terça-feira, 6 de setembro de 2011

Tragam de volta os médicos cubanos
Médicos cubanos a caminho do alem Tejo, Portugal

Inúmeras cidades brasileiras estão doentes por falta de médicos.
Melhor explicando,  não somente por falta de médicos.
Mas, ou  porque essas cidades  se encontram distantes dos grandes centros ou porque os salários “não seriam condizentes com a profissão”.
O Conselho Federal de Medicina informa que no Brasil ha 334 mil médicos (números de 2010).
Números  mais do que suficientes segundo a Organização Mundial de Saúde.
Só que esses médicos estão quase todos concentrados nos grande centros.
Tudo isso nós sabemos e tudo isso acontece desde as Capitanias Hereditárias.
Se vários estados do norte e nordeste ressentem a falta de médicos de quem é a culpa?
Do sistema e das escolas de medicina.
E a razão é uma só.
Em 99 por cento dos casos os estudantes de medicina querem se formar para ganhar dinheiro.
Nada contra ganhar dinheiro, mas infelizmente quando eles se formam, na maioria dos casos  vêem o paciente como doença e não como ser humano.
Se ha algo que você não aprende nas universidades é como ser solidário.
Solidariedade, a melhor qualidade de um ser humano.
É aí que entram os médicos cubanos.
Eles estiveram no Brasil, desbravaram o país onde não havia médicos e ganhavam infinitamente menos que os brasileiros.
Mas foram expulsos.
Foram expulsos por decisão judicial porque estariam atrapalhando os médicos nativos.
Mas atrapalhando como se eles trabalhavam onde os nativos recusavam-se a trabalhar?
Os solidários cubanos levavam aos pacientes saúde e alegria.
Alem de excelentes médicos tornaram-se amigos dos pacientes.
E isso porque eles aprenderam em suas escolas o valor da solidariedade e da vida humana.
Há mais de 40 mil médicos cubanos ajudando pessoas necessitadas  em todo o mundo.
Um exemplo clássico é o que sucedeu por ocasião do terremoto em Haiti.
O primeiro país a enviar socorro medico foi Cuba.
Os Estados Unidos, ao invés de enviar assistência medica, enviaram tropas militares...
E retornando ao Brasil, pergunto a você caro leitor: sente essa amizade e solidariedade  quando procura um medico?
Eu, por exemplo, pago uma pequena fortuna por um plano de saúde e a  consulta jamais passa de míseros minutos.
Saio do consultório pior do que entrei.
Infelizmente ate hoje não encontrei nenhuma exceção.
O medico não vê em mim um ser humano, mas uma doença.
Existem milhares de exemplos que poderia contar sobre os horrores que encontrei pelo caminho nesses quase 50 anos de profissão.
Mas esse é apenas um blog e creio que é desnecessário me alongar mais porque não tenho a menor duvida de que você leitor deve também ter essa mesma opinião.
Por isso fica esse apelo.
Por favor, tragam de volta os médicos cubanos.

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