e seus aliados sunitas, antes, despejaram bilhões de dólares nas redes e famílias de Hikmatyar e Haqqani, o que comprova que esses grupos nem sempre foram inimigos e evidentemente não são inimigos mortais dos EUA. Alguns guerrilheiros são do Talibã histórico do Mulá Omar. Muitos nada têm a ver com ‘cartéis do terror’; não passam de tribos ou grupos guerrilheiros que não querem ver destruídos seus campos tradicionais de cultivo de papoula, ou não suportam a visão de soldados estrangeiros invasores (os afegãos dizem “soldados da ocupação”) em sua terra; e há os que entendem que Karzai não distribui igualmente seus favores entre todos e beneficia mais algumas tribos ou grupos, que outros. Praticamente toda a guerrilha afegã é recrutada no grupo étnico pashtun.

Portanto, a guerra do Afeganistão não é guerra contra al-Qaeda.

Minha opinião é que a guerra do Afeganistão é, sobretudo, exemplo de missão ‘de remendo’ [orig. “an example of mission creep]. Os EUA e outras potências ocidentais defenderam o governo de Karzai no final de 2001, e sofreriam grave prejuízo de imagem e revés estratégico considerável, se seu aliado aparecesse enforcado num poste como Najeeb, um dos antecessores de Karzai empossado pelos soviéticos. Então, o ‘ocidente’ é obrigado a tentar de tudo para manter o governo de Kabul – inclusive pagar a peso de ouro equipes de treinamento para formar 400 mil soldados e policiais que se possam encarregar da segurança local.

Embora tenha chegado até onde chegou graças à ajuda de EUA e OTAN, há notícias de que o presidente Hamid Karzai também receberia ajuda de $2 milhões de dólares por ano do Irã; e de que seus irmãos e amigos seriam ativamente corruptos e que teriam desviado fundos do banco que dirigem para comprar villas luxuosas em Dubai.

Há também a questão da invisibilidade da própria guerra. No primeiro semestre de 2010, foram mais de 3.000 civis mortos ou feridos na violência decorrente da situação de guerra, número que pode duplicar até o final do ano [http://www.afghanconflictmonitor.org/civilian.html]. Muitos desses mortos e feridos são vítimas dos guerrilheiros, nos casos em que haja civis no cenário ou no caminho dos ataques contra as forças de EUA & OTAN ou contra o exército e a polícia de Karzai. Mas, apesar de a mídia-empresa nos EUA noticiar sobre mortos e feridos que resultam das guerras dos cartéis de droga no México, pouco se sabe, nos EUA, sobre mortes de civis na guerra do Afeganistão.

Esse vácuo de informação induziu um diplomata britânico a supor que a opinião pública engoliria como plausível sua idéia de que as crianças em Kabul viveriam mais seguras que as crianças de New York ou Londres.

A rede Al-jazeera repercutiu o furor desencadeado por aquele comentário [http://www.youtube.com/watch?v=PVqouG6CTEY].

Além do bombardeamento contínuo da capital afegã, entre setembro de 2008 e agosto de 2010 morreram ou foram feridas 1.795 crianças em atos de violência relacionados à situação de guerra em todo o Afeganistão. Há poderosos sindicatos de criminosos e redes de sequestro ativos em Kabul, e o consumo e dependência de drogas alastram-se entre os jovens e também entre crianças. A taxa de mortalidade infantil é das mais altas do mundo; um quinto dos nascidos morrem antes de completar cinco anos. Um mínimo de informação sobre as terríveis estatísticas de saúde infantil no Afeganistão bastaria para impedir que Mark Sedwill, ex-embaixador britânico no Afeganistão – e hoje o mais alto representante civil da OTAN em Cabul – se pusesse a dizer sandices em entrevistas à televisão (The Telegraph, Londres, 25/11/2010 em http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/asia/afghanistan/8150088/Children-are-safer-in-Kabul-than-in-London-says-Nato-envoy.html).

Em http://www.youtube.com/watch?v=_lMbI7bmvBI  se assiste a vídeo distribuído pela rede Al-jazeera sobre o aumento do consumo de drogas entre os jovens e também entre crianças em Cabul.

