quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Israel é a prova cabal de que o crime compensa



 Israel culpa toda a faixa de Gaza pelos traques que os palestinos despacham contra a tribo sionista.

Alguma novidade para que a tribo que ocupa a Palestina inicie os massacres?

É impressionante como esses serial killers sionistas gostam de maltratar a inteligência alheia.

O que vem de Israel não tem mais nenhuma credibilidade.

Isso, até a mídia cúmplice sabe.

Essa mesma mídia que sempre acobertou os crimes dos israelianos( governantes arianos de Israel), mudou o seu foco e repercute as eternas aleivosias made in USA.

Setembro bate as portas.

Mais de 140 países deverão apoiar a independência do Estado Ocupado da Palestina.

Com capital em Jerusalém, una e indivisível.

O una e indivisível são por conta do blog.

E o blog entende que a Independência da Palestina não se enquadra em datas.

Nem 67 e nem 48.

A data histórica da Palestina remonta a mais de 3 mil anos.

E para quem não aceita a  História e aprecia a Bíblia, a data não muda.

Palestina é a terra do leite e do mel.

Não é isso que diz a Bíblia?

Palestina é a terra do leite e do mel.

E Israel, que costuma comemorar sua “independência” a partir de 48, como é que fica?

Não fica.

Israel jamais existiu como Estado, país ou nação.

Não há independência a comemorar.

É só consultar a História e a Bíblia.

Portanto, quem deveria pedir à ONU o seu reconhecimento não é a Palestina, mas Israel.

A existência do Estado de Israel e o sofrimento do povo palestino são a prova cabal de que o crime compensa.

Alguém duvida?

terça-feira, 30 de agosto de 2011


Crueldade em forma de brinquedos-bombas


 A mais recente arma contra as crianças afegãs

Brinquedos-bombas?,
Perguntem às vítimas palestinas
Brinquedos-bombas?
Perguntem às vitimas libanesas
E agora afegãs.

Triste humanidade essa que faz da crueldade sua razão de ser.
Produzir bombas com a inocente imagem de brinquedos...

Que explodem!
Ferem
E  matam.

Já não se odeia mais o passado
O presente não importa
É preciso liquidar o futuro.

Crianças,
Pobres crianças.
Sem horizonte,
esperança aniquilada.

Que cérebro é esse?
Quem será sua próxima vítima?

Estaremos perdendo a nossa humanidade?
Ou jamais a tivemos?

Pobre Palestina,
Pobre Iraque,
Pobre Afeganistão,
Pobre Líbia.

Invadidos
Saqueados
E brutalizados

Pobre humanidade
Pobres de nós...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Como surgiram os dez mandamentos




Deus perguntou aos Gregos:
"Vocês querem um mandamento?".
"Qual seria o mandamento, Senhor?".
"Não matarás!".
"Não obrigado. Isso interromperia as nossas conquistas".

Então, Deus perguntou aos Egípcios:
 "Vocês querem um mandamento?".
"Qual seria o mandamento, Senhor?".
"Não cometerás adultério!".
"Não obrigado. Isso arruinaria os nossos fins-de-semana".

Chateado, mas não derrotado, Deus perguntou aos cananeus:
"Vocês querem um mandamento ?".
"Qual seria o mandamento, Senhor?".
"Não roubarás!".
"Não obrigado. Isso arruinaria a nossa economia".



Deus, enfim , perguntou aos Judeus:
"Vocês querem um mandamento?".
 "Quanto custa?".
"É de graça".
"Então manda logo DEZ!".

domingo, 28 de agosto de 2011


O Povo Palestino Tem o Direito de Ter o seu Próprio Estado, Livre, Democrático e Soberano!

Dia 27 de agosto,as 17 hs, lançamento público pelo Estado da Palestina Já, no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo(rua genebra,25,centro, próximo a Estação Anhangabaú 



clique na imagem para ampliá-la

Estado da Palestina JÁ!

Enquanto o povo palestino vem insistindo por uma paz justa para o conflito, os sucessivos governos israelenses continuam não cumprindo as inúmeras resoluções da ONU, negando-se a negociar a paz com a retirada de suas tropas dos territórios palestinos ocupados.

