No Oásis de Bukra dizem que somos imortais. Que essa é a razão do sentido da vida. E quem tem dúvidas que consulte o Kitab-ul-Kutub.
A cada linha do Livro dos Livros um novo mundo se abre. É um livro único, definitivo. Nenhuma palavra superficial, nenhuma linha inútil, nenhuma página dispensável. Até mesmo para a questão que sempre intrigou a humanidade a resposta é clara e concisa.
“O sentido da vida é a liberdade plena. Que você só vai alcançá-la quando se libertar do invólucro”.
O invólucro é o seu corpo.
À liberdade do invólucro dá-se erroneamente o nome de morte.
São dois cordões umbilicais que acompanham o vivente. Quando ele chega e quando parte. Um é visível, o outro também é, mas poucos conseguem vê-lo.
Não se esqueça que o pior cego é aquele que enxerga, mas não vê”.
Não sei se todos concordam, mas o que posso dizer é que as três mil e seiscentas páginas que consultei (não consegui chegar ao final do livro, pois me pareceu que o número de páginas é infinito) me transportaram para lugares incríveis que jamais havia sequer imaginado.
Espero um dia conseguir terminá-lo, mas creio que isso somente será possível quando atingir a imortalidade.
Ao fechar o Livro uma página ficou dobrada. Ao reabri-lo uma frase saltou aos meus olhos:
“Um mudo sensato vale mais do que um tolo que fala”...

Caro Georges,
ResponderExcluirA cada linha de tudo que você publica me sinto em uma viagem por um mundo esperado por todos os sensatos.A curiosidade que em mim foi despertada a respeito do Kitab-ul-Kutub tem me consumido a cada momento de minha pacata vida.A vontade que tenho de ter em meus dominios esse livro não tenho adjetivo para explicar.Tem alguma maneira de ter esse livro,onde eu o encontro, podes me ajudar?
Meu caro Genivaldo
ResponderExcluirAgradeço a sua generosa manifestação.O livro Kitab-ul-Kutub existiu de fato e hoje engrandece a mitologia árabe.Diversos pesquisadores continuam buscando-o, inclusive arqueólogos. Dele conhece-se apenas citações em obras árabe, mas tenha a certeza se algum dia chegar às minhas mãos, você será o primeiro a recebe-lo.
Novamente obrigado e um grande abraço.
Caríssimo professor,
ResponderExcluirA mente árabe foi capaz, é capaz e será capaz de ditar palavras e frases que nos acompanharão pelos anos infindos; esse livro é uma prova disso. Por sinal, existe alguma versão em português? caso negativo, o que te impede de traduzi-lo para que o livro sirva de guia aos viajantes do Ocidente, especialmente os viajantes brasílicos.
Caríssimo Valter
ResponderExcluirAntes de mais nada um grande e saudoso abraço.
O livro, como já expliquei ao Genivaldo, está desaparecido e hoje faz parte de mitologia árabe. No entanto, arqueólogos continuam em sua busca.
Novo abraço
Georges,
ResponderExcluirFiquei fascinada ao ler "O gafanhoto" em um caderno da EJA. E coincidência, ou não, havia acabado de ler "O homem que calculava", de Malba Tahan, e me senti compelida a conhecer mais sobre a cultura árabe. Os ensinamentos com a leitura do seu texto, e agora, a frase do seu blog, "Enquanto houver um explorado ou um oprimido não haverá paz", me levaram a relacioná-lo com as obras do educador Paulo Freire. Sou pedagoga e gostaria de fazer uma apresentação em power point de "O gafanhoto", no intuito de compartilhar a rica mensagem, tão primorosa e poeticamente escrita por você. Muitas bençãos em sua vida para continuar iluminando nossas mentes. Abraços, Eliane.
Caríssima Eliane
ResponderExcluirObrigado pelos elogios e fique a vontade para utilizar o que lhe aprouver do blog.
Grande abraço