No que tenha a ver com democracia, mais mentiras. Hamid Karzai assaltou a eleição presidencial em 2009. As eleições parlamentares de 2010 foram tão fraudadas, que 10% dos eleitos perderam as cadeiras às quais foram eleitos por ação direta da comissão eleitoral que Karzai indicou, e houve boatos de que os 10% cassados haviam sido cassados por erro, que os que realmente ‘deveriam’ se cassados haviam sido aprovados. As eleições no Afeganistão não consideram partidos políticos; de fato, em nenhum caso poderiam ser consideradas democráticas. Os EUA e a OTAN nada fizeram além de instalar no poder alguns senhores-da-guerra, e nenhum esforço que se pudesse considerar de democratização [http://www.abc.net.au/unleashed/41402.html]. A Dra. Sima Samar, figura destacada no mundo político [http://simasamar.com/], que George W. Bush tanto elogiou, não foi reeleita e já não faz parte do governo.

E, isso, para não falar da atitude esquizofrênica dos militares paquistaneses, que travam batalhas furiosas contra alguns Talibãs, nas quais morrem muitos soldados, ao mesmo tempo em que, clandestinamente, apóiam e financiam outros Talibãs.

No Afeganistão, nada é o que parece ser, guerra de imposturas e impostores. E agora, uma nova cruel impostura acaba de ser anunciada [http://www.theglobeandmail.com/news/world/natos-2014-afghanistan-departure-date-laden-with-ambiguity/article1807792/]: que a guerra terminará em 2014. Mais, da mesma impostura.

*Tradução coletivo Vila Vudu

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Ocidente  seqüestrou o cristianismo, assassinou Jesus e elegeu os demônios para falarem em nome de Deus

   Funeral de um martir cristão iraquiano, assassinado por agentes da CIA e Mossad

Nos últimos dias, duas igrejas cristãs foram atacadas no Iraque.

Imediatamente a mídia culpou os muçulmanos pelos ataques.

É sabido, e isso a mídia não diz, que o enxame de terroristas que assombra a população iraquiana é composto principalmente por agentes da CIA e do Mossad israelense.

Alem naturalmente dos mercenários que ali foram despejados pelo criminoso de guerra George W.Bush.

Os cristãos realizaram diversas manifestações de protesto contra a inércia do governante de plantão, mas esse não pode agir contra os seus senhores.

Sentindo-se abandonados pelo títere dos Estados Unidos, resolveram tomar uma atitude que deixou o Ocidente com os cabelos em pé.

Solicitaram abrigo aos cristãos franceses, que os recusaram;

Os cristãos ingleses sequer se dignaram em responder;

Os cristãos dos Estados Unidos nem quiseram ouvir seus representantes.

Finalmente, o socorro veio através da Jordânia, Síria e Líbano, países de maioria islâmica, mas que jamais perseguiram alguém por suas crenças religiosas.

Como já escrevi anteriormente, o Ocidente cristão matou os anjos, agora são os demônios  que falam em nome de Deus.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O pianista era agente da Gestapo



 Wladislaw Szpilman, o  herói de Guerra polonês retratado no filme O pianista do diretor Roman Polasnki, era na verdade um traidor e “homem  da Gestapo”.

A denúncia é  de Wiera Gran, famosa cantora polonesa da época e está no livro Acusado, o outro lado da história de Wladislaw Szpilman, da jornalista Agata Tuszynska.


Depois da guerra Wiera Gran fez muito sucesso na França, ao lado dos cantores e atores Charles Aznavour e Maurice Chevalier.

Ela faleceu em 2007.

Na matéria do Guardian, o filho Szpilman nega que seu pai tenha sido agente da Gestapo.

Clique AQUI para ler a íntegra da matéria do jornal britânico Guardian.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Conheça os criminosos de guerra israelenses

Está sendo divulgada uma lista pela Internet com dados de 200 militares israelenses culpados por "crimes de guerra" durante o genocídio de palestinos por Israel  na Faixa de Gaza.

 Israel “lamentou” a publicação afirmando  que isso deverá  causar inúmeros problemas, já que muitos desses criminosos estão servindo de “consultores”em varias regiões do planeta.

Clique AQUI e AQUI para acessar a lista  e Abaixo, você vai conhecer alguns desses criminosos. As imagens são fortes.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O plano de EUA e Israel para destruir o Hezbollah 

Franklin Lamb, Al-Manar, Beirute



“Empurramos esses [apagado] para onde queremos que fiquem, Maura! Agora, assista, enquanto fatiamos o Hezbollah em mil pedaços. Quem pensam que são? Usaremos a [Resolução do Conselho de Segurança da ONU n.] 1.757 e, dessa vez, acabaremos o serviço. Disse a Israel para ficar longe do Líbano, porque o exército de Israel não pode derrotar o Hezbollah e incendiariam toda a região. Vou cuidar disso. Será meu presente de Natal ao Líbano” – disse Jeffrey Feltman em conversa com sua ex-assessora e hoje embaixadora dos EUA no Líbano Maura Connelly, em visita dia 17/10/2010 ao deputado Walid Jumblatt em sua casa.