Além disso, prosseguem na construção de assentamentos israelenses em territórios palestinos. Mantêm nos cárceres mais de oito mil presos políticos, reprimindo violentamente as manifestações pacíficas de palestinos e israelenses que defendem a criação do Estado da Palestina. Seguem com a construção do muro do apartheid ou muro da vergonha – que foi declarado ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça – um muro que hoje já tem cerca de 750 km de extensão, e que proíbe a livre circulação de pessoas e produtos entre as cidades e vilas palestinas e confisca vastas áreas agrícolas dos palestinos.

Em setembro deste ano, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), reconhecida internacionalmente como única e legítima representante do povo palestino, irá solicitar da ONU a aprovação do Estado da Palestina como membro pleno desta organização, tendo como fronteiras as linhas de 1967 e compreendendo a Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental como Capital.

Caberá a ONU, com base no direito internacional e em suas próprias resoluções, (em especial a 181, de 1947, que reconhece o Estado da Palestina) ratificar e admitir o Estado da Palestina como membro pleno.

Uma paz justa e duradoura pressupõe a criação, de fato, do Estado da Palestina, e a inclusão deste como membro pleno da ONU, com todos os direitos e deveres que tal decisão implica. O reconhecimento de um Estado palestino soberano, baseado no fim da ocupação, na erradicação dos assentamentos e na solução do problema do retorno dos refugiados e de Jerusalém, de acordo com as próprias resoluções da ONU, atende aos interesses fundamentais dos povos da região.

 Apoiaremos as mobilizações populares d@s palestin@s que lutam contra o governo antidemocrático de Israel. Nós, militantes de organizações representativas do povo brasileiro, afirmamos: apoiar o povo palestino é apoiar todos os povos em sua caminhada de paz, justiça e liberdade! Ouçam as vozes do povo brasileiro.

sábado, 27 de agosto de 2011


R2Ps: De “Responsabilidade de Proteger” a “Razão para Pilhar”

Pepe Escobar, Asia Times 

A tarefa-carga do homem branco[1] não prevê perguntar aos africanos o que pensam do massacre ocidental/monárquico em curso contra os árabes nas praias do norte do continente. Mas alguns, pelo menos, decidiram pôr fim à enrolação. 



Mais de 200 líderes e intelectuais africanos distribuíram carta aberta em Johannesburg, África do Sul, chamando a atenção para o “uso distorcido do Conselho de Segurança da ONU para a prática da diplomacia militarizada, com o objetivo de derrubar o governo na Líbia” e para “marginalizar a União Africana”. 



Quanto aos ‘vencedores’ ocidentais na Líbia, já nem tentam disfarçar. Richard Haass, presidente daquele almanaque de Gotha do establishment dos EUA que é o Conselho de Relações Exteriores, assina coluna no Financial Times na qual diz claramente que “a intervenção humanitária introduzida para salvar vidas que se acreditava que estivessem ameaçadas foi, de fato, intervenção política para derrubar o governo”.[2] 



Quanto à chusma de atores locais – líbios da Cirenaica – Haass já os despachou para a lata do lixo da história: “Os líbios não conseguirão administrar a situação e emergir por conta própria” e, com “dois milhões de barris de petróleo por dia” em jogo, a única solução é uma “força internacional”. Tradução: exército de ocupação – como no Afeganistão e no Iraque. Bem-vindos ao neocolonialismo 2.0. 



A hora da vingança



Por tudo isso, o establishment norte-americano já está tão atrevido quanto a direita rica cabeça de noz da variedade Donald “aquela coisa no cocuruto” Trump. Trump disse à Fox News: “Nós somos a OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte]. Nós apoiamos a OTAN com dinheiro e armas. E ganhamos o quê? Por que não ficaríamos com o petróleo?” 



Em termos de Dia da Marmota geopolítico, é de fato o Afeganistão e o Iraque, tudo outra vez – uma orgia de saques, destruição de estátuas, segmentos de reality show televisivo para não deixar ninguém descolar o olho das telinhas, até faixas de uma torcida pró-OTAN (mais ou menos como os americanos agradeceriam aos chineses que bombardeassem New York City até reduzi-la a ruínas, para ‘libertá-la’). 



E nem se fala da imbecilidade da grande mídia-empresa. A CNN deslocou Trípoli para o leste – para o Mediterrâneo leste, em algum ponto perto do Líbano. A BBC mostrou uma festa ‘rebelde’ numa praça Verde em Trípoli localizada na Índia, com bandeiras da Índia. Homenagem e prova da total integração entre a OTAN e a mídia do CCG, Conselho de Cooperação do Golfo, também conhecido como Clube Contrarrevolucionário do Golfo – as seis ricas satrapias fundamentalistas da região. 



