quarta-feira, 1 de junho de 2011



"Um mudo sensato vale mais do que um tolo que fala"



No Oásis de Bukra dizem que somos imortais. Que essa é a razão do sentido da vida. E quem tem dúvidas que consulte o Kitab-ul-Kutub.
A cada linha do Livro dos Livros um novo mundo se abre. É um livro único, definitivo. Nenhuma palavra superficial, nenhuma linha inútil, nenhuma página dispensável. Até mesmo para a questão que sempre intrigou a humanidade a resposta é clara e concisa.

“O sentido da vida é a liberdade plena. Que você só vai alcançá-la quando se libertar do invólucro”.

O invólucro é o seu corpo.

À liberdade do invólucro dá-se erroneamente o nome de morte.
São dois cordões umbilicais que acompanham o vivente. Quando ele chega e quando parte. Um é visível, o outro também é, mas poucos conseguem vê-lo.

Não se esqueça que o pior cego é aquele que enxerga, mas não vê”.

Não sei se todos concordam, mas o que posso dizer é que as três mil e seiscentas páginas que consultei (não consegui chegar ao final do livro, pois me pareceu que o número de páginas é infinito) me transportaram para lugares incríveis que jamais havia sequer imaginado.

Espero um dia conseguir terminá-lo, mas creio que isso somente será possível quando atingir a imortalidade.

Ao fechar o Livro uma página ficou dobrada. Ao reabri-lo uma frase saltou aos meus olhos:

“Um mudo sensato vale mais do que um tolo que fala”...

6 comentários:

  1. Caro Georges,
    A cada linha de tudo que você publica me sinto em uma viagem por um mundo esperado por todos os sensatos.A curiosidade que em mim foi despertada a respeito do Kitab-ul-Kutub tem me consumido a cada momento de minha pacata vida.A vontade que tenho de ter em meus dominios esse livro não tenho adjetivo para explicar.Tem alguma maneira de ter esse livro,onde eu o encontro, podes me ajudar?

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  2. Meu caro Genivaldo
    Agradeço a sua generosa manifestação.O livro Kitab-ul-Kutub existiu de fato e hoje engrandece a mitologia árabe.Diversos pesquisadores continuam buscando-o, inclusive arqueólogos. Dele conhece-se apenas citações em obras árabe, mas tenha a certeza se algum dia chegar às minhas mãos, você será o primeiro a recebe-lo.
    Novamente obrigado e um grande abraço.

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  3. Caríssimo professor,
    A mente árabe foi capaz, é capaz e será capaz de ditar palavras e frases que nos acompanharão pelos anos infindos; esse livro é uma prova disso. Por sinal, existe alguma versão em português? caso negativo, o que te impede de traduzi-lo para que o livro sirva de guia aos viajantes do Ocidente, especialmente os viajantes brasílicos.

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  4. Caríssimo Valter
    Antes de mais nada um grande e saudoso abraço.
    O livro, como já expliquei ao Genivaldo, está desaparecido e hoje faz parte de mitologia árabe. No entanto, arqueólogos continuam em sua busca.
    Novo abraço

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  5. Georges,
    Fiquei fascinada ao ler "O gafanhoto" em um caderno da EJA. E coincidência, ou não, havia acabado de ler "O homem que calculava", de Malba Tahan, e me senti compelida a conhecer mais sobre a cultura árabe. Os ensinamentos com a leitura do seu texto, e agora, a frase do seu blog, "Enquanto houver um explorado ou um oprimido não haverá paz", me levaram a relacioná-lo com as obras do educador Paulo Freire. Sou pedagoga e gostaria de fazer uma apresentação em power point de "O gafanhoto", no intuito de compartilhar a rica mensagem, tão primorosa e poeticamente escrita por você. Muitas bençãos em sua vida para continuar iluminando nossas mentes. Abraços, Eliane.

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  6. Caríssima Eliane
    Obrigado pelos elogios e fique a vontade para utilizar o que lhe aprouver do blog.
    Grande abraço

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