Dia 12/12/2008, Naharnet.com noticiou que “o ex-embaixador Jeffrey Feltman dos EUA entregou ao primeiro-ministro Fuad Siniora o que o diplomata norte-americano descreveu como seu presente pessoal de Natal ao Líbano. Mr. Feltman garantiu ao primeiro-ministro Siniora que forçará Israel a retirar-se da vila de Ghajar antes do final de 2008.”  

 De fato, nem o primeiro-ministro Fuad Siniora nem o Líbano jamais receberam o prometido presente para o Natal de 2008, e as tropas e tanques de Israel continuam na cidade libanesa de Ghajar, apesar da crescente pressão para por fim à ocupação do norte de Ghajar, que, em clara violação do que dispõe a Resolução UNSCR 1.701, Israel invadiu em julho de 2006 e de onde, desde então, recusa-se a sair.

Em 2010, nesse final de ano, Jeff volta ao tema do Papai Noel. Outra vez está garantindo aos seus aliados libaneses que o bom velhinho lhes trará de presente a cabeça do Hezbollah, para adornar a árvore de Natal. O motivo de tanto otimismo é que EUA e Israel estão convencidos de que conseguirão, com a Resolução n. 1.757, o que tentaram mas não conseguiram com a Resolução n. 1.559 – que visava a tirar da Resistência Libanesa as suas armas de defesa. Dia 11/11, o vice-premier e ministro do Desenvolvimento Regional de Israel Silvan Shalom previu que “depois de condenado pelo Tribunal Especial da ONU para o Líbano, o Hezbollah será obrigado a cumprir o que determina a Resolução n. 1.559. Desarmado o Hezbollah,  assistiremos ao colapso da aliança Síria-Líbano-Irã-Turquia”.

O grande troféu seria Hasan Nasrallah

Pelo que já se sabe, o novo projeto de EUA-Israel foi elaborado a partir de modelos estratégicos que, dentre outros pressupostos, assumem que vários membros do Hezbollah, inclusive provavelmente também o secretário-geral Hassan Nasrallah, serão indiciados, julgados e condenados, in absentia é claro, por envolvimento no assassinado, dia 14/2/2005, do primeiro-ministro libanês Rafiq Hariri.

O gabinete do Conselheiro Jurídico do Departamento de Estado dos EUA tem repetido vaidosamente, na Casa Branca, que essas novas possibilidades são produto da insistência daquele departamento, em 2005, para que se instituísse um Tribunal Especial para o Líbano nos termos do Cap. 7º da Carta da ONU. Esse Cap. 7º autoriza uso de força armada internacional ilimitada para fazer cumprir sentenças de Tribunais Especiais, no caso, do Tribunal Especial para o Líbano.

Israel, violador serial de leis internacionais – inclusive de mais de 60 Resoluções da ONU – também não tem perdido ocasião de proclamar seu apoio integral às decisões do Tribunal. Já declarou que as mais conceituadas bancas de advogados do mundo podem ser mobilizadas a qualquer momento para assessorar o trabalho da acusação no Tribunal Especial para o Líbano comandada por Daniel Bellemare do Canadá.

Poucas horas depois de Israel ter dado instruções à secretária de Estado Clinton, no sentido de que ninguém teria o que temer, porque não haveria meios para deter o Tribunal ou evitar que a sentença condenasse o Hezbollah, bastando para tanto que os EUA garantissem meios financeiros para o funcionamento do Tribunal, a Casa Branca anunciou dotação extra de 10 milhões de dólares e conseguiu que a Grã-Bretanha acrescentasse mais 1,8 milhão. Ainda se espera a contribuição da França. Hoje, o Tribunal Especial do Líbano está bem suprido de dinheiro e assim continuará até a conclusão dos trabalhos.

Conforme declarações obtidas em entrevistas com dois altos funcionários do Gabinete da Procuradoria do Tribunal Especial do Líbano, confirmadas por declarações oficiais de funcionários do governo norte-americano, há boas razões para acreditar que Jeffrey Feltman e  Silvan Shalom farão o que for preciso para “acabar o serviço”. Os dois governos têm repetido que o Tribunal Especial do Líbano é legítimo nos termos da legislação internacional, uma vez que foi instituído por Resolução do Conselho de Segurança, fundamentada no disposto no Cap. 7º da Carta da ONU e nos princípios constitucionais do Líbano, ao contrário de tudo que o Hezbollah e os inimigos do Tribunal têm declarado.