Considerando que o CCG virtualmente ordena à Liga Árabe o que fazer, não surpreende que a Liga já tenha reconhecido o sinistro Conselho Nacional de Transição ‘rebelde’ como governo legítimo, embora só represente a Cirenaica e apesar de o Grande Gaddafi[3] continuar vivo (embora com a cabeça a prêmio: 1,6 milhão de dólares). Digamos que é o troco da Liga Árabe, por Gaddafi ter chamado o rei saudita Abdullah de “estúpido”, nas preliminares para a guerra do Iraque. 



Também é como se a Líbia agora fosse um emirado árabe em construção, sem nada ter a ver com a África. O CCG financiou e armou os ‘rebeldes’. A União Africana era quase unanimemente contra a guerra OTAN/CCG. Ergo, no que dependa de OTAN/CCG, a África que se dane; a única coisa que realmente importa – estrategicamente – é meter uma base militar/naval do Africon/OTAN na Líbia. 


E lá nos vamos, para outra Zona Verde
 
Já não é segredo para ninguém que agentes dos serviços secreto britânico, francês, da CIA, do Qatar e mercenários de todos os tipos choveram (de paraquedas) sobre território líbio como força de invasão, há meses, planejando e treinando ‘rebeldes’ e em estreita coordenação com a OTAN, essa entidade prodígio da filantropia universal. 



Nunca se tratou de mandado da ONU, mas... quem liga?! OTAN/CCG pagam as contas, a OTAN cuida do bombardeio e OTAN/CCG “estabilizarão” a confusão toda, como se lê em plano de 70 páginas vazado pelo Times de Londres e de Rupert Murdoch. [4] 



Só tolos acreditarão na notícia-boato previsível de que o plano teria sido elaborado pelo Conselho Nacional de Transição com “ajuda ocidental”. A OTAN não se atreverá – não, pelo menos, no começo – a pôr os pés em terra; daí a proposta de “uma força-tarefa de 10.000-15.000 soldados em Trípoli”, a ser fornecida pelos Emirados Árabes Unidos, que, mais dia menos dia, lá estará. A pergunta mais eletrizante é: na folha de pagamento dos Emirados Árabes Unidos haverá mercenários estrangeiros (jordanianos, sul-africanos, colombianos) treinados pela Blackwater, ou mercenários tribais? 



E – adivinhem o quê! – uma Zona Verde remix, como no Iraque, próxima da praça Verde. São notícias quase tão deliciosas quanto o embaixador do Conselho Nacional de Transição nos Emirados Árabes Unidos, Aref Ali Nayed, a desmentir compungido o plano vazado, no mesmo momento em que Benghazi confirmava a coisa toda. 



Todos já sabem também que a rendosa reconstrução de tudo que a OTAN destruiu beneficiará – e quem poderia ser?! – os ‘vencedores’: os países da OTAN/CCG.[5] O líder do Conselho Nacional de Transição Mustafa Abdel Jail já confirmou, em Benghazi. 



Devem-se esperar ruidosas comemorações locais – e globais –, no que tenha a ver com pôr a mão no butim. Sem considerar a riqueza (ainda inexplorada) em gás e petróleo, a Líbia tem mais de 150 bilhões de dólares em bancos estrangeiros. E o Banco Central da Líbia – agora em vias de ser privatizado – guarda nada menos que 143,8 toneladas de ouro. Há também por lá água doce suficiente para um milênio, que Gaddafi começava a tornar acessível via o espetacular multibilionário Projeto “Grande Rio Feito pelo Homem” [orig. Great Man-Made River (GMR) project]. 



Aí está também mais uma sólida resposta à pergunta sobre por que a França decidiu, tão freneticamente, derrubar Gaddafi: as maiores empresas mundiais de exploração de água são francesas; e a possibilidade de privatizar suprimento de água doce a ser comercializado por mil anos deixou os executivos daquelas empresas, digamos... babando. 



Por tudo isso, como vasto novo mercado potencialmente muito lucrativo para empresas europeias, e bem ali, na outra margem do Mediterrâneo, a Líbia é artigo de primeira, o que dá novo significado à doutrina do imperialismo humanitário e sua “responsabilidade de proteger” [orig. R2P (“responsibility to protect”)], que passa a significar “direito de pilhar” [orig. R2P (“right 2 plunder”)] – como escreveu um leitor de Asia Times Online. 

O primeiro-ministro italiano Silvio “bunga bunga” Berlusconi foi gentil: encontrou-se em Milão com o primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição, bem à frente da nova bandeira da Líbia (de fato, é a velha bandeira monárquica do rei Idris), posta ao lado das bandeiras da Itália e da União Europeia. 



E dizer que há apenas um ano, Silvio B. oferecia fantástica festa ao seu camaradinha cujas mãos adorava beijar –, precisamente nosso Grande G. –, com desfile de 30 beduínos montando cavalos puros-sangues importados.


Em 2008, Silvio B. e o Grande Gaddafi assinaram tratado para enterrar a infeliz era colonial (1911-1942), pelo qual a Itália gastaria $5 bilhões ao longo de 25 anos em investimento na infraestrutura da Líbia – estradas e ferrovias; graças a esse tratado, 180 empresas italianas conseguiram contratos fabulosos na Líbia, e a Itália passou a ser  principal parceira comercial da Líbia. 



Por isso, o líder do Conselho Nacional de Transição Mustafa Abdel Jalil estava obrigado a confirmar para Berlusconi que a nova Líbia manterá “relações especiais” com todos os “vencedores” da guerra de OTAN/CCG contra a Líbia; e destacou a Itália. 



Semana que vem, será a vez do Xeique Abdullah bin Zayed, ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, que visitará Benghazi para passar a mão em fatia bem gorda do bolo da reconstrução. Depois do estouro da bolha imobiliária, os Emirados Árabes Unidos pululam de empresários prontos a saltar sobre qualquer oportunidade. 



E quanto ao mapa do caminho 


Mas e se o Grande Gaddafi tiver carregado seu ouro? O ex-presidente do Banco Central da Líbia garante que, em Trípoli, estão fisicamente guardadas reservas equivalentes a nada menos que $10 bilhões em ouro.

Assim, enquanto os britânicos do serviço secreto metidos em trajes civis árabes e brandindo Kalashnikovs idênticas às dos ‘rebeldes’ procuram Gaddafi “vivo ou morto”, ao estilo texano de George W Bush, o Grande Gaddafi pode bem estar comprando aliados tribais e pagando, literalmente, em ouro. Para não dizer que já conta com o apoio da tribo Gaddafi (habilíssimos caçadores noturnos), da tribo al-Magarha (atiradores de primeiríssima) e de quase toda a tribo da esposa de Gaddafi, os Warfallah (a maior do país, com mais de 2 milhões de pessoas). 



Dado que o Conselho Nacional de Transição anda dizendo por todos os cantos que a Líbia pós-Gaddafi será pluralista e multicultural, já se veem sinais claros de que já começaram a construir mais uma Areia Movediça City. 

Os árabes do norte absolutamente desprezam os berberes do sul – e vice-versa. A gente da Tripolitania absolutamente despreza os salafitas da Cyrenaica – e vice-versa. 



Com tanta coisa em jogo, é fácil visualizar um mapa do caminho que será, com pequenas variações, o seguinte: 

– Um governo do Conselho Nacional de Transição muito fraco, governo-fantoche; as tropas da doutrina do neoliberalismo de desastre distanciar-se-ão cada vez mais dos líbios habituados a 40 anos de ensino gratuito, atendimento gratuito à saúde e moradia gratuita; logo se organizará movimento de guerrilha contra a ocupação estrangeira; salafitas-jihadistas de outras latitudes árabes acorreram para a Líbia; cidades do deserto facilmente se tornarão bases de grupos guerrilheiros; os oleodutos do sudeste do país serão atacados; será réplica de Bagdá, de 2004 a 2007; haverá uma ‘avançada’ [surge] em cenário de guerra civil/tribal sem fim; e lá estará o Afeganistão 2.0, como frente-gêmea guerrilheira – o grupo de Gaddafi contra os ‘rebeldes’/OTAN, e os salafitas contra a OTAN, porque o ocidente nunca admitirá que a Líbia converta-se em estado islâmico. 