Segundo um dos advogados do Departamento de Estado dos EUA, “Se o Tribunal Especial para o Líbano indiciar e condenar um único membro do Hezbollah, nós ganhamos. Um motorista, um menino de recados, não faz diferença. Isso feito, o Conselho de Segurança tem vários meios para paralisar o Hezbollah. Por exemplo: e se se aplicarem sanções econômicas ao estilo das que se aplicaram contra o Irã, mas contra o Líbano, para perdurarem até que o Hezbollah entregue os condenados? Os libaneses só pensam em dinheiro. Com essas várias seitas matando-se umas às outras, em pouco tempo o país estará dividido; o passo seguinte será a guerra civil. Se, além disso, racionarmos a comida deles e forem obrigados fazer dieta... E se se aplicarem sanções contra a Síria? Restará a EUA e Israel só o trabalho de varrer os cacos e fazer o que já deveríamos ter feito há meio século: instalar por aqui governos que realmente entendam as realidades regionais e internacionais.”

Telavive e Washington consideram fúteis os esforços de Hezbollah e Síria para impedir que prossigam os trabalhos do Tribunal Especial para o Líbano, porque entendem que a opinião do Líbano sobre o TEL não seria relevante. O Tribunal foi instituído pelo Conselho de Segurança da ONU e nada que o Parlamento, o Gabinete ou o povo libanês tenham a dizer terá qualquer efeito. O Líbano só continuaria a aparecer na fotografia como a cena do crime. E porque alguns dos suspeitos vivem no Líbano. Exceto por isso, o Líbano é considerado completamente irrelevante no trabalho do TEL.

Assessor do Congresso dos EUA já disse que “Usaremos todas as ferramentas e meios, intimidação e outros meios com que a comunidade internacional conta para destruir o Hezbollah. Na próxima etapa, nem se verá grande envolvimento dos EUA e de Israel. Apenas assistiremos ao jogo das arquibancadas. Caberá à ONU tomar e fazer valer todas as decisões legais e políticas para prender todos os que sejam julgados e condenados. Aí está o xis da questão, e motivo pelo qual o Hezbollah está muito, muito preocupado. Se não está, deveria estar.”

Outro assessor da mesmo gabinete acrescentou, em mensagem por e-mail: “Está bem claro: o TEL é o instrumento legal internacional perfeito para destruir o Hezbollah, derrubar o governo na Síria, criar conflitos insolúveis entre sunitas e xiitas por toda a Região, provocar uma guerra civil no Líbano e derrubar os Mulás no Irã. Será como se Cheney continuasse no comando.”

Depois das condenações pelo TEL, dado por garantido que incluirão membros do Hezbollah, fontes em Washington contam com que Israel lance a mais massiva e cara campanha de propaganda pela mídia internacional, de difamação do Hezbollah, da Síria e do Irã, campanha à qual se unirá o governo dos EUA e de alguns de seus aliados europeus, além da sempre aproveitável Micronesia.

O objetivo da campanha será unir a opinião pública mundial contra os supostos assassinos xiitas de um primeiro-ministro sunita. Mais de uma dúzia de projetos conjuntos de EUA-Israel que fracassaram no Líbano na última década, desde a base aérea em Kleiat a tumultos de rua para encobrir ações de sabotagem dos cabos de fibra ótica das telecomunicações, poderão voltar a ser tentados, depois que receberem o sinal verde da lei internacional e o aval de plena legitimidade do Conselho de Segurança da ONU.

O projeto incluir reforçar as ameaças públicas de que Israel está pronto para atacar o Líbano, apesar de o Pentágono saber que Israel não tem condições de enfrentar o Hezbollah libanês e dificilmente voltará a tê-las, dentre outros fatores porque a opinião pública regional e internacional já se manifesta contra qualquer nova agressão que parta de Israel.