Gaddafi, hoje, aposta que os espiões e mercenários de OTAN/CCG converterão a Líbia em novo Iraque/Afeganistão. (É bem possível, aliás, que a OTAN adore a ideia.) Com isso, forçarão Gaddafi a entrincheirar-se mais fundo no norte da África. Voltarão as mesmas velhas táticas imperiais de dividir-para-reinar, enquanto as empresas ocidentais exercerão seus direitos de saquear. 

Simultaneamente darão nova vida, numa espécie de trama secundária, à “guerra ao terror”, enquanto a recessão devora o que resta das respectivas economias nacionais. Mas o complexo industrial-militar e empresários do ramo de armas/segurança continuarão felizes da vida. Iraque/Afeganistão, tudo outra vez? Vamos ver quem pode mais.

[1] White man’s burden é poema de Rudyard Kipling, de 1899, um apelo para que os EUA assumam a tarefa de promover o desenvolvimento das Filipinas que acabavam de ser derrotadas na Guerra hispano-americana; é considerado o ‘hino’ do imperialismo britânico (pode ser lido em http://public.wsu.edu/~wldciv/world_civ_reader/world_civ_reader_2/kipling.html) [NTs].
[5] Ver “Capitalismo de desastre: abutres sobre a Líbia”,


Traduzido pelo pessoal do VILA VUDU

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Propaganda de guerra pelos jornais e televisão

Este blog já vinha alertando sobre as manipulações midiáticas. E não poucas vezes solicitou que os manipuladores fossem a julgamento pelo Tribunal Penal Internacional como criminosos de guerra, também. Esses manipuladores são tão criminosos quanto os países que invadem nações soberanas em nome de mentiras para saquear suas riquezas. 


Jornalistas devem ser julgados pela Justiça Internacional


Thierry Meyssan, Mathaba

A propaganda de guerra entrou em nova fase, e hoje envolve ação coordenada de estações de TV por satélite. CNN, France24, a BBC e a rede al-Jazeera converteram-se em instrumentos de desinformação, usadas para demonizar governos e governantes e justificar agressões armadas.

Essas práticas são crimes tipificados na legislação internacional.

É preciso pôr fim à impunidade desses criminosos ‘midiáticos’.

A informação processada e distribuída sobre a Líbia e a Síria marca um ponto de virada na história da propaganda de guerra, e os meios usados tomaram de surpresa a opinião pública internacional.



Quatro potências – EUA, França, Reino Unido e Qatar – somaram seus meios técnicos para intoxicar a ‘comunidade internacional’. Os principais canais usados foram a CNN (embora privada, interage com a unidade de guerra psicológica do Pentágono), France24, a BBC e a rede al-Jazeera.



Esses veículos estão sendo usados para atribuir aos governos da Líbia e da Síria crimes que não cometeram, ao mesmo tempo em que trabalham para encobrir os crimes que estão sendo cometidos pelos serviços secretos daquelas potências bélicas e pela OTAN.



Assistimos a golpe similar, em menor escala, em 2002, quando os canais Globovisión distribuíram imagens do que seria (mas não era) uma revolta popular contra o presidente eleito Hugo Chávez e imagens de ativistas armados, identificados por Globovisión como se fossem ativistas chavistas, atirando contra manifestantes.

Essa encenação tornou-se necessária para mascarar um golpe militar orquestrado por Washington, com colaboração de Madrid.

Em seguida, depois que levante popular legítimo fez abortar o golpe e reintegrou o presidente eleito, investigações conduzidas pela justiça venezuelana e por jornalistas sérios revelaram que a ‘revolução’ filmada e distribuída pelo canal Globovisión não passava de simulacro, criado por artifícios técnicos, e que nenhum chavista jamais atirara contra manifestantes; e que, isso sim, os manifestantes haviam sido vítimas de atiradores mercenários a serviço da CIA.



Vê-se acontecer o mesmo, novamente, agora, mas os criminosos são canais de televisão consorciados que distribuem imagens de eventos inexistentes na Líbia e na Síria. O objetivo é fazer-crer que a maioria dos líbios e dos sírios desejariam a destruição de suas instituições políticas e que Muammar Gaddafi e Bashar al-Assad teriam massacrado o próprio povo.
A partir dessa intoxicação ‘midiática’, a OTAN atacou a Líbia e está em vias de também destruir a Síria.



Fato é que, depois da 2ª Guerra Mundial, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou legislação específica que proíbe e pune essas práticas ‘midiáticas’.



A Resolução n. 110, de 3/11/1947 criou “procedimentos a serem adotados contra a propaganda e incitadores de nova guerra”, condena  “propaganda construída explicita ou implicitamente para provocar ou encorajar qualquer tipo de ameaça à paz, quebra de paz negociada ou ato de agressão."



A Resolução n. 381 de 17/11/1950 reforça aquela condenação e condena explicitamente qualquer censura a informação, como parte da propaganda contra a paz.

Finalmente, a Resolução n. 819 de 11/12/1954 sobre “remoção de barreiras que impeçam a livre troca de informação e idéias” reconhece a responsabilidade dos governantes no ato de remover barreiras que impeçam a livre troca de informação e  idéias.



Ao fazê-lo, a Assembléia Geral desenvolveu doutrina própria sobre a liberdade de expressão: condenou todas as mentiras que levam à guerra; e impôs o livre fluxo de informações e idéias e o debate crítico, como armas a serem usadas necessariamente a favor da paz.

Palavras e, sobretudo, imagens, podem ser manipuladas de modo a servirem como ‘justificativa’ para os piores crimes.

Nesse sentido, a intoxicação da opinião pública provocada pelas falsas notícias distribuídas por CNN, France24, BBC e al-Jazeera pode ser definida como prática de “crime contra a paz”. 



Essas práticas criminosas ‘midiáticas’ devem ser vistas como mais sérias do que outros crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos pela OTAN na Líbia e por agências ocidentais de inteligência na Síria, na medida em que os crimes ‘midiáticos’ precederam e possibilitaram a prática dos demais crimes.



Todos os jornais, redes de televisão públicas e privadas e todos os jornalistas que operaram na propaganda de guerra – a favor dos ataques militares contra a Líbia (e, deve-se prever, em breve também contra a Síria) – devem ser julgados pela Corte Internacional de Justiça.
Thierry Meyssan, Mathaba

Traduzido pelo pessoal do VILA VUDU


Maradona para o mundo:Viva a Palestina! Viva o povo palestino!

Assista abaixo a mais uma manifestação a favor da Palestina.

Desta vez é o astro futebolístico argentino Diego Armando Maradona quem se manifesta.

Maradona é o atual técnico do time de futebol Al Wasl dos Emirados Árabes.

E não se esqueça.

Setembro está chegando.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


É hoje, apesar da mídia


Em seu afã em derrubar Kadafi, o Estadão se confunde e confunde seus leitores.
Leia, abaixo sua manchete de página:
“Ditador libanês diz que únicas opções são vencer os rebeldes ou 'morrer como mártir', apesar de fuga”.

De líbio a libanês...

Pobre Líbano.

Se já não bastasse a proximidade com Israel, o Estadão arremessou o país dos cedros da Ásia  para o norte da África.

Qual foi a razão?

Não deve ser ignorância ou desconhecimento geográfico já que, supõe-se,  os redatores  do jornal tenham no mínimo o primário completo.

Mas então qual foi razão?

Deve ser a mesma que cega seus dirigentes.

 Eles ignoram os mais de, até o momento, 30 mil manifestantes que estão em Brasília para entregar às autoridades reivindicações várias, entre as quais o rompimento das relações comerciais e culturais com o estado racista de Israel, cuja maior obra são os massacres diários contra civis palestinos e o muro do apartheid.

O manifesto pode ser lido abaixo, apesar do boicote da mídia.

Mas quem precisa da mídia quando tem a Internet?

Azar das hienas que infestam os poleiros e o currais das redações.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Todo nosso apoio à Comitiva pró Palestina que realizará reuniões e entregará documentos   em defesa da Palestina, nesta 4ª feira, dia 24/08/2011, em diversos Ministérios em Brasília

Em Brasília, comitiva pró-palestina pedirá por boicotes a Israel
A Frente em Defesa do Povo Palestino de São Paulo estará representada durante a jornada nacional de lutas nesta quarta-feira (24), em Brasília, quando protestará contra a opressão e ocupação na Palestina. Unirá suas vozes aos manifestantes por direitos e justiça social no Brasil sobretudo para pedir o fim dos ataques a Gaza e o rompimento de acordos militares e de cooperação entre o governo nacional e Israel. O cancelamento desses é objeto de um dos principais documentos a ser entregue pela comitiva que segue para a Capital Federal, um manifesto por boicotes a produtos e serviços de Israel até que se cumpram os direitos humanos fundamentais dos palestinos. Tal documento já conta com mais de duas dezenas de assinaturas de organizações, entre as quais centrais sindicais, movimentos de mulheres, da juventude e sem-terra, além de sociedades árabes-palestinas e comitês de diversas partes do País (veja abaixo).