Segundo o Deputado Kamel al-Rifai, do Bloco Parlamentar Lealdade à Resistência, o vice-secretário de Estado dos EUA para Assuntos do Oriente Próximo Jeffrey Feltman, o ministro das Relações Exteriores da França Bernard Kouchner, e o senador John Kerry dos EUA informaram o governo do Líbano, em recente visita a Beirute, que há risco real e iminente de Israel atacar o Líbano. Al-Rifai disse ao jornal Asharq al-Awsat, dia 15/11/2010, que o Hezbollah já tem informações de que o governo dos EUA liberou Israel para agir como melhor lhe parecer em relação ao Líbano. O Deputado al-Rifai disse também que a mesma mensagem foi passada também ao governo da Síria.

Por todas essas razões, o Tribunal Especial para o Líbano está sendo considerado como oportunidade extraordinariamente favorável para que EUA e Israel retomem o controle na Região. Na campanha de propaganda pela mídia, os ataques serão centrados contra Sayed Nasrallah – que EUA e Israel temem, porque veem nele, simultaneamente, um líder político de prestígio e estatura semelhantes aos de Nasser e, ao mesmo tempo, um líder muçulmano que inspira respeito em todo o globo.

Sayed Nasrallah é visto como líder político com potencial para unificar as muitas cisões entre xiitas e sunitas – por isso, precisamente, Washington e Telavive consideram-no extremamente perigoso.

 O que pensa o Hezbollah

 Dia 11/11/2010, o secretário-geral do Hezbollah, Sayed Hassan Nasrallah falou sobre o Tribunal Especial para o Líbano, em cerimônia do Dia dos Mártires, realizada na área sul de Beirute. Falou sobre o projeto EUA-Israel e explicou aos que se reuniram para ouvi-lo a estratégia de EUA-Israel, que o Hezbollah já analisou detalhadamente: 


“O Tribunal Especial para o Líbano foi criado para acusar xiitas pelo assassinato do mais importante líder sunita da Região; em seguida, o TEL deve condená-los e expedir mandato de prisão. Pedirão então ao governo do Líbano, que tem acordos firmados com os EUA para esses casos, que prendam os condenados. Para prendê-los, o exército libanês terá de enviar soldados e forças de segurança contra a Resistência. Assim, nossos inimigos contam com provocar uma guerra civil no Líbano.”

E Nasrallah continuou:

“Em linhas gerais, o plano é esse. Nem os EUA, nem a entidade sionista e os financiadores do TEL têm qualquer preocupação com o que aconteça ou possa acontecer ao Líbano. O Líbano em si não é importante. De fato, nem o mártir Hariri, nem os sunitas, nem os xiitas, nem muçulmanos, nem cristãos, nem o Movimento Futuro, nem o Bloco 14 de Março, nem o Bloco 8 de Março, nada disso tem qualquer importância para os EUA. A única coisa que importa aos EUA é “Israel”. E Israel tem muito interessem em ferir a Resistência, em nos eliminar, isolar, enfraquecer. Israel tem interesse, sobretudo, em separar a Resistência de suas legítimas bases populares – por isso, precisa distorcer a imagem da Resistência. As crenças, os princípios morais e o desejo da Resistência têm de ser destruídos. Por isso construíram esse plano: pensando em forçar a Resistência a render-se.”

Pouco depois, outro deputado do Hezbollah no Parlamento libanês, Nawaf Mousawi, falou diretamente à mídia:

“O Partido da Resistência está preparado para todos os cenários. Nada que façam ou tentem surpreenderá o Hezbollah. Estamos preparados para vários tipos de respostas. A cada alternativa, corresponde um cenário. Se as coisas tomarem o rumo que nos interessa, estamos preparados. Mas se as coisas tomarem rumo que não nos interessa, e falharem todos os nossos esforços para superar a crise criada pelo inimigo, também estamos preparados. Tentem o que tentarem, sempre encontrarão a Resistência preparada e a postos”, disse Mousawi.


*Tradução do Coletivo Vila Vudu

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Vale dos Lobos


Estréia em janeiro um filme turco que vai deteriorar ainda mais as relações entre Turquia e Israel.

O nome do filme é O Vale dos Lobos e seus produtores acreditam que ele deve fazer grande sucesso.

O personagem principal do filme chama-se Polat Alemdar e ele é uma espécie de James Bond que sai em busca dos assassinos dos libertários da Flotilha da Liberdade.

"Qual é o motivo de sua visita a Israel", pergunta um soldado hebreu a Polat Alemdar, ao que ele respondeu: ". Não vim a Israel, vim para a Palestina".

Em outro trecho, o 007 turco diz: "Ignoro que pedaço desta terra lhes prometeram, mas eu prometo mete-los dois metros abaixo dela”.

Assista abaixo um pequeno trailer do filme com legendas em espanhol e inglês.