Além de protocolar esse manifesto em ministérios e junto a comissões no Congresso Nacional, os participantes vão fazer chegar ao ministro da Defesa recém-empossado, Celso Amorim, o pleito da sociedade civil palestina por boicote e embargo militar imediato a Israel. A carta que traz a solicitação é assinada por todos os partidos políticos palestinos e por diversas organizações, tais como Stop the Wall e o comitê local por boicotes, desinvestimento e sanções.
A delegação encaminhará ainda à ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, uma carta com as principais reivindicações dos refugiados palestinos oriundos do Iraque, no País há cerca de quatro anos e ainda carecendo de integração e inclusão adequadas. Manifesto com o mesmo conteúdo será protocolado no Itamaraty.

Acompanhará a comitiva o Comitê de Solidariedade ao Povo Sírio, que também levará sua demanda a Brasília. Pedirá um posicionamento firme do governo brasileiro em prol das liberdades democráticas no país árabe.

MANIFESTO PELO BOICOTE AO APARTHEID DE ISRAEL

Há seis anos foi lançada por diversas organizações da sociedade civil palestina a campanha de BDS (boicotes, desinvestimento e sanções) a empresas, produtos e serviços que financiam o apartheid israelense.

Neste ano, a iniciativa prioriza o embargo militar integral a Israel, até que se cumpram as reivindicações fundamentais dos palestinos:

1) o fim imediato da ocupação militar e colonização de terras árabes, e a derrubada do muro do apartheid, que vem sendo construído na Cisjordânia desde 2002, dividindo terras, famílias e impedindo os palestinos do direito elementar de ir e vir;
2) o reconhecimento dos direitos dos cidadãos palestinos à autodeterminação, à soberania e à igualdade; 
3) o respeito, proteção e promoção do direito de retorno dos refugiados palestinos às suas terras e propriedades, das quais vêm sendo expulsos desde 1948, quando foi criado unilateralmente o Estado de Israel, até os dias atuais.

Essas medidas logicamente teriam que vir acompanhadas da libertação dos milhares de presos políticos.

Sob esse mote, o comitê palestino por BDS realizou recentemente em território ocupado um ato público em frente à representação diplomática brasileira.

Principal campanha internacional de solidariedade ao povo palestino e contra qualquer forma de discriminação naquelas terras, a campanha do BDS redundou em conquistas importantes, como o rompimento de contratos milionários com empresas que atuam na construção do muro, de colonias ilegais ou de outros aparatos que sustentam a segregação na Palestina. Envolvida em ações do gênero em Jerusalém, a multinacional francesa Veolia teve prejuízo de bilhões de dólares como resultado dessa campanha.

Outra prova do seu sucesso e viabilidade foi a decisão do Governo da Noruega de desinvestir em companhias israelenses que detinham no currículo essas práticas colonialistas. Ainda como parte dessa iniciativa, em 2010, sindicatos de portuários da Califórnia, Suécia, Índia e África do Sul promoveram um dia de protesto no qual se recusaram a descarregar navios comerciais israelenses ou com cargas provenientes daquele destino. 

No campo acadêmico, a Universidade de Johanesburgo suspendeu acordo de cooperação e intercâmbio com a Universidade Ben Gurion, por sua cumplicidade na violação de direitos humanos. 

O êxito dessa campanha é comprovado ainda pela ação do Knesset (Parlamento israelense) de aprovar neste mês uma lei que criminaliza ativistas e organizações em favor dos boicotes.

Apesar de esse movimento vir se expandindo em todo o globo, no Brasil ainda é preciso avançar bastante. Algumas ações vão inclusive na contramão dessa corrente, como a adesão do Brasil ao TLC (Tratado de Livre Comércio) Mercosul-Israel e negociações comerciais bilaterais com a potência ocupante, incluindo a assinatura de acordos militares e de tecnologia bélica. Amplo estudo promovido pela organização Stop the Wall denuncia que o TLC inclui a venda em território brasileiro de produtos e serviços feitos em colônias israelenses ilegais na Cisjordânia, bem como de tecnologias de "defesa e segurança", as quais têm sido usadas nos ataques contra os civis palestinos. O tratado, portanto, transforma o Brasil em porta de entrada da indústria armamentista de Israel na América Latina., A tecnologia de "defesa" tem sido um dos focos dos negócios bilaterais entre os governos de Israel e do Brasil. Inclusive já se tem conhecimento de visitas de grupos israelenses visando atuar na segurança durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Ainda na contracorrente, a cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, passou a abrigar instalações da empresa israelense Elbit Systems, que atua na área de tecnologia militar e é especialista em construção de veículos não tripulados, os quais foram amplamente usados nos ataques aos palestinos de Gaza em final de 2008 e início de 2009. Uma das 12 companhias envolvidas na construção do muro do apartheid, a Elbit já assinou contratos no Brasil, inclusive com as Forças Armadas e com a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica). 

Além disso, a USP (Universidade de São Paulo) e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal) têm firmado acordos de cooperação e intercâmbio com instituições israelenses, sobretudo nos últimos anos.

A organização Stop the Wall alertou, em relatório, que essas iniciativas garantem que as guerras, ocupação e colonização israelenses continuem a gerar lucros. E enfatizou: “Esses laços militares põem em questão o compromisso do governo brasileiro em apoiar os direitos humanos, a paz e a criação de um Estado palestino e parecem contradizer as atuais alianças brasileiras e interesses na região. É preocupante que o Brasil entregue o dinheiro dos impostos dos seus cidadãos às empresas de armamento israelenses. O Brasil não pode conciliar a cumplicidade com as graves violações da lei internacional por parte de Israel e as aspirações a potência mundial emergente, defensora do respeito à lei internacional e aos direitos humanos.”

Perante esse cenário e atendendo a pleito da sociedade civil palestina, exigimos que o governo brasileiro e suas instituições, bem como empresas públicas e privadas nacionais e/ou instaladas neste País, imponham embargo militar e econômico a Israel, através do rompimento de acordos, contratos e suspensão na aquisição de produtos e serviços, os quais financiam cotidianamente a violação dos direitos humanos do povo palestino e a ocupação de suas terras.


Reivindicamos que o governo brasileiro:

a) rompa unilateralmente com o Tratado de Livre Comércio Israel-Mercosul;
b) retire imediatamente o posto das Forças Armadas Brasileiras em Israel;
c) cancele todos os contratos das Forças Armadas com empresas israelenses;
d) exclua as empresas israelenses de participar de quaisquer concorrências públicas;
e) vete a instalação de empresas israelenses em território nacional ou mesmo a aquisição de empresas nacionais por capitais israelenses;
f) exclua as empresas israelenses de contratos para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.


ASSINAM:

Frente em Defesa do Povo Palestino - São Paulo
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro
Frente Palestina da USP – Universidade de São Paulo
Comitê Democrático Palestino do Brasil
Comitê Autônomo de Solidariedade ao Povo Palestino – Mogi das Cruzes
CLP – Comitê pela Libertação da Palestina
Sociedade Árabe-palestina de Corumbá
Centro Cultural Árabe-palestino do Rio Grande do Sul
Comitê Pró-Haiti
Sociedade Árabe-palestina de Brasília
Comitê de Solidariedade ao Povo Sírio
Deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP)
Georges Bourdoukan – jornalista

Anel – Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre
Apropuc-SP – Associação dos Professores da PUC-SP
Associação Islâmica de São Paulo
Cebrapaz – Centro Brasileiro de Solidariedade e Luta pela Paz
Centro de Memória e Resistência do Povo de Mauá e Região
Ciranda Internacional da Informação Independente
Coletivo de Mulheres Ana Montenegro
Coletivo Libertário Trinca
CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular-Coordenação Nacional de Lutas
CUT – Central Única dos Trabalhadores
DCE-USP – Diretório Central dos Estudantes da Universidade de São Paulo
Marcha Mundial das Mulheres
Movimento Mulheres em Luta
Movimento Mulheres pela P@z
Mopat – Movimento Palestina para Tod@s
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
MTST – Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Teto
Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região
PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Rede para Difusão da Cultura Árabe-brasileira Samba do Ventre
Revolutas
União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil
UNI – União Nacional das Entidades Islâmicas

E-mail para contato: frentepalestina@yahoo.com.br